Página 1 de 712345...Última »

vinheta-clipping-navalUm dos atos marcantes na história econômica brasileira foi a abertura dos portos às nações amigas, decretada por D. João VI, ainda no Império, em 28 de janeiro de 1808. O ato significou a inserção de nosso país no comércio exterior. Outro marco deu-se em 1848, quando o Visconde de Mauá, patrono da Marinha Mercante, criou a Companhia de Estabelecimento da Ponta da Areia, em Niterói. De lá saíam os navios que operavam a navegação de cabotagem e também para as rotas internacionais.

Em 1869, o governo do Império editou a primeira lei de concessão de portos à iniciativa privada, por meio do decreto 1.746, assinado por Joaquim Antão Fernandes Leão, ministro e secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas. A medida foi coerente com a entrada em operação da ferrovia São Paulo Railway, ligando o Litoral ao Planalto (Santos-Jundiaí) e facilitando as exportações, em especial do café. Em 12 de outubro de 1888, mesmo ano em que proclamou a Lei Áurea, a princesa Isabel editou o Decreto de concessão (N.º 9.979), que autorizava o contrato com empresa privada para as obras de melhoramento do porto de Santos.

Essa breve retrospectiva histórica ilustra o decisivo papel dos portos, sua privatização e modernização para o avanço da economia brasileira. É de se lamentar, portanto, que, desde então, muito pouco tenha sido feito para que esses terminais se desenvolvessem na mesma proporção da demanda e das necessidades do comércio internacional brasileiro na era da globalização e da acirrada competitividade que a caracteriza. Por isso, apesar do processo legislativo truncado, foi importante a aprovação, no Congresso Nacional, da Medida Provisória dos Portos (595/2012).

A essência da medida, para que se entenda seu significado, se expressa nos novos critérios para a exploração e arrendamento à iniciativa privada dos terminais de movimentação de carga em portos públicos. A Lei dos Portos, de 1993, determina que a vencedora da licitação para arrendamento de um terminal será a empresa que pagar à União o maior valor pela outorga do serviço. A MP estabelece o critério da eficiência com menor tarifa. Ou seja, ganhará a licitação a companhia que garantir o maior volume de movimentação de carga pelo menor preço por tonelada. Outro aspecto importante é a possibilidade de terminais particulares passarem a atender cargas de terceiros, ampliando muito a oferta de serviços portuários, uma carência nacional. Que frutifiquem os investimentos de aproximadamente US$ 40 bilhões que se estima para os próximos anos, na esteira da MP.

Diante dessa medida modernizadora, é preciso, agora, apressar as reformas que o governo e o parlamento devem à sociedade, como a tributária, previdenciária, trabalhista, desburocratizante e providências garantidoras de mais segurança jurídica para os negócios. É fundamental equipararmo-nos à competitividade das melhores e maiores economias, num mundo onde as nações amigas têm custos logísticos e operacionais, impostos, juros e portos muito mais baratos do que os nossos, oferecendo às suas empresas diferenciais concorrenciais relevantes para enfrentar os nossos produtos no comércio global.

Por: Antoninho Marmo Trevisan, presidente da Trevisan Escola de Negócios, membro do Conselho Superior do MBC (Movimento Brasil Competitivo) e do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República).

FONTE: Portal Fator Brasil via Resenha do Exército

Tagged with:
 

26-10-2010-fpso-cidade-de-angra-dos-reis

petrobrasA Petrobras vai dobrar de tamanho até 2020. A afirmação foi feita hoje pela presidente da Companhia, Maria das Graças Silva Foster, durante a Offshore Technology Conference (OTC), que acontece em Houston, nos Estados Unidos. A executiva apresentou a palestra “O Futuro da Energia no Brasil: o Papel da Petrobras”, durante o painel “Perspectivas no Mercado Global de Energia – Moldando o Futuro!”, que reuniu mais de 250 pessoas.

A produção do Brasil, destacou a presidente, de 2,2 milhões de barris equivalentes (petróleo e gás natural) por dia (2012), chegará a 5,7 milhões em 2020, considerando a produção da Petrobras e de parceiras. E o pré-sal será o grande responsável por esse aumento. “Fizemos (Petrobras) 53 descobertas no Brasil nos últimos 14 meses. Só no pré-sal, foram 15″, destacou. “As reservas da Petrobras têm potencial para dobrar de tamanho e atingir 31,5 bilhões de barris de óleo equivalente nos próximos anos”, acrescentou. Para ela, não há dúvida de que os resultados são fruto dos investimentos da Companhia, que cresceram 21,5% ao ano desde 2000 e atingiram US$ 42,9 bilhões em 2012.

Os investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento também foram expressivos no período e importantes para o alcance de metas: nos últimos doze anos, os investimentos nessa área cresceram 18,3% ao ano; em 2012 atingiram US$ 1,1 bilhão. O plano de investimentos da Petrobras para o período de 2013 a 2017 é de US$ 236,7 bilhões.

Graça Foster também ressaltou o crescimento da demanda do mercado brasileiro, bem acima da média mundial. Entre 2000 e 2012, a demanda por gasolina no Brasil cresceu 73% contra 17% no mundo. No mesmo período, a demanda por diesel no país subiu 52%, enquanto o crescimento mundial foi de 31%. “E a comparação quando falamos em querosene de aviação é ainda mais impressionante: enquanto no Brasil cresceu 58%, no mundo, caiu 3%”, comparou a presidente.

A executiva lembrou ainda que os investimentos da Companhia, aliados à política de valorização do conteúdo local, estimularam a ida de estaleiros estrangeiros para o Brasil, a fim de tornarem-se parceiros tecnológicos dos estaleiros que estão sendo implementados no país. Entre eles, estão parceiros com origem no Japão, China e na Coreia.

Também participaram do painel o ministro do petróleo da Angola, José de Vasconcelos, o ministro da Indústria, Turismo e Investimentos do Canadá, David Ramsey e o diretor de exploração e produção da Pemex, Carlos Morales-Gil. O painel foi mediado pelo responsável pela programação da OTC, Gamal Hassan.

FONTE: Agência Petrobras

 

Stefannie Schmidt

vinheta-clipping-navalA Marinha do Brasil inaugura, nesta segunda-feira (15), a nova escola de formação de pilotos fluviais em Manaus (AM), na rua Marquês de Santa Cruz, Centro, antiga sede do 9º comando do Distrito Naval. As novas instalações permitirão a formação de cinco vezes mais profissionais do que a média atual de 140 alunos.

A escola é uma parceria inédita, estimada em R$ 2,2 milhões, entre 21 empresas privadas do ramo de navegação, dois escritórios de arquitetura e a Marinha do Brasil. As empresas caberá fornecer a estrutura, e a Marinha fará a gestão da escola de pilotos. O plano de trazer formação especializada na área para Manaus surgiu de conversas com os empresários do ramo. Até então, a capacitação de profissionais era restrita a Belém e ao Rio de Janeiro.

