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SBR

A Marinha do Brasil tem dado passos largos no processo de construção dos novos submarinos convencionais (S-BR1), que serão construídos nacionalmente. Hoje, dia 14 de maio de 2013, as seções de vante (S3 e S4) do primeiro submarino da classe “Scorpène” foram embarcadas no Navio Mercante “Tracer”, em Cherbourg, França, e já estão a caminho de Itaguaí, no Rio de Janeiro, para o início da construção desse submarino.

A construção desse submarino faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), que prevê a fabricação de cinco submarinos, sendo quatro deles convencionais e um com propulsão nuclear.

Desde maio de 2010, quando as seções de vante tiveram sua construção iniciada, aproximadamente, 365 pessoas, entre funcionários, engenheiros, técnicos e especialistas da Marinha do Brasil, da Nuclebrás Equipamentos Pesados S/A (NUCLEP) e da Itaguaí Construções Navais (ICN) foram treinados para serem os multiplicadores de conhecimento a todos aqueles que irão trabalhar na fabricação e construção dos submarinos no Brasil.

Progredindo em tecnologia e investindo em conhecimento, a Marinha do Brasil vem solidificar o sonho de projetar e construir, no Brasil, nosso submarino com propulsão nuclear.

FONTE: Marinha do Brasil

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Mas você vai ter que confiar na nossa palavra, pois fotos não eram permitidas – pelo menos, você pode ver acima o local onde sistemas desses sonares estão sendo produzidos: a fábrica da Omnisys no ABC paulista

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Na última quinta-feira, 30 de agosto, visitamos em São Bernardo do Campo (SP) a fábrica da Omnisys, braço industrial do grupo francês Thales no Brasil. Na visita às áreas de desenvolvimento, produção, manutenção e testes, que se seguiu a uma coletiva de imprensa para apresentar os novos executivos da Thales no país (veja matéria no Poder Aéreo), havia uma surpresa interessante: estavam sendo montados módulos dos equipamentos de sonar que equiparão os próximos submarinos da Marinha do Brasil (S-BR) derivados do francês Scorpène.

Infelizmente, porém compreensivelmente, não foram autorizadas fotos dos sistemas em montagem. Mas o presidente da Omnisys, Edgard Menezes, que guiava a visita pela fábrica, falou um pouco sobre o assunto com o Poder Naval. No total, são oito equipamentos de sonar sendo produzidos para os quatro submarinos diesel-elétricos do programa PROSUB (dois por submarino).

O que pode ser dito é que há uma divisão de trabalho e um repasse progressivo de atividades locais na fabricação dos sistemas dos sonares. Partes produzidas no Brasil são integrados na França e partes produzidas na França são integradas no Brasil, ampliando-se gradativamente os trabalhos sob a responsabilidade da subsidiária brasileira da Thales, assim como o treinamento dos engenheiros brasileiros envolvidos no programa.

A imagem abaixo mostra pessoal da linha de produção de módulos de radar na fábrica da Omnisys, do outro lado da ampla sala onde os sistemas eletrônicos dos sonares estão sendo montados (evidentemente, esses sistemas  não estão enquadrados na foto).

A Omnisys, que desde 2006 faz parte do grupo francês Thales, tem experiência não só com radares, mas com diversos sistemas navais. Menezes (foto abaixo), citou os sistemas de Medidas de Apoio a Guerra Eletrônica (MAGE) instalados em navios escolta da Marinha do Brasil. A empresa espera, após a notícia de que quatro novas corvetas classe “Barroso” poderão ser produzidas, fornecer também o sistema MAGE dessas unidades. Outro programa da Marinha a cargo da empresa é o desenvolvimento da cabeça de busca (seeker) do novo míssil antinavio, o MANSUP (veja link abaixo).

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Ontem, a DCNS iniciou, no seu centro de Cherbourg, a última junção das seções do primeiro submarino Scorpène para o Brasil. A soldagem das seções 3 e 4, que vai permitir reconstituir a parte dianteira do submarino, é um símbolo forte em termos de transferência de tecnologia

 

Os 12 soldadores da equipe franco-brasileira começaram esta manhã em Cherbourg as últimas operações de junção das seções do primeiro Scorpène para o Brasil. As próximas montagens serão realizadas no Brasil. Serão necessários 4 dias para a realização desta etapa que consiste em montar por fusão de metal os anéis que constituem a parte dianteira do submarino. Uma estrutura de cerca de 6 metros de diâmetro, 24 metros de comprimento e uma massa de 200 toneladas que vai posteriormente receber, entre outros, a central de operações, os torpedos e os auxiliares da plataforma (água, gás, eletricidade, etc.). Durante o primeiro semestre de 2012, serão adicionadas a este casco as caixas e as grandes estruturas mas também a vela, os tanques de lastro, o compartimento de acesso e a cúpula de ar fresco.

