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A Marinha do Brasil e a Marinha Peruana estão realizando, no período de 22 de maio a 3 de junho, a 2ª edição da operação naval binacional, denominada BRAPER. A Fragata “Niterói”, o Navio-Tanque “Marajó” e Navio Escola da Marinha Peruana “Villavisencio”, participantes da Operação,  atracam em Natal nesta quarta-feira (22), às 15 horas, e estarão abertos à visitação pública nos dias 25 e 26 de maio e 1º e 2 de junho, entre 13h e 16h, no porto de Natal. Estão envolvidos na Operação cerca de 600 militares, sendo 360 brasileiros e 240 peruanos.

Entre os objetivos do exercício estão: adestrar os participantes no planejamento e execução de operações navais combinadas destinadas a conduzir e integrar operações de ataque, de esclarecimento, de apoio logístico móvel, além de ações de defesa aeroespacial dentro de um cenário de treinamento real; estabelecer meios de comunicações em proveito do apoio às operações; incrementar a interoperabilidade por meio de procedimentos táticos comuns; e implementar procedimentos de controle positivo dos exercícios, que facilitem o conhecimento da situação em tempo real, permitindo uma realimentação dinâmica dos aspectos positivos e a obtenção de lições aprendidas relevantes.

A Operação, que ocorre ao longo da costa nordestina brasileira, contará com a participação dos seguintes navios: Fragata “Niterói” (F40) e Navio-Tanque “Marajó” (G27), ambos da Marinha do Brasil e o B.A.P. “Villavisencio” (FM-52), da Marinha de Guerra do Peru. Haverá ainda a participação do Submarino “Tikuna” e de três aeronaves: um “Esquilo” (UH-12), helicóptero orgânico à Fragata “Niterói”, além de dois caças “Skyhawk” da Marinha do Brasil, operando a partir de terra, baseados em Natal.
Entre os exercícios que serão realizados na Operação BRAPER 2013 destacam-se: operações aéreas, incluindo pouso a bordo de navio estrangeiro, manobras táticas, reabastecimento de óleo no mar, guerra antiaérea, guerra de superfície, exercícios de tiro diurno e noturno, entre outros.

O Comandante do 1º Esquadrão de Escolta, Capitão-de-Mar-e-Guerra Marco Lucio Malschitzky, exercerá a função de Comandante da Força-Tarefa 51 (CFT), embarcado na Fragata “Niterói”, cujo Comandante é o Capitão-de-Fragata Daniel Américo Rosa Menezes. O Navio-Tanque “Marajó”, que proverá o apoio logístico móvel, o Submarino “Tikuna” e o B.A.P. “Villavisencio”, da MGP, são respectivamente comandados pelos Capitão-de-Fragata José Eduardo Vieira Carneiro, Capitão-de-Fragata Alexandre Madureira de Souza e Capitão-de-Mar-e-Guerra Juan Carlos Romaní Seminario, que também será o Comandante do Grupo-Tarefa Peruano.

A Fragata peruana “Villavisencio” zarpou de Callao, no Peru, em 22 de abril, realizando escalas em Guaiaquil no Equador, passando pelo Canal do Panamá, La Guaira na Venezuela e Fortaleza no Brasil, antes de chegar a Natal em 22 de maio. Em seu regresso, passará por Belém, Cartagena na Colômbia, regressando ao seu país em 28 de junho. Aquele navio, além de realizar a BRAPER 2013 estará realizando a Viagem de Instrução ao Estrangeiro (VIEX 2013), contando com cerca de 80 cadetes do 5º e último ano da “Escuela Naval del Perú”, sendo um panamenho, além de 2 cadetes do Exército e 3 da Força Aérea daquele país.

Ao término da Operação, a Fragata “Niterói” permanecerá na área de jurisdição do Comando do 3º Distrito Naval com a finalidade de apoiar, na área de Recife, durante a Copa das Confederações. O Navio-Tanque “Marajó” iniciará seu retorno ao Rio de Janeiro, perfazendo cerca de 1 mês de afastamento do porto sede localizado na cidade do Rio de Janeiro.

DIVULGAÇÃO: Com3ºDN, via Comunicação Social.

NOTA DO EDITOR: Os jatos AF-1 já se encontram em Natal-RN, mas devido à nebulosidade e aos intensos protestos que estão ocorrendo na cidade, a mobilidade para o entorno da BANT está reduzida, por isso não conseguimos fazer imagens dos aviões.

Nunca antes na história deste País se desenhou posters como estes!