De acordo com o comandante do 9º Distrito Naval, vice-almirante Antônio Carlos Frade Carneiro, os cursos oferecidos na capital amazonense eram limitados e, por isso, as empresas locais eram obrigadas a mandar os funcionários se especializarem em outras cidades, e em alguns casos a capacitação pode levar até seis meses. Além do custo financeiro, segundo o comandante, há o custo emocional, uma vez que o funcionário passava muito tempo longe da família.

Através de edital que deverá ser publicado nos próximos dias, a escola contratará para oferecer cursos específicos de consertos e manutenção de máquinas e motores, de eletricidade e refrigeração, e até mesmo de primeiros socorros.

“Isso nos permite contratar o que há de melhor no mercado para a formação de nossos alunos, além de mantermos uma estrutura flexível de professores, reduzindo nosso custo”, explicou o vice-almirante Antonio Carlos Frade. O ganho, segundo ele, é imensurável: mais segurança na navegação dos rios da Amazônia brasileira, profissionais do ramo com perspectiva de melhor remuneração e formação educacional para ribeirinhos, já que serão oferecidos cursos da base do ensino fundamental também.

Nessa terça feira (16), o vice-almirante Antonio Carlos Frade Carneiro passará o comando do 9º Distrito Naval para o vice-almirante Domingos Sávio. Frade ocupará novo cargo em Brasília.

FONTE: Jornal A Crítica via Resenha do Exército (edição e adaptação do Poder Naval) Título original “Formação de pilotos agora

Superporto do Açu, em São João da Barra (RJ) - dificuldade em atrair investimentos

Previsto para ser um empreendimento industrial de porte inédito no Brasil, o Superporto do Açu (município de São João da Barra, no litoral norte do Estado do Rio) limita-se até agora às obras de um píer e um estaleiro

 

vinheta-clipping-navalPrevisto para ser um empreendimento industrial de porte inédito no Brasil, o Superporto do Açu (município de São João da Barra, no litoral norte do Estado do Rio), passados cinco anos e meio do início da construção, limita-se até agora às obras de um píer e um estaleiro e a canteiros de três empresas em fases diversas de implantação de unidades.

O polo siderúrgico que reuniria no entorno do porto dois gigantes internacionais do setor está ameaçado. A chinesa Wuhan abandonou o projeto. A argentina Ternium esbarrou em obstáculos judiciais relacionados às licenças ambientais e teme os efeitos da crise global na siderurgia. Sua saída do empreendimento, embora ainda não anunciada, é considerada certa tanto pela EBX, holding do grupo controlado pelo empresário Eike Batista, quanto pelo governo do Rio.

O mineroduto de 525 quilômetros de extensão que ligará o Açu às jazidas de ferro da mineradora Anglo American, em Minas Gerais, está longe de terminar. A Anglo e a LLX, empresa de logística do grupo EBX responsável pelo porto, estimam o início das operações para o segundo semestre de 2014, um atraso de dois anos em relação ao planejamento original.

O porto foi projetado para funcionar como um complexo portuário privativo de uso misto, adjacente a um distrito industrial moderno marcado pela presença de algumas das mais importantes empresas do planeta. O desenho do empreendimento inclui dois terminais de embarque e desembarque de cargas variadas, em um trecho do litoral fluminense afastado 150 km dos principais campos petrolíferos da Bacia de Campos.

Haverá, conforme o projeto, 7 km de atracadouros capacitados para receber embarcações de grande tonelagem, como petroleiros e navios empregados no comércio internacional de minério de ferro e aço.

A principal questão a afetar o projeto não é nem o atraso, já que o empreendimento emprega, no momento, cerca de 8 mil profissionais e as obras avançam dia a dia. O píer que entra 3 km mar adentro – um mar violento, o que dificulta o desenvolvimento da obra-, o gigantismo do enrocamento de 2.250 metros de proteção contra as ondas e a construção do megaestaleiro dão a quem visita o Açu a noção de que os serviços estão se desenvolvendo em ritmo acelerado.

Empresários

O problema que parece ser mais grave é a hesitação do empresariado-alvo (grandes indústrias vinculadas aos setores de óleo e gás, mineração, siderurgia, fabricação de componentes pesados e serviços). Afugenta os empresários não só a crise mundial, que atinge com rigor as empresas de Eike. A logística do Açu ainda é bastante complicada.

O porto está sendo construído em uma área abandonada por séculos. Terras ermas que não foram ocupadas por contingentes populacionais numerosos por causa da violência do mar. As cidades mais próximas cresceram no interior. É o caso de Campos, principal município do norte Fluminense, a 40 km do oceano.

A região foi esquecida pelo poder público. Ela é cortada por estradas de chão só há pouco niveladas, faltam rodovias de grande porte, sem falar nas ferrovias que poderiam trazer e levar dali as mercadorias exportadas e importadas. O abastecimento de água encanada inexiste e o de energia só agora começa a chegar nas dimensões apropriadas a um projeto como o do distrito industrial.

Atrapalha a implantação do complexo a questão fundiária, pois as desapropriações demoraram a acontecer, já que os donos da terra (famílias de baixa renda estabelecidas há décadas) não conseguem comprovar a propriedade por meio de documentos. Sem as escrituras, os terrenos não podem ser desapropriados. Grupos políticos locais atuaram, também, para dificultar o progresso nas negociações.

A solução encontrada pelo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, foi a de o governo estadual intermediar a negociação entre posseiros e representantes da EBX. Assim, o dono vende a terra para a empresa, que mais adiante buscará regularizá-la.

Em uma primeira fase, foram mapeadas 151 propriedades rurais, numa área de 23 km². Havia, segundo o governo estadual, apenas 16 famílias residentes, que aderiram integralmente ao programa de reassentamento em vilas erguidas para abrigá-las na mesma região. Dos 151 lotes, 93 foram adquiridos pela EBX.

O plano de se construir no Açu uma grande cidade, projetada pelo escritório do arquiteto brasileiro Jaime Lerner, está muito longe de ser implementado. Idealizada por Eike, a chamada Cidade X tem como objetivo receber, com condições adequadas de moradia e lazer, as cerca de 50 mil pessoas que o empresário calcula que serão atraídas para a região pelo complexo industrial. São João da Barra, a cidade mais próxima, tem cerca de 30 mil habitantes.

FONTE: O Estado de S. Paulo

Tagged with:
 

Portos e Terminais Marítimos do Brasil - 3

Fábio Fabrini / Brasília

vinheta-clipping-navalO governo Dilma Rousseff prepara a criação de mais uma estatal, que terá a tarefa de cuidar dos portos fluviais, hidrovias e eclusas do País. Projeto dos ministérios do Planejamento e dos Transportes prevê a formação de uma nova empresa, que assumirá as funções, nessa área, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Caberá a ela projetar, construir, operar, manter e restaurar a estrutura de navegação em rios, hoje muito abaixo de suas possibilidades e do potencial do País.