Os soldadores brasileiros receberam, no âmbito da transferência de tecnologia, uma formação de 3 meses que permitiu a aquisição das qualificações necessárias. De fato, o contrato incide sobre a concepção e a realização em transferência de tecnologia de quatro submarinos convencionais. O centro de Cherbourg recebe atualmente 36 estagiários brasileiros, o que eleva este número a 115 desde o início do contrato.

Bernard Planchais indicou: “Esta etapa é um novo marco bem-sucedido para a realização deste programa ambicioso. Ela demonstra a capacidade da DCNS em implementar uma parceria humana e tecnológica ao serviço de uma marinha internacional.”

Este contrato para o Brasil incide também na assistência para a concepção e a realização da parte não nuclear do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear e o apoio à realização de uma base naval e de um estaleiro de construção naval. O primeiro dos quatro submarinos convencionais deverá entrar em serviço ativo em 2017. Esses quatros submarinos possuem propulsão convencional (diesel-elétrica). Com um comprimento de cerca de 75 metros, seu deslocamento na superfície é de 2. 000 toneladas. São operados por uma tripulação de 30 a 45 pessoas.

Os quatros submarinos convencionais respondem às especificações particulares da Marinha do Brasil. Estão perfeitamente adaptados às necessidades de proteção e de defesa dos 8.500 quilômetros de litoral brasileiro. São submarinos oceânicos polivalentes concebidos para todos os tipos de missões, incluindo a luta contra os navios de superfície, a guerra antissubmarina, os ataques em profundidade, as operações especiais e a coleta de informações.

FONTE/FOTOS: DCNS

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Durante a visita oficial de hoje a Cherburgo, Celso Amorim, Ministro brasileiro da Defesa, pôde medir os avanços do programa de submarinos, confiado à DCNS no final de 2008. Depois de ser recebido por Patrick Boissier, Presidente diretor-geral da DCNS, Celso Amorim pôde visitar as oficinas onde se realizam parte dos trabalhos deste programa estratégico, o mais importante jamais assinado a nível internacional pela DCNS.

«A DCNS se empenhou em um ambicioso programa de transferência de tecnologia permitindo que o Brasil adquira competências e domine tecnologias estratégicas para a sua indústria de defesa», declarou Patrick Boissier, Presidente diretor-geral da DCNS. «Através desta visita, que ilustra o acordo de parceria estratégico assinado entre o Brasil e a França, reafirmamos o nosso empenho a longo prazo na realização deste programa. Felicitamo-nos pelo seu avanço que confirma a capacidade da DCNS em realizar uma transferência de tecnologia de grande porte. A confiança da Marinha brasileira confirma igualmente o valor tecnológico da DCNS e a competitividade quanto à exportação do Grupo.»

No final de 2008, foi de fato confiada à DCNS a concepção e a realização, com transferência de tecnologia, de quatro submarinos do tipo Scorpène, a assistência para a concepção e a realização da parte não nuclear do primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear, bem como o apoio à realização de uma base naval e de um estaleiro de construção naval no Brasil. Em relação ao submarino de propulsão nuclear, a assistência técnica fornecida pela DCNS diz respeito à parte não nuclear do submarino, sendo a Marinha brasileira totalmente responsável pela casa das caldeiras nucleares. O programa é integralmente conduzido através de uma vasta transferência de tecnologia e supervisionado pela marinha brasileira.

Em conformidade com a agenda do contrato, os primeiros trabalhos começaram em Cherburgo em maio de 2010, dia do corte da primeira chapa da parte dianteira do primeiro dos quatros submarinos. Esta parte é, de fato, inteiramente realizada em Cherburgo. Será entregue ao estaleiro brasileiro no quarto trimestre 2012. A construção da parte traseira do primeiro submarino começou no Brasil, em julho de 2011.

