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Um seminário realizado no final do ano – o Port Finance International Brazil – mostrou aos investidores estrangeiros quais são as perspectivas de investimentos que o Brasil oferece na área portuária

Operadores portuários, empresas de terminais privados, brasileiras e estrangeiras, representantes de instituições financeiras, economistas, consultores e advogados chegaram a um consenso de que o Brasil oferece excelentes oportunidades de negócios.

Os portos brasileiros movimentaram 800 milhões de toneladas de mercadorias em 2010, sendo que 400 milhões de toneladas foram de produtos para exportação e 120 milhões de toneladas de bens importados. A expectativa para 2012 é de movimentar um bilhão de toneladas.

A operação portuária sempre esteve nas mãos do poder público por razões econômicas e estratégicas. Todavia, o crescimento do comércio internacional, com volumes de transporte de cargas aumentado a cada dia, seja pela maior capacidade de produção de bens das empresas, seja pela maior possibilidade de armazenamento de carga em navios de grande porte, fez com que houvesse uma mudança nesse cenário. Importantes economias mundiais passaram a admitir a participação da iniciativa privada no setor. Com isso, o setor pôde se desenvolver a passos rápidos para acompanhar o crescimento da demanda do transporte de carga e passageiros.

No Brasil, esse movimento não foi diferente. Em 1993, houve a regulamentação do setor, com a publicação da lei nº 8.630/93. A partir disso, o setor portuário passou a ter regras específicas que antes estavam dispersas no sistema jurídico brasileiro. Mas, efetivamente, no Brasil, esse setor da economia sofrerá um impacto ainda maior em razão das descobertas do pré-sal. Estamos convencidos de que haverá um interesse dos investidores em diversificarem seus portfólios de investimento, nele incluindo os setores portuário, marítimo e fluvial, bem como o de infraestrutura. E isso será assim porque a realidade que se apresenta em nosso país, hoje, é, sabidamente, deficitária em termos de operação logística.

A crescente demanda por investimentos em portos e em infraestrutura logística é consequência dos seguintes fatores: insuficiência de estradas e de terminais de acesso a conexões de modal logístico, congestionamento nos acessos aos portos, aumento de custos relativos a atrasos de embarque e desembarque de mercadorias, de perda de “slots” de atracação, de reagendamento de horários em razão do congestionamento de embarcações, dentre outros.

Para sanar esses problemas, nos últimos dez anos a iniciativa privada investiu quantias expressivas. O Brasil, a China e a Índia foram recordistas de investimentos. Durante os anos 2006 e 2009, à China foram destinados US$ 4 bilhões, ao Brasil US$ 1,5 bilhão e à Índia US$ 2,5 bilhões. Isso é reflexo do rápido crescimento das relações comerciais dessas economias.

O investimento em infraestrutura portuária não só melhora as condições de competitividade de um país no que se refere ao comércio internacional de mercadorias e o transporte de passageiros, como também pode trazer efeitos benéficos para o índice de crescimento de ofertas de emprego. Dados apresentados no Port Finance International dão conta de que o projeto do “London Gateway” promoverá o maior crescimento de empregos que um projeto pode oportunizar. Esse projeto, que ainda está em construção, criará 12 mil novos postos de trabalho diretos e mais 20 mil indiretos.

Ciente das novas exigências que o mercado impõe, o poder público, por intermédio das autoridades que regulam o setor portuário, publica, com frequência, novas regras para o aproveitamento das áreas portuárias. Nesse sentido, recente resolução da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) deu novos contornos à exploração dessas áreas. A resolução de número 2.240, que substitui a 55, traz inovações que dão mais flexibilidade à gestão portuária e permite a utilização mais eficiente de áreas portuárias. Essa nova regulamentação não se limita apenas aos arrendamentos, mas a qualquer tipo de ocupação. E traz também algumas novidades, pois ela autoriza a celebração de contratos de uso temporário, de cessão de uso onerosa e não onerosa, de passagem e de autorização de uso.

Os contratos de uso temporário, que têm duração de até 36 meses, permitem que os interessados, ainda que não sejam titulares de arrendamento no porto, movimentem cargas não consolidadas no porto ou destinadas a plataformas offshore, mediante o pagamento de tarifas. Os contratos de cessão onerosa, ao seu turno, possibilitam que interessados explorem atividade econômica com vista à prestação de serviços àqueles que atuam no porto, como, por exemplo, agências bancárias e lanchonetes.