Se levada adiante, a nova estatal será a quinta de Dilma em menos de três anos de governo – seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, também criou cinco, mas em oito anos. A presidente já incorporou à administração federal a Infraero Serviços, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa e a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias, além da Empresa Brasileira de Planejamento e Logística (EPL), esta última para planejar e articular ações na área de Transportes. As companhias se somam a dois ministérios – a Secretaria de Aviação Civil e a Secretaria da Micro e Pequena Empresa adicionados por Dilma às 37 pastas herdadas de Lula.

Ainda em gestação, a “Hidrobrás” teria dupla vinculação, reportando-se tanto ao Ministério dos Transportes quanto à Secretaria de Portos da Presidência (SEP), responsável hoje pelos terminais marítimos. A principal justificativa para a criação é que, sob o guarda-chuva do Dnit, os portos fluviais e hidrovias ficam em segundo plano, pois a autarquia concentra suas atividades na gestão da imensa malha rodoviária.

Multimodais. “Países com as dimensões do Brasil não têm órgãos multimodais (para gestão de mais de um tipo de transporte), como o Dnit”, argumenta autoridade do governo envolvida no projeto, explicando que o Brasil não usa um terço de sua capacidade hidroviária. Para você potencializar isso, precisa de alguma especialização”, sustenta.

O ex-ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que ontem transferiu o cargo ao ex-senador César Borges (PR-BA), diz que o objetivo do governo é tirar a estatal do papel este ano.

“Estamos trabalhando com uma reestruturação onde se considera uma empresa para cuidar de  portos fluviais e a manutenção das vias navegáveis”, afirmou, sem dar mais detalhes.

Segundo Passos, a continuidade dependerá do novo titular da Pasta. A criação da estatal deve ser discutida hoje em reunião de Borges com a cúpula do Dnit.

Por ora, o ex-senador não se inteirou da estrutura que terá de administrar. Só ontem, após sua f posse no Planalto, soube o número de diretorias do Dnit. “Quantas são? Três?”, perguntou ao diretor-geral do Dnit, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, sendo informado de que elas são sete.

A execução orçamentária do Dnit expressa a atrofia do transporte fluvial no governo Dilma.

Em 2011, segundo dados do Tesouro, a autarquia investiu R$ 202,6 milhões nas hidrovias e  portos fluviais, 52% do que prometeu (R$ 386,8 milhões). Em 2012, o desempenho foi ainda pior. O valor efetivamente gasto (R$ 145,1 milhões), a 32% do previsto (R$ 450,7 milhões). Nos dois anos, do total aplicado, mais de 70% são de restos a pagar de exercícios anteriores.

Projetos importantes tiveram pouca ou nenhuma verba. Em 2012, por exemplo, o Dnit previu R$ 100 milhões para a Eclusa de Lajeado, no Rio Tocantins, mas não gastou nada. Para melhorar o canal de navegação do Rio Madeira, reservou R$ 10,4 milhões, mas pagou R$ 3,9 milhões.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

VEJA TAMBÉM:

Zhen Hua 19-07-03-13-2

Mais um lote de portainers é entregue no BTP, procedente de Shanghai, P.R.C.,  por ocasião da atracação do heavy lift de bandeira de San Vincent & Granadinas “Zhen Hua 19” na manhã do dia 07/03 em Santos/SP, destinados ao terminal Brasil Terminal Portuário (BTP),  desta vez comporto pelos portainers 07 e 08.

zhen-hua-19-8026907-J8B3447-ml-07-03-13-23 copy

Mais imagens disponiveis em

Zhen Hua 19-07-03-13-3

Com a atracação do ZH 19 quase ocorreu um fato inusitado em Santos, pois o ‘Zhen Hua 10‘ permanece atracado no Embraport, em operação de descarga, o ‘Zhen Hua 11‘ suspendeu quarte feira, dia 06/03, em retorno a Shanghai e o ‘Zhen Hua 19‘, que estava fundeado na barrra, atracou na manha de quinta feira, nunca três navios tipo “Zhen Hua”‘ estiveram em Santos simultâneamente e por questão operacional do BTP por pouco não tivemos dois atracados ao mesmo tempo em um terminal !.

zhen-hua-19-8026907-J8B3447-ml-07-03-13-32 copy

zhen-hua-19-8026907-J8B3447-ml-07-03-13-47 copy

Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes e Silvio Roberto Smera – 07/03/2013

 

zhen-hua-14-7901590-J8B3443-ml-02-09-12-3 copy

Imagens do Heavy Lift de bandeira de St. Vincent & Granadinas “Zhen Hua 11“, que atracou no domingo, dia 24/02 no cais do  em construção do terminal BTP em Santos, transportando mais um lote de portainers e RTG´s.

O Terminal segue em finalização dos trabalhos de acabamento de suas obras e esta continua completando sua dotação de equipamentos para movimentação de cargas.

Os equipamentos foram fabricados e embarcados pela empresa Shanghai Zhenhua Port Machinery Co. Ltd. (ZPMC), em Shanghai, P.R.C.

Caracteristicas do navio:

  • Nome: Zhen Hua 11
  • IMO: 7917446
  • Bandeira: St. Vincent & Granadinas
  • Indicativo de Chamada: J8B3190
  • Porto de Registro: Kingstown
  • Armador: Shanghai Zhenhua Shipping Co. Ltd., Shanghai, P.R.C.

Mais imagens em: http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/03/mv-zhen-hua-11-j8b3190-entrega-de-novo.html

zhen-hua-11-ml-24-02-13-18 copy

Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes – 24/02/2013

 

Base na Antártida tem novo sistema

sistema-oi-20130220183645

Por Luciana Bruno | Do Rio

vinheta-clipping-navalInstalado pela Oi, sistema vai permitir acesso à internet, telefonia móvel e transmissão de TV a cerca de 70 pesquisadores e militares que vivem na estação

A operadora Oi inaugurou, ontem, em parceria com o Ministério das Comunicações e a Marinha, um novo sistema de telecomunicações para a Estação Antártida Comandante Ferraz, base brasileira na Antártida incendiada em fevereiro do ano passado.

A empresa já mantinha sistema semelhante na estação desde 2006, mas a infraestrutura foi destruída pelo incêndio que deixou dois mortos.

O novo sistema, criado para suportar o clima adverso da região, que chega a 20 graus negativos, permitirá que os cerca de 70 pesquisadores e militares instalados na base tenham acesso a serviços de internet, telefonia móvel e recepção de sinal de TV.