O início da construção no Brasil do primeiro submarino constitui uma das etapas mais importantes do programa. Na verdade, ela indica que os engenheiros, os técnicos e operários que seguiram a formação na DCNS, na França, adquiriram os conhecimentos necessários para a realização do casco de submarinos de última geração e que o Brasil possui as ferramentas industriais necessárias. Além disso, os trabalhos de terraplenagem e fundações da obra da base naval já começaram.

Os quatros submarinos convencionais S-BR do tipo Scorpène respondem às especificações particulares da marinha brasileira: São perfeitamente adaptados às necessidades de proteção e de defesa dos 8.500 quilômetros de litoral brasileiro. São submarinos oceânicos polivalentes concebidos para todos os tipos de missões, incluindo na luta contra navios de superfície, na guerra antissubmarina, nas operações especiais e na coleta de informações.

FONTE: DCNS

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O Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (5) acordo entre Brasil e França, firmado em dezembro de 2008, para cooperação na produção de submarinos. O Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 79/11 segue agora para promulgação.

O acordo aprovado estabelece a cooperação bilateral no desenvolvimento e na construção de submarinos convencionais do tipo Scorpène (SBR), assim como de um submarino com armamento convencional destinado a receber um reator nuclear a ser desenvolvido pela parte brasileira (SNBR).

O texto estabelece a compra pelo Brasil de quatro submarinos e a transferência de tecnologia, bem como a assistência francesa para a construção de um estaleiro de submarinos e de uma base naval.

Durante a tramitação do acordo na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), o relator da matéria, senador João Pedro (PT-AM), observou que dois aspectos tornaram atraente para o governo brasileiro a proposta francesa: a necessidade de submarinos de propulsão nuclear para a vigilância mais adequada das águas profundas da plataforma continental brasileira, onde se encontra a camada pré-sal; e a decisão da França de fazer a transferência de tecnologia.

Segundo João Pedro, a Marinha considera que tais submarinos podem permanecer submersos por períodos mais longos, sendo mais adequados para a vigilância em águas profundas.

FONTE:Agência Senado

NOTA: a aprovação do Senado veio mais de dois anos depois do acordo ter sido firmado

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Cortes no orçamento podem afetar Prosub

Coluna Negócios & Cia de Flávia Oliveira do Jornal O Globo

Submarinos 1

Os cortes de gastos do governo Dilma chegaram ao Prosub. É o programa nacional de construção de submarinos, parceria com a França. O repasse previsto para este ano caiu de R$2,1 bilhões para R$1,5 bi. O dinheiro seria repassado pela Marinha à estatal francesa DCNS, que vai transferir a tecnologia, e à Odebrecht, responsável pelas obras do estaleiro e da base naval.

Submarinos 2

A Marinha tenta negociar com o governo, mas os efeitos do corte já estão em discussão com as empresas. Por enquanto, não se fala em atraso no cronograma. O estaleiro e a base continuam previstos para 2015 e 2016. A unidade de estruturas metálicas, em área da Nuclep, deve sair em 2012. As unidades já têm licença de construção, mas o estaleiro aguarda sinal verde da Cnen.

Submarinos 3

A tensão chegou aos funcionários da ICN, associação da DCNS com a Odebrecht. Há rumores de que contratações e viagens de treinamento à França podem ser adiadas.

COLABOROU: André Vital

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O Governo Indiano sancionou um aumento de preço de US$ 1 bilhão nos custo dos 6 submarinos Scorpène que foram encomendados.

O aumento nos custos é resultado de problemas de construção, absorção de tecnologia e aumento da infraestrutura e compra de materiais para a Mazagon Dock Ltd.

Foi dito que o último dos seis submarinos será entregue na segunda metade de 2018.

FONTE: Forecast International

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Francisco Góes

Indústrias brasileiras que produzem máquinas e equipamentos, motores, sistemas de propulsão elétrica e outros bens vão participar do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), acertado em 2008 entre Brasil e França, orçado em 6,7 bilhões. A nacionalização de partes e peças das embarcações está prevista em contrato, assim como a exigência de transferência de tecnologia da França para o Brasil. Um exemplo de parceria nessa área é o da Saturnia Sistemas de Energia, que assinou acordo com o governo francês para produzir as baterias dos submarinos para a Marinha brasileira.

Indústrias brasileiras que produzem máquinas e equipamentos, motores e sistemas de propulsão elétrica, compressores e baterias, entre outros bens, começam a identificar oportunidades que vão surgir com o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), acertado em 2008 entre Brasil e França. Responsável pelo programa, orçado em 6,7 bilhões, a Marinha do Brasil está avaliando o que as empresas poderão produzir localmente. As indicações até agora são favoráveis, embora ainda existam dúvidas, em alguns casos, sobre o processo de transferência de tecnologia.