Os contratos de cessão não onerosa são aqueles firmados com os órgãos públicos que atuam no porto, tais como Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e Anvisa. Outra novidade são os denominados instrumentos de passagem, que autorizam, sobre áreas de uso comum ou ocupadas por terceiros, a passagem dos interessados que desenvolvam atividades de movimentação e armazenagem de cargas destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. Já a autorização de uso possibilita que a administração do porto ceda áreas por um prazo de até 90 dias para a realização de eventos de natureza recreativa, esportiva, cultural, religiosa ou educacional.

Há, ainda, os arrendamentos não operacionais, que permitem o arrendamento de áreas para atividades econômicas não diretamente ligadas à movimentação de cargas, como shoppings, cinemas, áreas culturais, estacionamentos, entre outras.

Mas não basta somente a regulamentação do uso de áreas portuárias. Um país que deseja receber capital estrangeiro, não especulativo, tem de ter um número elevado de tratados intencionais contra dupla tributação para que os investimentos de não residentes estejam protegidos.

Temos absoluta convicção de que medidas de proteção ao capital, associadas a regulamentações normativas modernas e transparentes de áreas portuárias e também à divulgação, em 2012, do Plano Nacional de Logística Portuária farão com que o Brasil entre, definitivamente, na rota de investimentos internacionais em obras de infraestrutura portuária, bem como de grandes empresas de operação portuária, as quais poderão aliar-se a empresas nacionais que já têm experiência nesse setor da economia.

FONTE: Valor Econômico/Felipe Ferreira Silva é sócio do Emerenciano, Baggio e Associados Advogados.

A alta dos custos, as dificuldades de logística e as restrições trazidas pelo uso de conteúdo local devem desacelerar os planos “ambiciosos” de expansão da Petrobrás, aponta a Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório divulgado nesta terça-feira, 13. Apesar disso, a entidade prevê significativa expansão da produção no pré-sal brasileiro nos próximos anos, o que contribui para a ampliação da oferta de petróleo mundial no médio prazo.

A AIE acredita que o vazamento de óleo no Campo do Frade, na Bacia de Campos, operado pela Chevron, terá consequências de longo prazo para o setor. “O governo deve assegurar que todas as companhias invistam mais em medidas de segurança ambiental”, diz a entidade, lembrando que a Petrobrás também esteve envolvida em casos de vazamento. “O sucesso do Campo de Lula não é necessariamente transferível para outras áreas, principalmente depois do vazamento de Frade.”

Para a agência, a produção de 70 mil barris por dia da Chevron no Campo de Frade deve ter redução entre 10 mil e 15 mil barris por dia no quarto trimestre deste ano e em 2012.

Apesar desses problemas, a AIE projeta crescimento de 900 mil barris por dia entre 2010 e 2016 para os campos de Guará, Lula, Parque das Baleias e Baleia Azul, o que dá suporte para a estimativa de crescimento da produção no Brasil de 1 milhão de barris por dia no período.

Esse número ajuda a compor as expectativas da AIE para o avanço da oferta global de petróleo nos países que não fazem parte da Opep. Entre 2010 e 2016, a entidade prevê um aumento total de 3,4 milhões de barris por dia, ou cerca de 500 mil por ano, na produção dos países que não compõem o cartel. O crescimento deve ser liderado pelos Estados Unidos, com cerca de 1,8 milhão de barris por dia sendo incorporados ao mercado. Já a produção no Mar do Norte deve declinar.

No curto prazo, entretanto, a AIE realizou cortes nas projeções. O aumento da oferta de fora da Opep deve ficar em apenas 70 mil barris por dia em 2011, o terceiro mais baixo da última década. Para 2012, a estimativa de crescimento foi suavizada em 120 mil barris por dia, para 1 milhão, em razão das manifestações no Oriente Médio e da queda nos biocombustíveis.

A produção de petróleo do Brasil caiu 20 mil barris por dia em agosto, para 2,1 milhões. A AIE acredita que a produção nacional ficará entre 2,1 milhões e 2,2 milhões de barris por dia nos próximos meses. Para 2012, é esperado aumento de 140 mil barris por dia, uma queda de 30 mil sobre a projeção anterior, em razão de manutenção e adiamento para 2013 do projeto Waimea, em águas rasas da Bacia de Campos.