Instalado após um mês de trabalho de técnicos da empresa que viajaram ao local, o serviço tem antenas com sistema anticongelante, modems, roteadores, terminais para gerenciamento da estação, pressurizador e antenas de transmissão e recepção de sinais de telefonia móvel. Também foi reconstruída uma estação terrena de satélite para ligar a base à rede da Marinha.

“Os equipamentos permitirão que as pessoas que estão aqui possam se comunicar com seus familiares”, disse o comandante da Marinha Julio Soares de Moura Neto, por videoconferência, da Antártida.

De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o custo de uma ligação da Antártida é igual ao de uma chamada local.

O governo brasileiro já liberou R$ 40 milhões para a estação, que ainda não foram totalmente gastos, informou o comandante Moura Neto. A expectativa é que a reconstrução da base custe € 40 milhões (em torno de R$ 105 milhões) e que a estação retorne à sua operação normal em 2014.

O comandante da Marinha afirmou que será promovida uma licitação para a construção de uma nova base na Antártida na segunda metade do ano, com o início das obras previsto para novembro ou dezembro.

O evento de lançamento do serviço ocorreu no edifício do centro de gerência de rede da Oi no Rio de Janeiro. Pedro Ripper, diretor de inovação da operadora, não informou o investimento feito pela empresa. Não houve custo para o governo.

No último ano, os militares e pesquisadores que retornaram à base na Antártida para retomar suas pesquisas tinham acesso à internet e ao telefone com a ajuda de uma antena via satélite montada e desmontada diariamente.

FONTE: Valor Econômico via Resenha do Exército

 

A ameaça fascista

Portos e Terminais Marítimos do Brasil - 3

Rodrigo Constantino

vinheta-clipping-navalOs liberais defensores do livre mercado são comumente chamados de “reacionários” ou de “fascistas” pela esquerda. O que nem todos sabem é que o fascismo sempre foi um casamento entre nacionalistas, sindicatos e grandes empresários, em uma simbiose totalmente antiliberal.

Para Robert Paxton, em “A anatomia do fascismo”, o programa fascista era “uma curiosa mistura de patriotismo de veteranos e de experimento social radical, uma espécie de “nacional-socialismo”".

Donald Sassoon, em “Mussolini e a ascensão do fascismo”, mostra como o clientelismo, a mentalidade antiparlamentar presente na tradição socialista italiana, e um dos mais altos índices de sindicalização da Europa ajudaram a levar os fascistas ao poder.

O próprio Mussolini foi socialista, gostava de se identificar como “homem do povo” e se dizia um defensor da classe operária. Sua visão era extremamente coletivista, bem sintetizada na máxima: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado.” Não existe nada menos liberal que isso!

Se há um “liberalismo” que realmente se assemelha ao fascismo, este é o dos “progressistas” modernos que usurparam o termo para pregar bandeiras estatizantes e coletivistas, como demonstra Johah Goldberg em “Fascismo de esquerda”. Mas este não guarda nenhuma relação com o liberalismo clássico, defensor do livre mercado e do indivíduo como um fim em si mesmo.

O capitalismo liberal defende a propriedade privada, a liberdade individual e a livre concorrência, inclusive universal (globalização). Se, por um lado, esse modelo é o melhor para a grande maioria dispersa, por outro ele gera desconforto em certos grupos organizados. Ninguém gosta de concorrência, ainda que ela seja essencial para o progresso.

É assim que algumas categorias se unem e, apesar de minoritárias, conseguem fazer um forte lobby para obter privilégios estatais. Suas vantagens são concentradas, e os custos são espalhados por toda a sociedade. Grandes empresários e sindicatos se juntam em busca de medidas que obstruem a livre concorrência, e tudo isso em nome dos “interesses nacionais”.

Tivemos recentemente um claro exemplo disso na questão dos portos. Qualquer um sabe que nossa infraestrutura é caótica, e impõe um pesado custo ao país em termos de competitividade. Mas. quando reformas tímidas para modernizar um pouco os portos foram propostas, a reação foi imediata. Modernizar os portos implica em mais concorrência, e isso os sindicatos e os capitães da indústria nacional não aceitam.

Toda a retórica nacionalista serve somente para ocultar essa agenda de interesses que, no fundo, prejudica a população brasileira. Nossos portos, assim como estradas e aeroportos, estão em estado precário porque faltam investimentos e porque a gestão estatal é sempre terrível. Mas mexer nisso é comprar briga com as forças reacionárias.

O ideal, do ponto de vista liberal, seria privatizar de uma vez portos, estradas, ferrovias, bancos públicos, a Infraero e a Petrobras. A Companhia das Docas do RJ, por exemplo, dá prejuízo acima de R$ 100 milhões por ano! Os escândalos de corrupção são frequentes. A reserva de mercado garante privilégios absurdos aos sindicatos. Os produtos chegam aos consumidores a preços maiores. A quem interessa isso tudo?

A Petrobras está em evidência também, pois o governo está destruindo a olhos nus a maior empresa brasileira. Seu uso político para fins partidários já fez com que dezenas de bilhões de reais evaporassem em seu valor de mercado. O país ainda precisa importar gasolina, e faltam recursos para os investimentos necessários. Quem ganha com isso?

Mas quando um liberal aponta esses fatos e apresenta seus argumentos em defesa das privatizações, ele é logo tachado de “reacionário” ou “fascista” pelos esquerdistas. Quem é reacionário: aquele que deseja modernizar a economia com mais concorrência ou aquele que luta pelo passado mercantilista? Quem é fascista: aquele que combate a nefasta aliança entre sindicatos e grandes empresários ou aquele que pede mais privilégios em nome do nacionalismo?

Um dos aspectos que facilitaram a ascensão fascista na Itália foi a total descrença na democracia, no Parlamento corrupto, envolto em escândalos de compra de votos dos deputados. Outro fator foi a inexistência de uma oposição organizada. Soa familiar?

Todo cuidado é pouco. O fascismo é uma ameaça real, como podemos ver na Venezuela e na Argentina. Antídotos contra ele são justamente a privatização e a concomitante redução do intervencionismo estatal na economia.

FONTE: O Globo – 19/02/2013

 

ibama

vinheta-clipping-navalO impacto ambiental do incêndio que destruiu a Estação Comandante Ferraz há um ano e, posteriormente, das obras de desmonte dos escombros e montagem de módulos emergenciais, não foi ainda totalmente mensurado, mas, certamente, não é desprezível. Num ambiente pristino, praticamente intocado, a brutalidade do fogo — com eventuais vazamentos de combustível — e a força do maquinário usado na remoção das estruturas calcinadas certamente devem cobrar um preço. Especialistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), de São Paulo, estavam na Península Antártica na semana retrasada, acompanhando os trabalhos.