A análise recai sobre as condições para se produzir no Brasil determinados componentes e equipamentos para os submarinos cumprindo índices de conteúdo nacional. A nacionalização de partes e peças dos submarinos está prevista em contrato, assim como a exigência de transferência de tecnologia da França para o Brasil. Pelo acordo, os franceses terão de transferir tecnologia para determinadas indústrias fabricarem no Brasil itens usados nos submarinos. Seria uma espécie de compensação pelos pagamentos feitos pelo Brasil à França dentro do programa dos submarinos.

“O potencial da indústria brasileira é fantástico”, disse o almirante de esquadra José Alberto Accioly Fragelli, coordenador geral do Prosub na Marinha. Ele disse que a Marinha promoveu seminário do qual participaram empresas de diversos setores interessadas no programa. “Queremos ver quais os produtos que as empresas podem nacionalizar.” Há uma série de itens em que existe potencial de produção no mercado brasileiro, incluindo as baterias, os sistemas de propulsão elétrica, circuitos elétricos e os sistemas de periscópio, entre outros, e para os quais se prevê a transferência de tecnologia da França.

No início das discussões, imaginou-se, por exemplo, que não seria possível produzir um aço especial sem costura para tubos de torpedo, um dos armamentos que vão equipar os submarinos. Mas depois provou-se que é possível fazer esse aço no Brasil. Eduardo Fantin, diretor da Bardella Indústrias Mecânicas, disse que o Prosub poderá oferecer oportunidades para a indústria nacional na fabricação de componentes para os submarinos. Outra área de interesse são as instalações que darão apoio na construção, operação e manutenção das embarcações.

No total, o programa prevê a construção de quatro submarinos convencionais e o casco de um submarino de propulsão nuclear. E inclui a instalação de um estaleiro e de uma base naval em Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O co-presidente da Jaraguá Equipamentos Industriais, Cristian Jaty Silva, disse que a empresa participou de processo de auditoria feito pela Marinha no qual se avaliou o potencial e o interesse de empresas nacionais no programa.

As empresas selecionadas poderão receber contratos de absorção de tecnologia e de nacionalização de componentes. A Jaraguá tem interesse em produzir partes estruturais dos submarinos e participar na construção do estaleiro. Umberto Gobbato, diretor superintendente da WEG Automação, afirmou que a empresa mantém entendimentos com a Marinha para fornecer sistemas de propulsão elétrica para os submarinos. “A WEG foi consultada pela Marinha para aumentar índices de nacionalização de sistemas de propulsão elétrica”, disse Gobbato.

O mais difícil a ser feito no Brasil é o sistema de armas, reconhece o almirante. Segundo Fragelli, o processo de transferência de tecnologia está em andamento. Este mês a Marinha vai mandar 26 engenheiros navais para a França, onde ficarão um ano e meio participando de curso da Marinha francesa para aprender a projetar um submarino nuclear. Em 2011, irão mais 20 engenheiros e, em 2012, outros 20. “Esse será o núcleo que vai receber toda a transferência de tecnologia que os franceses vão passar para o Brasil.”

Um exemplo de parceria na área de transferência de tecnologia é o da Saturnia Sistemas de Energia, com fábrica em Sorocaba (SP). A empresa assinou acordo com o governo francês pelo qual ficou acertado que produzirá as baterias dos submarinos para a Marinha brasileira. Luiz Antonio Baptista, presidente da Saturnia, disse que apesar do acordo existe preocupação de garantir a transferência de tecnologia para a fabricação das baterias no país.

Antes de conseguir fechar o acordo sugiram dificuldades para a transferência da tecnologia das baterias para a Saturnia, disse Baptista. A francesa DCNS, que tem contratos com a Marinha do Brasil para a construção dos submarinos, teria informado que a bateria original utilizada no submarino não era produzida por ela, mas por uma empresa americana. Essa empresa não tinha interesse em vender a tecnologia.

Depois de negociações que envolveram a Marinha, chegou-se a um acordo entre a DCNS e a Saturnia pelo qual o grupo francês se propôs a transferir para a Saturnia, a partir de uma unidade na Grécia que fabrica o produto para a Marinha francesa, o projeto básico da bateria. “Em setembro, uma equipe da DCNS e da empresa grega [chamada Sunlight] vem ao Brasil para discutir os detalhes do projeto”, disse Baptista.