A demanda por petróleo no Brasil desacelerou para um crescimento anual de 2,4% em setembro, de 3,4% em agosto. A queda na procura por óleo combustível (-13,5%) apagou o avanço visto nos outros derivados, como querosene de aviação (11,4%), diesel (8,3%) e GLP (2%).

FONTE: estadao.com.br

 

Contrato da estatal com o Estaleiro Atlântico Sul para 10 petroleiros subiu de US$ 1,2 bilhão para US$ 1,7 bilhão em cinco anos

O balanço apresentado pelo governo federal da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) indica que a encomenda pela Petrobras Transporte (Transpetro) de dez petroleiros ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) já está cerca de US$ 500 milhões mais cara. Além disso, aponta que o atraso da primeira entrega, o navio João Candido, já chega a um ano. O atraso prejudica o cronograma das obras das demais embarcações. Em janeiro de 2007, quando o EAS e a Transpetro assinaram o contrato para a construção de dez petroleiros, o valor do pacote era de US$ 1,2 bilhão. Agora, de acordo com o balanço dos ministérios envolvidos no PAC 2, já atinge US$ 1,7 bilhão.

O relatório governamental demonstra preocupação com o desenvolvimento da construção do João Candido, lançado ao mar em maio do ano passado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela, à época, pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, em festa que parou o município de Ipojuca, Pernambuco, sede do EAS. Apesar do lançamento, o navio voltou ao estaleiro para reparos que já duram um ano e sete meses. Os motivos de atraso tão grande nunca foram devidamente esclarecidos nem pelo EAS nem pela Transpetro.

De acordo com nota divulgada pelo estaleiro, o “João Candido” será entregue à Transpetro este mês, mas a data ainda não foi marcada. Ao tratar da questão da Transpetro, o relatório do PAC 2 recomenda “atenção” com os trabalhos desenvolvidos pelo EAS. Uma frase faz o alerta: “Atrasos sucessivos na entrega do primeiro navio – João Cândido”. O texto identifica como fator agravante o fato de que, como os navios são construídos em sequência, o atraso do primeiro atrapalha a produção dos outros. Os dez petroleiros deverão ser entregues à Transpetro até setembro de 2014, prazo que, hoje, é considerado inviável pelos especialistas do setor. O segundo petroleiro do lote de dez é o “Zumbi dos Palmares”, cuja construção já foi iniciada pelo estaleiro. Mas o EAS calcula que o navio será entregue em julho ou agosto, enquanto a Transpetro espera recebê-lo até março do ano que vem, conforme a recomendação do relatório do PAC 2.

O documento recomendava que o João Cândido fosse submetido ao teste de mar até a última quarta-feira (dia 7), com entrega à Transpetro até o último dia do ano.

Greve. Em nota, o EAS credita o atraso no apronto do João Candido a uma greve de funcionários ocorrida em setembro. “A entrega estava prevista para o final de outubro deste ano.

O novo prazo se deve aos atrasos que o acabamento do navio sofreu ao longo do mês de setembro passado, e que foram provocados por um movimento paredista conduzido por um grupo minoritário de funcionários, à revelia da campanha salarial da categoria dos metalúrgicos e do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco”, diz o comunicado. Ainda segundo a nota, “esse movimento, como é de conhecimento público, resultou em violência contra os trabalhadores da própria empresa, impedimento ao direito de ir e vir no Complexo de Suape (litoral de Pernambuco), depredação do patrimônio público e privado e na instauração de um clima de terror, ameaças, constrangimento e boatos no estaleiro”.

“Essa situação impactou fortemente as atividades da empresa, afetando as suas operações e prejudicando sobremaneira a finalização do navio”, conclui o EAS. A nota não fala no atraso na entrega, mas em “uma extensão do cronograma da sua primeira embarcação, como é rotineiro, no mundo”. O estaleiro EAS começou a ser construído simultaneamente ao João Candido, O navio seria o primeiro do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro, que encomendou 49 navios a estaleiros nacionais – 22 deles ao EAS. A demora foi tanta que a segunda embarcação prevista para entrar em operação, o “Celso Furtado”, construído pelo Estaleiro Mauá (Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro), ficou pronto antes e já está navegando.

A Transpetro se manifestou sobre o assunto por meio de um comunicado sucinto. De acordo com a nota da subsidiária da Petrobrás, os contratos do Promef “estipulam penalidades para atrasos não justificados na entrega das encomendas”. A Transpetro não revela quais são as penalidades previstas. “Não houve aditivos de valor no contrato do navio João Cândido”, esclarece ainda o comunicado.