Pelo Tratado Antártico, o Brasil não pode deixar nenhum tipo de estrutura no continente, precisa trazer tudo de volta. Já foram recolhidas 650 toneladas de aço de um total de 800, resultantes do desmonte. Todos os destroços estão sendo embarcados num navio cargueiro para o Brasil. O tratado estipula também que não pode haver nenhum tipo de contaminação ambiental. Para avaliar a extensão dos danos, os especialistas trabalharam no local durante mais de uma semana. “Estamos trabalhando em cooperação com o Ministério do Meio Ambiente para a coleta de amostras de solo e de água subterrânea justamente para verificar impactos e possíveis contaminações”, explicou o geólogo Elton Glolden, da Cetesb.

A maior preocupação dos especialistas é com a hipótese de ter havido um vazamento maior, que alcance as águas subterrâneas da região. Com isso, poderia haver contaminação do mar. “Há várias técnicas de biorremediação que podemos usar, mas, em primeiro lugar, precisamos estabelecer o grau de contaminação, o tipo do contaminante e o meio”, disse Glolden.

Mas eles também estão orientando os 200 operários que trabalham na região terminando de desmontar a antiga estação e montando os novos módulos de emergência para que toda a movimentação seja feita de maneira sustentável, a despeito da presença de quatro tratores, uma pá carregadeira e uma tesoura mecânicana área. “O objetivo é que o manejo do combustível, o desmonte das estruturas queimadas e a montagem dos módulos emergenciais sejam feitos com o menor impacto possível”, afirmou.

A ideia, segundo o coordenador de atendimento a emergências ambientais do Ibama, Marcelo Amorim, é dar uma visão mais ecológica do processo: “o impacto é inevitável, mas tentamos tratá-lo de forma mais sustentável”.

Operação atípica

O Brasil mantém um efetivo permanente na Antártica desde 1982, quando começou o Programa Antártico. São 15 militares da Marinha, que. ficam por um ano na Estação Comandante Ferraz, dando todo o apoio logístico necessário à realização de pesquisas científicas no continente. Duas embarcações participam dos trabalhos no verão, quando a navegação na região é possível: o navio de apoio oceanográfico Ary Rongel e o navio polar Almirante Maximiano. Além de transportar víveres e pesquisadores, os navios em si funcionam como laboratórios.

A atípica operação deste ano (que envolvia os trabalhos de remoção de escombros e montagem de módulos de emergência) levou à região mais três navios: o Germânia, que transportou os operários e trará para o Brasil as 800 toneladas de entulho da estação; a embarcação de socorro submarino Felinto Perry, de pesquisa e apoio logístico; e ainda o navio cargueiro argentino San Blas, que levou à Ilha Rei George os módulos emergenciais. A previsão é que até o fim de março os 39 módulos estejam montados, prontos para abrigar os militares que passarão o inverno por lá, apoiando as pesquisas. Somente este ano, são 20 projetos científicos.

antartica

 

FONTE: O Globo via Resenha do Exército

VEJA TAMBÉM:

Zhen Hua 10 - 3

Novas imagens do HL “Zhen Hua 10″, de angulo diferente (vista superior) por ocasião da entrada no navio em Santos no final da manhã do dia 15.02.2013.

Zhen Hua 20 - 27 out 2012 - 4

Mais imagens: http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/02/mv-zhen-hua-10-j8b3026-novas-imagens.html

Zhen Hua 20 - 27 out 2012 - 6

FOTOS: Silvio Roberto Smera – 15/02/2013

 

zhen-hua-10-7917410-J8B3026-ml-embraport-1o-lote-15-02-13-12 copy

O Terminal marítimo em fase de acabamento de construção na margem esquerda do Porto de Santos Embraport recebe sua primeira atracação e equipamnetos de movimentação de cargas.

O  navio do tipo Heavy Lift de bandeira de San Vincente & Granadinas “Zhen Hua 10”  atracou na tarde desta sexta feira, dia 15, realizando a primeira atracação e consequentemente operação do novo terminal.

zhen-hua-10-7917410-J8B3026-ml-embraport-1o-lote-15-02-13-38 copy

Os equipamentos foram produzidos pela empresa Shanghai Zhenhua Port Machinery Co. Ltd. (ZPMC), Shanghai, P.R.C. e embarcados no próprio porto com destino a Santos. São transportados neste primeiro lote 3 portainers e 11 RTG´s.

Para ver mais imagens e saber mais: http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2013/02/mv-zhen-hua-10-j8b3026-primeira.html

zhen-hua-10-7917410-J8B3026-ml-embraport-1o-lote-15-02-13-56 copy

Fotos: Marcelo ‘MO’ Lopes  -15/02/2013

 

Portos e Terminais Marítimos do Brasil - 3

Prazo fixado no pacote vai até o fim de maio, mas a própria agência de transportes aquaviários reconhece que vai ficar para o 2º semestre

 

Lu Aiko Otta, de O Estado de S. Paulo

vinheta-clipping-navalBRASÍLIA – O governo quer leiloar 158 terminais portuários até o fim de maio, mas o mais provável é que esse prazo não seja cumprido à risca. “Para você ter uma ideia, nos últimos cinco anos foram licitados nove ou oito”, disse ao Estado o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) Mário Povia.

“Teremos um esforço hercúleo”, disse Povia. O prazo para fazer os leilões até maio foi fixado no pacote dos portos, anunciado no início de dezembro pela presidente Dilma Rousseff.

A tendência, segundo Povia, é que parte dos leilões ocorra no segundo semestre. O acúmulo de licitações a realizar e dúvidas quanto à capacidade da máquina pública em desempenhar a tarefa foram uma das principais preocupações durante a elaboração do pacote.

O diretor da Antaq, porém, afirma que o arrendamento de terminais é algo mais simples do que a concessão de uma rodovia, por exemplo. Assim, o processo pode, de fato, avançar bastante este ano.

Do total a ser oferecido à iniciativa privada, 146 são terminais que já estão em operação, mas os contratos venceram ou estão para vencer. Para esses, o processo tende a ser rápido, pois não será necessário, por exemplo, obter licença ambiental. Os 42 restantes são áreas novas.

Novo modelo. A oferta de terminais seguirá um modelo novo que facilitará o investimento, disse o diretor. Antes do pacote, os empreendedores eram obrigados a concordar com um pagamento à vista (“down payment”) cujo valor era fixado em edital e, acima desse, davam um lance. Assim, o desembolso logo na etapa inicial do negócio inviabilizava a participação de empresas de menor porte.

Pelo modelo anunciado em dezembro, ganhará a concorrência quem se comprometer a movimentar maior volume de carga, a preços mais baixos. Será fixado um teto tarifário. “É um viés mais preocupado com o custo Brasil.” As licitações pelo novo modelo vão levar os portos a conviver com duas situações. Haverá arrendatários que terão de observar um valor máximo a ser cobrado e outros que têm o preço livre.