Segundo ele, a empresa terá de investir entre US$ 1,5 milhão e US$ 2 milhões para ampliar a fábrica de Sorocaba e produzir as baterias dos novos submarinos. No passado, a Saturnia produziu as baterias para os submarinos convencionais do tipo IKL-209, desenvolvidos no Brasil a partir da importação de uma unidade da Alemanha. No acordo com a Alemanha, houve transferência de tecnologia e as baterias foram feitas no Brasil. Procurada, a DCNS disse que não iria comentar o assunto. Para o almirante Fragelli, é importante que a Saturnia obtenha a transferência de tecnologia da Sunlight.

Fragelli disse que o contrato de transferência de tecnologia é o mais importante (entre os acordos assinados com a França) porque, depois de capacitado, o Brasil não vai depender de outro país para fazer submarinos convencionais e nucleares. Ele reconheceu, porém, que transferência de tecnologia “não se recebe, mas se conquista”.

Entre especialistas, há quem acredite que um das dificuldades para a transferência de tecnologia estaria no fato de que o estaleiro que vai produzir os submarinos seja controlado pela DCNS. A DCNS, controlada pelo governo da França, formou uma sociedade de propósito específico (SPE) com a Odebrecht para a construção dos submarinos. A SPE, chamada de Itaguaí Construções Navais (ICN), tem como acionistas a Odebrecht, com 59%, e a DCNS, com 41%. A Marinha do Brasil, por meio da Emgepron, tem ação especial (golden share) que lhe dá direito de veto em determinadas decisões.

Um executivo que acompanha o acordo discordou. Disse que existe forte compromisso contratual na transferência de tecnologia por parte da França e acrescentou que quando o estaleiro for concluído a ICN será extinta passando o estaleiro a ser propriedade da Marinha. Fragelli disse que o estaleiro, desde o início do projeto, pertencerá à Marinha, inclusive porque será construído com recursos do Tesouro Nacional.

Marinha já liberou primeiro pagamento

A Marinha do Brasil começou a fazer os pagamentos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Uma entrada, no montante de R$ 1,5 bilhão, foi paga à DCNS, empresa francesa que tem controle estatal, e à Odebrecht. A DCNS tem contratos com a Marinha para construir os submarinos, os quais também envolvem a Odebrecht. A construtora é a responsável pela obra do estaleiro e da base naval dos submarinos. As instalações serão construídas em Itaguaí (RJ). A DCNS vai transferir tecnologia no projeto.

O almirante José Alberto Fragelli, coordenador do Prosub, disse que o investimento no estaleiro e na base naval é estimado em cerca de 1,7 bilhão, montante que será financiado com recursos do Tesouro Nacional. O dinheiro vai entrar anualmente no orçamento da Marinha e será pago mediante apresentação de faturas de serviços prestados a preços de mercado. Uma preocupação da Marinha é o contingenciamento de recursos do orçamento pela União, o que pode afetar o programa.

Na parte de responsabilidade da França, o Prosub conta com financiamento de cerca de 5 bilhões acertado com um sindicato de bancos liderado pelo francês BNP Paribas, disse Fragelli. Os quatro submarinos convencionais incluídos no programa serão entregues de forma gradativa.

A frota atual de submarinos da Marinha, de cinco unidades, continuará a operar. Fragelli disse que a ideia é fazer mudanças nos submarinos convencionais Scorpène a serem comprados da França. “Temos experiência de construção no arsenal da Marinha [no Rio] e estamos introduzindo modificações nesses submarinos, que serão maiores e mais compridos.”

Ele acrescentou que na parte de propulsão do submarino nuclear a França não pode transferir tecnologia. “Nenhum país transfere nada nesse campo.” (FG)

FONTE: Valor Econômico

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O primeiro submarino da Malásia, KD Tunku Abdul Rahman, da classe “Scorpène”, provou sua capacidade ao disparar ontem com sucesso um míssil Exocet SM39 Block 2.

O almirante Tan Sri Abdul Aziz Jaafar da Royal Malaysian Navy (RMN) disse que o míssil atingiu um alvo de superfície de 40m de comprimento localizado a 22 milhas náuticas de distância.

Ele disse que o míssil foi disparado de uma profundidade de 55m, cota que torna difícil para navios adotarem medidas contra submarinos.