FONTE: O Estado de S.Paulo / Sergio Torres

A NUCLEP recebeu, no dia 22/11/11, a visita do Almirante Bernard Rogel, Chefe do Estado-Maior da Marinha Nacional da França, acompanhado de sua comitiva, e do Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, Comandante da Marinha do Brasil, também acompanhado de sua comitiva. Os visitantes foram recebidos pelo Presidente da NUCLEP, Jaime Cardoso, e pelo Diretor Industrial da NUCLEP, Liberal Zanelatto.

FONTE: NUCLEP

Uma empresa norte-americana está finalizando os estudos de viabilidade técnica para a instalação de um estaleiro de reparos na região do Porto de Paranaguá, no Paraná. Há um ano a empresa McQuilling Services está fazendo estudos para averiguar qual região do Brasil seria a ideal para receber um empreendimento deste tipo. O empreendimento, orçado em R$ 500 milhões, estará pronto para entrar em funcionamento em 2015 e gerará mil empregos diretos e mil empregos indiretos.

O estaleiro terá duas docas, 1.800 metros de cais e será instalado numa área de 850 mil metros quadrados. Uma vez pronto, será o maior estaleiro do Brasil e uma de suas docas – a de maior porte – será a maior de toda costa leste americana.

“Considerando diversas variáveis, acreditamos que o Paraná seria o melhor local para receber o estaleiro em função da localização geográfica privilegia e mão de obra qualificada”, explicou David Saginaw, diretor comercial da empresa que fez a apresentação do projeto.

O secretário de estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Airton Maron, o capitão dos portos do Paraná, José Henrique Rabello, diretores e engenheiros da Appa, além de técnicos do Instituto de Engenharia do Paraná, assistiram à apresentação. “É importante que diferentes atores do nosso sistema estejam reunidos para conhecerem o projeto e verificar como cada um pode ajudar para que ele seja implementado. Um estaleiro deste porte trará muito desenvolvimento para o Paraná”, afirmou o secretário José Richa Filho.

FONTE: A Tribuna On-line

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O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante concedeu prioridade de financiamento a 18 projetos de embarcações e estaleiros. No total, os empreendimentos de 12 empresas totalizam R$2,85 bilhões. Os maiores recursos serão aplicados nos segmentos de cabotagem e apoio marítimo, respectivamente, R$ 1,60 bilhão e R$ 1,09 bilhão. Para estaleiros, o montante chega a R$72,83 milhões. Projetos de apoio portuário e navegação interior totalizam investimentos de R$ 61,33 milhões e R$29,39 milhões. A reunião do Conselho foi realizada no último dia 27 de outubro.

Duas empresas que têm contrato assinado com a Petrobras para o transporte de derivados de petróleo na cabotagem obtiveram prioridade para financiar seus navios. São elas a Kingfish do Brasil e a Pancoast Navegação. A primeira investirá R$ 1,09 bilhão para construir sete navios de 45 mil tpb e a segunda, quatro navios de 30 mil tpb, que somam investimentos da ordem de R$ 320,975 milhões.
Já a Elcano investirá R$191,358 milhões na encomenda de dois navios do tipo Kamsarmax.

No segmento de apoio marítimo, a Galáxia Marítima conseguiu emplacar quatro embarcações do tipo PSV 3100, cujos investimentos estão estimados em R$ 192,511 milhões. A Navemar Transportes e Comércio Marítimo solicitou financiamento para seis LH 2500. O valor total do projeto é de R$ 48,431 milhões. Outra empresa que recebeu prioridade foi a Brasil Supply. A empresa financiará três AHTS 18000 e três PSVs, que totalizam R$851,531 milhões.

Para embarcações de apoio portuário, o Conselho concedeu prioridade para a Rebras Rebocadores do Brasil, que será responsável pela construção de seis rebocadores de 45 tte, com valor total do projeto estimado em R$ 61,331 milhões.

A prioridade de financiamento também foi concedida para empresas que vão construir diques flutuantes. A Dock Brasil Engenharia e Serviços será responsável pela construção de três deles. Com 96 metros de comprimento, o projeto totaliza investimentos de R$ 65,484 milhões. Já a Camorim foi beneficiada com a prioridade de financiamento para a implantação de um dique flutuante com 48 metros de comprimento. A companhia deve investir cerca de R$ 7,350 milhões no projeto.