“Vai ficar esquisito? Vai. Mas foi essa a opção do governo”, comentou Povia. Do contrário, o governo teria de encerrar antecipadamente todos os contratos de arrendamento de terminais portuários – o que seria possível do ponto de vista legal, mas daria um sinal ruim para o setor privado.

Pressões. O pacote portuário do governo foi regulamentado pela Medida Provisória (MP) 595, editada em dezembro. Em tramitação no Congresso, o texto sofre intensa pressão de diferentes setores. Foram apresentadas nada menos do que 646 emendas e há disputa pela relatoria da matéria, para a qual o mais cotado é o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM).

A principal alteração do texto foi permitir a criação de terminais que movimentarão carga de terceiros. Antes, para ter um terminal a empresa precisava demonstrar que tinha carga própria suficiente para manter a instalação em funcionamento. Ela até podia movimentar carga de terceiros, mas de forma subsidiária.

Agora, não há mais diferenciação entre carga própria e a de outras empresas. Segundo Povia, essa mudança vai provocar um “choque de oferta”, porque permitirá a entrada de novos operadores.

Boa parte desses terminais não passará por um processo de licitação pública, mas por outra modalidade de seleção, a chamada pública. Essa é outra inovação da MP, cuja regulamentação vem sendo elaborada pela Antaq. Pelo sistema antigo, a empresa interessada pedia autorização para instalar um terminal e, se a documentação estivesse em ordem, ela ganhava a outorga. Agora, quando houver a manifestação de interesse, será feita uma chamada pública para detectar eventuais concorrentes.

Além dos terminais portuários, o governo vai licitar portos inteiros. É o caso de Imbituba (SC), cuja concessão venceu no ano passado e foi transferida temporariamente para o governo do Estado. Também é o caso de um novo porto para contêineres em Manaus (AM). No total, o governo estima que serão investidos R$ 54,3 bilhões nos portos até 2017.

FONTE: Estadão

Tagged with:
 

No cargo há dez anos, o ex-senador do PMDB diz que as encomendas da Transpetro recriaram os estaleiros do país. É preciso, porém, aumentar a produtividade para disputar o mercado mundial

 

Por Octávio Costa   e Érica Ribeiro

Sergio_MachadoÉ um caso raro de longevidade no comando de empresa estatal. Nomeado pelo presidente Lula em 2003 por indicação do PMDB, o ex-senador Sérgio Machado vai completar dez anos na presidência da Transpetro, o braço da Petrobras responsável pelos navios e pelos dutos que transportam óleo e gás.

Nesse longo período, que entra na segunda metade do governo Dilma, Machado foi alvo de pressões, ainda mais fortes quando Graça Foster assumiu a Petrobras em fevereiro do ano passado. Muita gente apostou que chegará o dia do político cearense, amigo de Renan Calheiros e José Sarney.

Mas Machado não só continuou no cargo como deve ficar lá até o fim de dezembro de 2014.

Qual é o segredo de Sérgio Machado? Ele traz a resposta na ponta da língua: “Entrar num estatal por indicação é normal, mas para ficar no cargo só mostrando resultado”.

A receita vale ainda mais com Dilma Rousseff, “que se preocupa muito com resultados”. Na gestão do ex-senador, os investimentos da Transpetro multiplicaram-se de R$ 80 milhões em 2002 para R$ 1,4 bilhão em 2012.

A receita operacional deu um salto de 200%. Mas o principal resultado é medido em toneladas de aço. É de sua lavra o Programa de Modernização e Expansão da Frota, o Promef, que mudou a face da indústria naval. Investimentos de R$ 11 bilhões na encomenda de 49 navios tiraram o setor do fundo do poço.

“Com nossas encomendas, demos escala e recriamos a indústria naval do país”, comemora Machado. Mas adverte: “Os estaleiros não podem se acomodar. Agora é tempo de buscar competitividade, para disputar o mercado internacional”.

A busca por maior competitividade, segundo ele, vai muito além dos limites da Transpetro. É um desafio nacional.

“Com a crise do mundo desenvolvido, abre-se uma perspectiva excelente para o Brasil. Mas, se o país quer ser competitivo, tem que resolver os gargalos de logística”.

Machado lembra a matriz de transportes, que é 70% concentrada no modo rodoviário, muito mais caro do que o modo aquaviário. O Brasil, explica, usa pouco a navegação pelos rios; no Tietê, por exemplo, o aproveitamento é de apenas 15%.

“Temos 50 mil quilômetros de rios navegáveis, mas os aproveitamos mal. Precisamos investir num sistema de barcaças, que polui cinco vezes menos e tem um custo quase três vezes menor que o rodoviário”.

Leitor assíduo de biografias, Sergio Machado, aos 66 anos, diz que prefere a vida de personagens que sofreram derrotas e deram a volta por cima. Ele mesmo perdeu as eleições para o governo do Ceará em 2002.

Ficou sem mandato, mas foi nomeado meses depois para a presidência da Transpetro. E gostou da nova função.

“Eu me concentro no trabalho e estou muito apaixonado pelos navios. Tudo na vida é foco. Estou na fase de ver o avião decolar. Nessa fase, o comandante não pode por um minuto tirar o olho do objetivo”.

Como os últimos navios encomendados pelo Promef só serão entregues em 2018, pode-se concluir que Sérgio Machado já está pensando no segundo mandato de Dilma Rousseff.

O senhor vai completar dez anos na presidência da Transpetro. Qual é a principal marca de sua gestão, considerando que para uma estatal seu mandato é quase recorde.

Quando nós chegamos aqui, a Transpetro, que está completando seu 15º aniversário, tinha apenas cinco anos de vida. E era uma empresa ainda em formação, que não tinha encontrado a sua identidade, num momento no qual o Brasil vivia grandes desafios.

Não havia ainda o pré-sal, mas o país estava na fase de desenvolvimento da produção de petróleo. O Brasil aspirava ser um player e participar da geopolítica mundial.

E todo mundo sabe que para participar dessa geopolítica o que agrega valor não é fabricar ou produzir e, sim, movimentar. Não é à toa que os países que controlam 50% do comércio mundial têm 72% da frota.

O que garante soberania é ser dono, decidir o que vai transportar e o que vai levar. Isso é estratégico. Temos que ter uma marinha mercante brasileira forte mas competitiva.

A mudança básica, então, seria o foco na gestão da empresa?

O choque de gestão levou dois anos em planejamento estratégico e, após esses dois anos, o crescimento foi exponencial. Qualquer investimento em logística leva quatro anos para ter resultado.

Tínhamos 43 terminais e passamos para 48. Vamos completar 49 com Barra do Riacho. Temos hoje 7.179 quilômetros de oleodutos e 7.355 de gasodutos. O gás passou a ser um item importante em nossa matriz energética, com 11 estações de compressão.

Investimos muito em treinamento, em redução de acidentes, 51% a menos de vazamento de gás. Os primeiros quatro anos foram de plantar. Até porque eu peguei uma empresa que estava começando.