Na foto, o KD Tun Razak, segundo “Scorpène” da Malásia chegando na base naval de Lumut, após 64 dias de viagem depois de deixar a França.

O navio saiu de Toulon na França em 30 de abril de 2010, e chegou à Malásia em 2 de julho.

Durante a jornada, o submarino fez escala nos portos de Alexandria (Egito), Jeddah (Arábia Saudita), Salalah (Omã) e Cochin (Índia).

FOTO: DCNS

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Scorpène da Malásia ‘pronto para combate’

O primeiro submarino Scorpène da Malásia está ‘pronto para combate’. O KD Tunku Abdul Rahman atingiu o nível operacional (Initial Operational capability – IOC) depois de ser submetido a diversos testes sob condições tropicais nos últimos três meses.

O submarino será oficialmente declarado operacional até o final deste ano. No início deste ano correu a notícia de que problemas técnicos no submarino imperiram que o mesmo completasse os testes de aceitação em janeiro.

A Malásia espera receber o seu segundo Scorpène, o KD Tun Razak, no final de julho ou início de agosto. Na Marinha da Malásia eles são classificados como classe Perdana Menter. Ambos são armados com torpedos Black Shark e mísseis Exocet SM39.

Com informações do The Malay mail

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Venda de Scorpène para a Malásia está sob investigação de procuradoria

Barra de Cinco Pixels

Scorpène

Autoridades policiais francesas realizaram uma busca nos escritórios da empresa DCNS e do grupo Thales e apreenderam diversos documentos. O objetivo da operação era coletar informações sobre a venda de três submarinos Scorpène para a Malásia pelo valor de um bilhão de euros.

Conforme informações da Agência France Presse a DCNS “não confirmou nem negou a informação” sobre a ação dos policiais, ocorrida na semana passada.

Segundo o grupo malaio de direitos humanos Suaram a venda dos submarinos, negociada em 2002, foi marcada por casos de corrupção e pagamentos de propina. A acusação foi aceita pela procuradoria francesa, que abriu uma investigação sobre o caso no último mês de março.

O grupo malaio alega que a empresa Aramis, uma subsidiária da Thales em conjunto com a DCN que realizou a venda na época, teria pago uma comissão de 114 milhões de euros para uma empresa chamada Perimak. Esta empresa teria vínculos com pessoas ligadas ao primeiro ministro malaio Najib Razak. Naquela época o atual primeiro ministro era ministro da defesa da Malásia e foi o responsável pela negociação dos submarinos.

De acordo com a lei francesa, desde 2000 o pagamento de comissões sobre contratos relacionados com líderes estrangeiros é caso de corrupção.

FONTE: AFP

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Primeira chapa do Scorpène brasileiro

vinheta-destaqueA DCNS em Cherbourg iniciou hoje a produção industrial do programa brasileiro de submarinos. Este é o maior contrato internacional já assinado pelo grupo DCNS.

Abrange o design e implementação de transferência de tecnologia de quatro submarinos convencionais baseados na classe “Scorpène”, mas também a assistência para a concepção e implementação da parte não-nuclear do primeiro submarino nuclear brasileiro.

A construção de um estaleiro e uma base naval no Brasil, também fazem parte do contrato, estimado em mais de 7 bilhões de euros.

Esta manhã, a primeira chapa do primeiro submarino foi cortada. Cherbourg é responsável pela construção da proa do submarino, que deverá entrar em serviço em 2017.

FONTE: Ouest France.fr / COLABOROU: Francoorp

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ALIDE apurou durante o evento de apresentação da nova Fragata FREMM, em Lorient na França, nesta terça-feira precisamente o que será o modelo de submarino que a empresa francesa fabricará no Brasil nos próximos anos.

A despeito das graves desavenças públicas entre a DCNS e a Navantia espanhola, sua ex-sócia no programa Scorpène, o modelo de submarino oferecido para atender às necessidades declaradas do Brasil é realmente uma versão alongada e modernizada deste mesmo design.

Para aumentar o raio de alcance do novo modelo, o submarino passará a medir perto de 70 metros de comprimento, entre quatro a cinco metros, mais comprido do que o Scorpène padrão vendido para o Chile e para a Malásia. Essas seções adicionais do casco permitirão a expandir em 20 toneladas a capacidade de óleo diesel combustível transportado pelo Scorpène brasileiro. Para fazer a autonomia do modelo brasileiro alcançar os 60 dias desejados pela MB , no mesmo esforço, será aumentado a câmara frigorífica e o espaço de armazenamento de víveres secos. Outra modificação resultante será o aumento de 31 para um total de 35 camas nos camarotes, aumentando, assim, potencialmente, o tamanho da tripulação ou número de militares de forças especiais transportados no submarino.