Para a navegação interior, o Conselho concedeu prioridade de financiamento a quatro empresas. Uma delas é a Hermasa Navegação da Amazônia, que vai investir R$ 15,62 milhões na construção de dez barcaças graneleiras. Já a Matapi Logística Navegação contratará um empurrador fluvial e duas balsas, que somam investimentos de R$ 5,95 milhões. A prioridade também foi concedida a Galáxia Marítima, que vai investir R$ 5,93 milhões na construção de duas balsas para carga geral. Outra empresa beneficiada com a prioridade de financiamento foi a Britamazon Indústria Comércio e Mineração. A empresa construirá uma balsa fluvial para transporte de carga seca, que totaliza investimentos de R$1,09 milhão.

FONTE: Portos e Navios

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A plataforma P-35, um navio localizado no Campo de Marim, na Bacia de Campos, teve a produção paralisada na noite de ontem (06/10), por determinação da Marinha do Brasil.

O órgão fiscalizador da Marinha não renovou a licença de operação da embarcação, expirada no último dia 30, em razão de não ter sido solucionada uma pendência de manutenção no gerador de emergência, que está sem funcionar há quase um ano.
O Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) foi informado por trabalhadores da unidade de que a plataforma tem utilizado um gerador reserva alugado, que não tem acionamento automático como o de emergência.

A P-35 é a plataforma onde 22 trabalhadores foram intoxicados por monóxido de carbono (CO) em 26 de setembro passado.

Com 194 petroleiros a bordo, a Petrobrás manteve, na época, a produção de petróleo na unidade, de 60 mil barris/dia, com a utilização de máscaras de gás para os trabalhadores.

Para a próxima terça-feira, dia 11, está previsto um embarque de órgãos fiscalizadores na plataforma. Os fiscais vão avaliar o pedido de interdição da unidade feito pelo sindicato junto à ANP (Agência Nacional do Petróleo), MPT (Ministério Público do Trabalho), SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego) e Marinha.

Segundo o coordenador geral do Sindipetro-NF, José Maria Rangel, “para manter a produção, a Petrobras tem exposto trabalhadores a riscos criminosos”.

De acordo com a FUP (Federação Única dos Petroleiros), 309 petroleiros morreram em acidentes de trabalho no Sistema Petrobras desde 1995. Em 2011 já chega a 15 o número de mortos.

FONTE/FOTO: Sindipetro NF/Rogerio Cordeiro

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No dia 10 de agosto, a Base Naval do Rio de Janeiro (BNRJ) cumpriu mais uma etapa para aumentar a sua capacitação de atender às necessidades de manutenção e reparo dos diversos meios da Esquadra, com a realização da docagem pioneira de um Submarino da Classe Tikuna.

Em 2009, por determinação do Comando-em-Chefe da Esquadra, a BNRJ fez investimentos para capacitar o dique “Almirante Branco” a realizar os Períodos de Manutenção Extraordinária (PME) em Submarinos. Desde então, a Base realizou três procedimentos com sucesso, sendo dois deles em submarinos da Classe “Tupi”.

FONTE e FOTO: MB

USP criará curso de engenharia nuclear em Iperó

Apostando no futuro nuclear do país, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, ou Poli-USP) está desenvolvendo seu primeiro curso de engenharia nuclear.

Pelo programa, as aulas devem começar em março de 2013 com salas de aula, laboratórios e alojamento para os estudantes, que serão construídos ao lado do Centro Experimental  de pesquisa da Marinha em Iperó, 72 km da capital de São Paulo.

A Marinha do Brasil já desenvolve trabalhos em Iperó para o Programa Nuclear do país, incluindo um sistema de propulsão para submarino nuclear. O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) também está usando o local para construir o Reator Multiproposito Brasileiro (RMB) para a produção de radioisótopos usados em medicina.

A USP é uma das maiores instituições da América Latina do ensino superior, com aproximadamente 90.000 alunos.

De acordo com o vice-diretor da Poli-USP, o professor José Roberto Castilho Piqueira, “Nossa estrutura curricular não será inteiramente dedicada à construção de plantas de geração de energia nuclear. Ele também vai incidir processamento de materiais, uma área com um grande futuro para do país, considerando a nossa riqueza de urânio. Além disso, aplicações médicas e produção de drogas não serão esquecidas.