Então, sua trajetória na Transpetro passou por um momento de identificação
do mercado, dos caminhos a trilhar…

O tamanho do seu mercado é quão longe você pode levar seus produtos a preços competitivos. Temos 7,5 mil quilômetros de costa e 50 mil quilômetros de rios navegáveis, a terceira maior extensão do mundo.

E dentro da matriz de transporte do país a mais cara é a rodoviária, que representa mais de 60% do total. Nenhum país com a dimensão do Brasil tem a matriz rodoviária com um volume tão grande.

A matriz rodoviária custa o dobro da ferroviária, que custa o dobro da aquaviária. Hoje, há um custo de produção dentro da fábrica relativamente baixo, mas quando se usa a logística para transportar, perdemos a competitividade.

Tivemos uma mudança de perfil econômico no Brasil. Antes, éramos um país onde o desenvolvimento era litorâneo, a economia estava concentrada a no máximo a 100 quilômetros da costa, mas hoje temos novas fronteiras econômicas.

Com isso, precisamos de uma nova logística competitiva. E aí entram os dutos e os sistemas de barcaças.

O modal aquaviário precisa ser modernizado e melhor utilizado?

O rio Tietê, que corta o coração de quase 40% do PIB nacional, tem uma utilização de 15% de sua capacidade de navegação e a barcaça polui cinco vezes menos e tem um custo quase três vezes menor que o rodoviário.

Hoje há uma parceria para melhorar a navegabilidade. Os investimentos visam melhorar a eficiência dos rios. Hoje se usa um pouco no Paraná, no Amazonas também.

Mas ainda não estamos usando de forma plena os rios. O modal ferroviário, os ingleses o fizeram com interesses específicos e com bitolas diferentes e traçados que acompanhavam outros interesses o que inviabilizou o modal ferroviário.

Do ponto de vista financeiro, qual era a situação da Transpetro quando o sr. assumiu a presidência?

A Transpetro vivia dos custos que eram pagos pela Petrobras. A gente vivia de uma espécie de mesada. Eu quis mudar esse quadro e passei a discutir muito com a Petrobras que precisávamos ser uma empresa que vivesse de preços de mercado. O parâmetro de aferição de uma gestão é o lucro.

Se você trabalha na base de uma mesada, não há por que brigar, não há motivação. Somos uma empresa 100% da Petrobras e nosso lucro volta 100% para a Petrobras. Mas nos permite aferir a nossa capacidade de gestão aqui. O investimento hoje é de R$ 1,4 bilhão, e quando chegamos era de R$ 80 milhões.

E qual foi a evolução da frota da Transpetro?

Quando chegamos aqui a frota estava na curva da morte, porque os navios estavam completando 17 anos. Eram 70 navios e o prazo de uso dessa frota acabaria em 2020. Então, o presidente Lula me deu o desafio de recriar a indústria naval no Brasil.

Mas não a qualquer preço. E fomos estudar os problemas do setor. Naquela época, o último navio havia sido encomendado há 20 anos e levou 11 anos para ser construído. E se dizia que o problema da indústria naval brasileira era a garantia. Ou seja, se eu desse a garantia, tudo estaria resolvido.

E o que o sr. fez diante disso?

Durante algum tempo estudei esse assunto e, como se deve fazer, a gente não deve cuidar só do nosso bolso, tem que ver o oceano. Eu encomendei um estudo sobre a indústria naval da Europa, Japão, Coréia e China, além do Brasil. Para identificar em que latitude e longitude o Brasil estava em relação aos players.

Nos anos 70, o Brasil era o segundo maior fabricante de navios do mundo, fruto do trabalho que começou no governo Juscelino, com a criação do Fundo de Marinha Mercante em 1958 e a atração de dois estaleiros Ishibrás e Verolme, da Holanda e Japão.

Eles deram impulso a essa indústria, que chegou na década de 70 a ser a segunda maior do mundo. Quando você tem um problema, e isso é comum no Brasil, ao contrário de analisar é melhor se livrar do problema. Quando dá carrapato no boi é melhor matar o boi do que o carrapato. E assim mataram a indústria naval.

Quais foram os motivos que levaram à morte da indústria naval?

O que causou o problema foi a falta de produtividade e a falta de tecnologia. Quando fiz o diagnóstico, estávamos na segunda geração na indústria naval, enquanto o mundo caminhava para a quarta ou a quinta geração.

Nosso problema não era financeiro e nem de garantias. Nosso problema era de falta de tecnologia. A Petrobras usava 110 petroleiros, todos de fora, todos alugados. Os armadores brasileiros desapareceram.

Gastávamos com transporte marítimo US$ 12 bilhões, dos quais menos de 4% feitos por empresas brasileiras, hoje está em torno de US$ 18 bilhões. Nosso desafio era recriar a indústria naval, naquela época, em 2004.

Um desafio, baseado nos três pilares que definimos: fabricar os navios no Brasil, atingir um índice de nacionalização de 65% e após a curva de aprendizado, ser competitivo em nível mundial.

Como seriam alcançados esses objetivos?

Para isso eu tinha que dar escala. Primeiro, com esse estudo da indústria naval no mundo, vimos que 70% da nossa diferença de custo para a Coreia vinha de pessoal e aço. Tínhamos que induzir o aparecimento de novos players.

Ninguém iria construir estaleiro ou modernizar estaleiros sem pedidos. E sem estaleiros modernos eu não teria indústria naval cumprindo o pilar de ser competitivo. Para existir a indústria naval eu tinha que dar continuidade e quantidade.

É preciso horizonte de longo prazo. E tínhamos o mercado interno com a Vale e a Petrobras que poderiam comprar navios e retomar essa indústria naval. Hoje, só a Petrobras usa mais de 200 navios. Mas só teria sentido retomar essa indústria naval se fosse para, após a curva de aprendizado, ser competitivo.

FONTE: Brasil Econômico

 

Eventualmente alguém pode ter curiosidade para saber como é o dia a dia e o serviço operacional  de uma draga. Se você é um deles, disponibilizamos esse post para mostrar como funciona.

Neste post http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2011/10/ghd-mersey-m-j8b4158-bordo-em-uma.html mostramos a rotina operacional da GHD (Grab Hopper Dredger) “Mersey M” de bandeira nacional, na época dragando o terminal BTP em construção no Porto de Santos.

A dragagem é fundamental para a manutenção do calado para garantir operações seguras de navegação, carga e descarga em todos os portos, terminais e bases navais.  Um serviço que nunca pode ser interrompido é a dragagem de manutenção em locais de navegação restrita e de fácil assoreamento.