O sistema de combate dos submarinos brasileiros, como os indianos, será bastante modernizado em relação àquele instalado nos Scorpènes chilenos e malásios. Na parte de motorização, haverá outra grande alteração: ao invés de usar apenas dois grandes motores diesel , como nos demais submarinos Scorpène, a MB solicitou à DCNS que se empregasse, alternativamente, no S-BR quatro motores de menor porte no seu lugar. Segundo a fonte, este requerimento seria fruto da experiência satisfatória brasileira com os U209 alemães, que usam quatro motores diesel.

O S-BR terá dois periscópios, sendo apenas um deles tradicional (ótico), do tipo penetrante no casco. O outro se compõe de um câmera de vídeo digital na ponta do mastro capaz de transmitir a imagem capturada para uma ou mais telas no interior do submarino, sem que, para isso, seja preciso abrir um outro orifício no casco de pressão. O S-BR terá seis consoles multi-função digitais que podem se substituir mutuamente, sem restrições, caso um deles apresente uma pane.

Toda a parte frontal do primeiro submarino S-BR, da proa até depois do compartimento de comando/combate, será construída na França, com a participação direta dos engenheiros civis e militares brasileiros alocados a este projeto. Daí em diante, 100% dos demais submarinos passará a ser construído no novo estaleiro de Sepetiba, no Brasil. Em alguns dias, chegarão a Cherbourg e a Lorient os primeiros brasileiros que trabalharão no processo de absorção da tecnologia transferida pelos franceses dentro deste programa . No final do mês de maio ocorrerá a cerimônia de início da construção do primeiro submarinho no estaleiro de Cherbourg.

FONTE: ALIDE

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SSK_Scorpene_OHiggins_Final_Construction

vinheta-clipping-navalO primeiro dos quatro submarinos Scorpéne, de tecnologia francesa, comprados em 2008 pelo Brasil, começa a ser construído no dia 27 de maio. A cerimônia de corte das chapas destinadas à proa será realizada às 10h, no estaleiro DCNS, em Cherbourg. O relógio digital que marca a contagem para a entrega do navio, no segundo semestre de 2016, será ativado na mesma ocasião.

Os outros três submarinos do tipo S-Br sairão, até 2021, do novo estaleiro que a Marinha está construindo em Itaguaí, no litoral sul do Rio.

O recebimento do modelo movido a energia nuclear, o SN-Br, está definido: será em janeiro de 2022, com chances de ser adiantado um pouco, para novembro de 2021.

Esse cronograma justo esteve sob sério risco de sofrer um atraso estimado em um ano, em decorrência da dificuldade do governo brasileiro em liberar cerca de R$ 100 milhões do downpayment, um adiantamento sobre o contrato de 6.790 bilhões, destinado ao início das operações.

Na França, reconhece um executivo da DCNS, o tamanho e o caráter do acordo – que prevê fornecimento amplo de tecnologia, incluindo o casco e sistemas não atômicos do navio de propulsão nuclear – são incomuns e implicam obstáculos inesperados.

O Comando da Marinha reduziu os danos antecipando recursos de seu próprio orçamento para a execução de trabalhos preliminares, como o Estudo de Impacto Ambiental e a produção de informações necessárias aos projetos dos novos estaleiro e base.

“Com isso, o retardamento ficou limitado a três meses, perfeitamente possíveis de serem compensados ao longo dos 144 meses, 12 anos, de duração do compromisso” explica o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

O documento principal foi assinado em dezembro de 2008. A negociação dos contratos adicionais consumiu nove meses, saiu em setembro de 2009. Nos termos do tratado, o downpayment deveria ter início no dia 30 de outubro.

Começou em dezembro

Antes disso, em abril do ano passado, foi formalizado um Termo Aditivo, criado para reorganizar o calendário do programa e compensar a demora na liberação da verba. “Na medida em que os pagamentos foram integralizados, as ações foram sendo cumpridas”, explicou o almirante Júlio Moura Neto, comandante da Marinha.