FONTE: http://oilprice.com

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Fernanda Pires

A prefeitura de Santos (SP) estima investimento inicial de R$ 50 milhões nas obras das duas unidades-âncora do futuro parque tecnológico de Santos, que atenderá sobretudo a cadeia de petróleo e gás da Bacia de Santos. São elas um núcleo do Centro de Pesquisas (Cenpes) da Petrobras e a própria sede do parque tecnológico. Para o entorno dessas duas instalações serão atraídas as empresas fornecedoras da operação de exploração e produção de óleo e gás.

“De modo geral, a gente pode olhar para Macaé (RJ). A lista das empresas que já estão lá na cadeia de petróleo e gás tende a ser a mesma das que serão instaladas na Baixada Santista”, afirmou o secretário de Desenvolvimento e Assuntos Estratégicos de Santos, Márcio Lara, sem discriminar nomes.

Atualmente, estão sendo feitos os planos de marketing e atração de empresas; e de ciência, tecnologia e inovação. Ambos são necessários para que o parque receba o certificado definitivo do governo do Estado. Assim, as empresas ali instaladas poderão gozar de benefícios fiscais desde que sejam inovadoras e de base tecnológica. As contrapartidas do Estado variam da isenção de ICMS à diminuição do imposto, dependendo da vocação do parque.

“Precisamos dos planos concluídos. Com isso, a prefeitura apresenta o projeto da obra física e já é possível celebrar o convênio”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado, Paulo Alexandre Barbosa.

Segundo Lara, a previsão é entregar os planos até o fim deste ano. Somente após a aprovação dos estudos, o governo liberará os recursos para a formação do parque. Entre 2004 e 2010, o Estado diz ter liberado cerca de R$ 50 milhões na realização de obras e estudos para a implantação de parques tecnológicos. Neste ano, estão previstos mais R$ 20 milhões. E outros R$ 30 milhões para o próximo exercício, disse Barbosa.

O parque tecnológico de Santos terá perfil diferenciado e inédito dos demais paulistas. Em razão da falta de espaço na cidade, será formado por um complexo de áreas descentralizadas em três bairros (Valongo, Vila Mathias e Vila Nova). Parte dessas áreas, que somam cerca de 330 mil m2, já existe e é formada pelos laboratórios e centros de pesquisas das universidades da região, assim como pelas instalações das empresas que participam da iniciativa (Petrobras, Usiminas e Codesp, além da Prefeitura e da Associação Comercial). O braço do Cenpes e a sede do parque são as duas primeiras unidades a serem erguidas do zero.

A Hospedaria dos Imigrantes, prédio histórico localizado na Vila Mathias, também integrará o conjunto do parque tecnológico. Será a sede da Faculdade de Tecnologia (Fatec) Rubens Lara. O início das obras, que custarão R$ 25 milhões, está previsto para o primeiro semestre de 2012. Todas essas áreas ficam na parte insular da cidade. Recentemente, foi aprovada a destinação de uma outra zona, de 3 milhões de m2 para o parque tecnológico na área continental da cidade, separada da ilha pelo canal de navegação do porto.

Além do segmento de energia, o parque será caracterizado para receber atividades de porto, retroporto e logística. “Toda semana recebemos consultas de empresas querendo se instalar em Santos. Temos uma estrutura de acolhimento para que as indústrias atendam, no caso do petróleo e gás, aos editais da Petrobras na produção de bens e serviços. Outro esforço é mobilizar as empresas da região a se aperfeiçoarem para assumir essa oportunidade”, afirma Lara.

FONTE: Valor Econômico

A Marinha dos EUA já começou a construção do seu 13° submarino da classe “Virginia”, o SSN-787, marcando a construção de dois submarinos da mesma classe no mesmo ano, após 22 anos.

O gerente do Programa da classe “Virginia”, contra-almirante (sel.) Michael Jabaley, disse: “Nossa equipe tem diligentemente reduzido o custo e o tempo de construção desses submarinos para chegar a esta marca de dois submarinos por ano.”

“Construir dois submarinos por ano é a maneira mais econômica de adquirir esses navios e ajudará a assegurar que nossa força de submarinos tenha as plataformas que necessita para desempenhar as suas várias missões”, acrescentou.

Projetado para missões de mar aberto e litoral, o submarino da classe “Virginia” é um submarino nuclear de ataque e está previsto para substituir a a classe “Los Angeles” de submarinos.

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