FOTOS: MO

 

 

A Base Naval Val-De-Cães, em Belém (PA), abriga importante centro de construção e restauração de navios e lanchas na região Norte do país.  Além disso, conta com o Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (CIABA), que dispõe de modernos equipamentos de navegação para formação de jovens que vão comandar embarcações mundo afora, bem como um Serviço de Sinalização Náutica, onde são produzidos os mapas das bacias hidrográficas.

Para conhecer a base naval, o ministro da Defesa, Celso Amorim, esteve na capital paraense, nesta quarta-feira (5). A visita teve início com a apresentação das instalações por parte do comandante do 4º Distrito Naval, almirante Ademir Sobrinho.

Na exposição, Sobrinho informou que os estaleiros produziram 374 lanchas que foram entregues ao Governo Federal no âmbito de programas sociais como o Caminho da Escola, do Ministério da Educação – cujo objetivo é renovar e ampliar a frota de veículos de transporte escolar destinada ao transporte diário de alunos da educação básica da rede pública residentes, prioritariamente, na zona rural.

“Essa atuação da Marinha do Brasil é muito importante e deve ser destacada sempre”, disse Celso Amorim, após visitar a exposição de equipamentos montada no pátio da base. No local, ele recebeu informações sobre as atividades desenvolvidas pela base e percorreu as oficinas onde as embarcações são produzidas ou reformadas. No trajeto, impressionou-se com o dique Almirante Raul Barros, onde são ancorados navios dos mais diferentes calados.

Navio Auxiliar Pará

Em seguida, o ministro conheceu o navio auxiliar Pará, utilizado para prestar atendimento médico-hospitalar à população ribeirinha. De acordo com o almirante Sobrinho, o navio de 30 anos de existência será remodelado, mas mantendo as respectivas características. O Pará tem um moderno mamógrafo, doação feita pela “Américas Amigas”, organização da sociedade civil de interesse público dedicada a promover ações que combatam a mortalidade por câncer de mama. Na oportunidade, Amorim sugeriu a realização de um convênio com o intuito de ter à disposição equipe técnica para permitir que o equipamento funcione.

Na visita, Amorim conheceu ainda o CIABA, os laboratórios e simulador de radar e o prédio onde estão instalados os simuladores náuticos. Na conversa com o almirante Sobrinho e demais oficiais do Distrito Naval, o ministro da Defesa tomou conhecimento também da transformação do grupamento de fuzileiros em batalhão de operações ribeirinhas, que permitirá o aumento do efetivo militar de 400 para 900 homens. Ele encerrou a visita no Serviço de Sinalização Náutica do Norte, que realiza um trabalho completo de mapeamento das bacias hidrográficas da região.

FONTE: Ministério da Defesa

 

As obras de construção da primeira fase da base naval de Novorossisk serão concluídas no final de 2013, disse ao jornal Izvéstia uma fonte do ministério da Defesa da Rússia. A nova base será capaz de receber navios de grande porte e permitirá começar a tão almejada mudança da Esquadra do Mar Negro da Crimeia para Novorossisk. O primeiro a se mudar para a nova base será o cruzador porta-mísseis Moskva.

“A base foi criada em 1997 em Novorossisk. Agora, estamos construindo um quebra-mar, aprofundando o leito do mar e prolongando os molhes para facilitar o atracamento de grandes navios”, disse uma fonte do Comando Geral da Marinha russa.

Para a operação normal da base, também serão necessários depósitos subterrâneos para armas e combustível para navios, assim como centros de comunicação e postos de comando subterrâneos. A intenção é transferir para Novorossisk o Comando e Estado Maior da Esquadra do Mar Negro. No entanto, ainda é cedo para falar sobre as datas de entrega das obras, disse a fonte, acrescentando que a construção e o aperfeiçoamento da atual base naval russa no Mar Negro, Sevastopol, demorou muito tempo.

“Estamos de mãos e pés atados pelo acordo de 1992 sobre a divisão da Esquadra do Mar Negro entre a Rússia e a Ucrânia. O protocolo anexo traz os números de registro dos navios autorizados a atracar no porto de Sevastopol. Nenhum outro navio pode entrar. Além disso, o acordo não permite rearmar nem reequipar os navios estacionados”, adiantou a fonte.

A fonte citou dificuldades de natureza política, lembrando do episódio ocorrido em agosto de 2008, quando um grupo de navios russos enviado em missão de combate à costa georgiana foi proibido de entrar, na volta, no porto de Sevastopol pelas autoridades ucranianas.

Atualização

Com a nova base naval em Novorossisk, a Esquadra do Mar Negro poderá começar o programa de atualização de sua frota de navios. Espera-se que, em 2013, a Esquadra do Mar Negro receba um novo submarino do projeto 636, o Novorossisk, e a fragata do projeto 11356, o Admiral Grigorovich. Até o final de 2016, serão entregues outras cinco fragatas e submarinos. No entanto, alguns dos oficiais da Marinha duvidam da necessidade de abandonar Sevastopol como principal base russa no Mar Negro.

“Sevastopol tem um porto grande e profundo e lá os navios são protegidos pela costa. Em Novorossisk, os navios estarão expostos aos ventos. Não é à toa que navios maiores do que um varredor ou um navio de luta antissubmarina de pequeno porte não escalam ali”, diz um deles.

Além disso, ao contrário de Novorossisk, Sevastopol tem escala pronta (estrutura específica para os navios).

O presidente da Comissão de Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo) e ex-comandante da Esquadra do Mar Negro, Vladímir Komoedov, não se intimida com as dificuldades.

“A base de Novorossisk existia já nos tempos da Segunda Guerra. Na guerra, uma frota deve se dispersar. Portanto, quanto maior for o número de bases navais e pontos de escala à disposição de uma frota, menos vulnerável ela fica. Na paz, tais pontos de escala são necessários para abastecer e reparar navios”, disse o deputado em entrevista ao Izvéstia.

No entanto, o ex-comandante não acredita que Novorossisk tenha uma chance de se tornar a principal base naval da Esquadra do Mar Negro devido à sua configuração e posição geográfica.

Publicado originalmente no site do jornal Izvéstia

FONTE: Gazeta Russa

FOTO: Wikimedia.org

 

Atracou no Porto de Santos na sexta-feira, dia 21/09 para ser entregue ao terminal BTP em Santos/SP, o 2° lote de equipamentos para movimentação de cargas, transportado pelo Heavy Lift de bandeira de San Vicente & Granadinas “Zhen Hua 21″.

Este segundo lote foi composto por transteiners (RTG´s) apenas, fabricados pela empresa Shanghai Zhenhua Heavy Industry Co., Ltd. (ZPMC), Shanghai, P.R.C. e foram construídos e carregados no porto de Shanghai.

A embarcação também transporta um Shiploader em trânsito para o Porto de Mobile/AL, EUA.

SAIBA MAIS:

FOTOS: Silvio Roberto Smera e Marcelo ‘MO’ Lopes – 21/09/2012

 

 
Página 1 de 712345...Última »