Outros dois integrantes do almirantado alertam para a necessidade de uma ação mais dura e exigente no fluxo da transferência de tecnologia, cláusula fundamental do negócio. Os oficiais superiores argumentam que a indecisão havida em alguns momentos dessa fase preliminar não pode ocorrer mais adiante, quando a operação atingir os itens sensíveis do programa.

Estaleiro e Base

estaleiro_itaguai1O tempo do empreendimento é 2015 e no momento está limitado ao primeiro movimento de terras na Ilha da Madeira, em Itaguaí, baía de Sepetiba, no litoral fluminense. Ao lado das instalações da Nuclep, o braço industrial do complexo nuclear do Brasil, o grupo Odebrecht começa a obra da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas, UFEM. Depois virão um avançado estaleiro e uma base de submarinos de alta sofisticação. O presidente Luis Inácio Lula da Silva vai visitar o local até o final de julho. Deveria ter feito isso no dia 6 de abril, mas a assessoria do Palácio do Planalto considerou que não havia muito para ser visto e decidiu por um adiamento – dificuldades de agenda, foi a justificativa formal.

O pacote completo da infraestrutura vale 1.868.200.00 para a Construtora Norberto Odebrecht, majoritária no CBS, Consórcio Baía de Sepetiba, formado pela DCNS da França e pela Marinha do Brasil, que detém a golden share, o direito de veto. As áreas envolvidas somam 980 mil metros quadrados, dos quais 750 mil m² na água. O acesso ao conjunto se dará por um túnel escavado em rocha de 850 metros de comprimento e uma estrada exclusiva de 1,5 quilômetro. Haverá 2 píeres de 150 metros cada um e 3 docas secas (duas cobertas) de 170 metros. No total, serão 27 edifícios. A dragagem passa de 6 milhões de metros cúbicos. O plano da obra prevê a geração de 700 empregos diretos. Pronta, a instalação poderá dar apoio técnico a uma frota de 10 submarinos, e terá capacidade para construir duas unidades novas simultaneamente.

Um dos prédios, destinado ao procedimento de troca do reator do navio nuclear ou do combustível, será alto, equivalente a 16 andares. Os submarinos vão circular, entrar e sair das instalações por meios próprios, movimentando-se por uma zona molhada com 340 mil m².

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (ProSub) implica a integração de diversos cronogramas. Um deles, o do domínio completo do ciclo de enriquecimento do urânio usado no reator dos modelos nucleares, está virtualmente concluído. A última etapa, a fábrica de gás de urânio, está pronta em Iperó, a 130 km de São Paulo, no Centro Aramar, da Marinha. Os testes serão iniciados agora. A produção, 40 toneladas por ano, em dezembro. No mesmo local o pavilhão do LabGene, para abrigar o reator do SN-Br, segue em ritmo acelerado – será ocupado daqui a dois anos. Em agosto seguem para Lorient, na França, os 27 engenheiros brasileiros aos quais caberá o trabalho de absorver o conhecimento necessário à construção, em Itaguaí, dos dois tipos de submarinos. Terão companhia: parte da primeira tripulação do navio atômico, 60 militares-instrutores, começa a ser qualificada ainda esse ano.

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FONTE: O Estado de São Paulo

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SSK_Scorpene_OHiggins_Final_Construction

O parlamento da Índia foi informado nesta segunda-feira que a entrega dos submarinos da classe “Scorpène” para a Índia vai atrasar 3 anos e isto vai impactar os níveis de operacionalidade da Força, mas medidas corretivas foram tomadas.

O programa de construção de seis “Scorpène” está atualmente em andamento no Mazagon Docks Limited (MDL) sob transferência de tecnologia da compania francesa DCNS.

“Pelo contrato, o primeiro submarino deveria ser entregue em 2012 e depois um submarino por ano até dezembro de 2017″, disse o Ministro da Defesa A.K. Antony, em entrevista em Lok Sabha.

SAIBA MAIS:

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Scorpène

Depois de um ano de discussões, a Índia concordou em pagar mais US$ 413 milhões pela construção de seis submarinos convencionais da classe “Scorpène” no país.

O contrato original foi assinado há 5 anos, com o primeiro submarino programado para entrar em serviço em 2012, a um custo de US$ 500 milhões. Mas problemas políticos e de gerenciamento surgiram, atrasando o cronograma em dois anos e aumentando o preço unitário do submarino.

A França subiu o preço de alguns ítens chave dos submarinos e a Índia teve problemas na condução da construção.

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