 

Para celebrar os 40 anos do batimento de quilha das primeiras fragatas classe “Niterói” (Vosper Mk.10) e a participação da Marinha do Brasil nas Operações Líbano I e II – 2011/12, na  Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL), a revista Forças de Defesa uniu-se ao site NGB – Navios de Guerra Brasileiros para a produção de dois “posters” comemorativos, um com as fragatas na configuração original e outro na configuração modernizada (MODFRAG).

O posters em quatro cores têm formato de 820 x 550 mm, impressos em papel Couchê de 115 g/m2.  Não têm dobras, possuem cobertura de verniz, prontos para emoldurar.

Agora você pode adquirir os dois posters das fragatas edição de colecionador pelo preço de um, apenas R$ 29,90!

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NOTA DO EDITOR: estes são os primeiros de uma série de posters de navios de guerra brasileiros que estão sendo desenhados por José da Silva, editor do site NGB – Navios de Guerra Brasileiros, e que serão publicados pela Aeronaval Comunicação, editora da revista Forças de Defesa. Aguardem novos lançamentos em 2013!

Agência Look, o ‘point’ dos aficionados das Forças de Defesa em São Paulo

 

Bem no Centro de São Paulo, na Av. São Luiz 258 – República, existe desde 1968 uma loja especializada na venda de revistas e livros de aviação e temas militares. É a Agência Look, do amigo Miguel José Adaime, que comercializa e acompanha a maior parte das publicações da área desde aquela época e conhece pessoalmente muita gente do ramo.

A Agência Look coloca à disposição dos entusiastas e estudiosos de temas militares uma vasta gama de publicações, algumas históricas e muitas raridades. Os interessados podem adquirir posters, fotos e cartões postais de aviões, além de outras curiosidades.

Miguel José Adaime também vende a revista Forças de Defesa e o poster comemorativo dos 40 anos das fragatas classe “Niterói”, da edição de colecionador.

Quem mora em São Paulo não pode deixar de visitar a Agência Look. Ligue para o Miguel, pergunte por lançamentos ou agende sua visita. O único risco que você corre é ficar viciado na loja e querer voltar sempre.

Agência Look
Revistas, Livros e Jornais Ltda.
Av. São Luiz 258 Loja 27 – República
CEP 01046-000 – São Paulo
Tel./Fax: (11)3256-0435

Zumbi dos Palmares - foto via Blog do Planalto

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Agência Brasil e Blog do Planalto destacam cerimônia em que Dilma Rousseff batizou petroleiro em Pernambuco

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vinheta-clipping-navalBrasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (20), durante cerimônia de entrada em operação do navio-petroleiro Zumbi dos Palmares, no Porto de Suape, em Pernambuco, que o crescimento da produção de petróleo no país nos próximos anos vai estimular ainda mais o crescimento da indústria naval nacional. A expectativa da Petrobras é que, nos próximos sete anos, a produção atual de 2 milhões de barris, por dia, dobre.

“Não há como produzir isso sem construir plataformas, navios, equipamentos. Não há como produzir petróleo sem empregos qualificados. Portanto, estamos falando de uma indústria que tem futuro, que vai passar gerações e isso é muito importante porque queremos ser não só um grande produtor de petróleo e gás, mas também de navios, de plataformas, de equipamentos”, disse a presidenta.

Dilma ressaltou que a indústria naval passou de 2 mil para 54 mil trabalhadores nos últimos dez anos e agradeceu aos que fabricaram o navio “por mostrar que o Brasil pode, sim, construir um navio deste tamanho”. O Zumbi dos Palmares é a quinta embarcação entregue à Transpetro – subsidiária da Petrobras – produzida por meio do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef). O navio tem 274 metros de comprimento e capacidade para transportar 1 milhão de barris de petróleo.

Cerimônia de início de operações do navio-petroleiro Zumbi dos Palmares - foto R Suckert Filho via Agência Brasil

Ao comentar a escolha do nome da embarcação, a presidenta disse que é uma homenagem a um dos heróis do Brasil. “Temos o nome, nesta embarcação, do Zumbi dos Palmares, que representa, sem dúvida, a luta contra a escravidão no país”, disse. Segundo Dilma, trata-se do reconhecimento da cultura negra como parte fundamental do que são os brasileiros, além de um sinal de repúdio à discriminação racial.

A presidenta* da Petrobras, Graça Foster, falou da necessidade de mais navios para transportar o petróleo produzido no país. “Nós vamos precisar de muito mais navios para buscar esse petróleo em alto-mar e é por isso que a demanda é grande e vai continuar grande por algumas décadas nesse país”.

Ainda na tarde de hoje, Dilma participa, ao lado do governador Eduardo Campos, da inauguração da Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na região metropolitana do Recife. Estádio oficial da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014 no estado, a Arena recebeu investimentos de R$ 532 milhões e tem capacidade para 46 mil torcedores.

Para marcar a inauguração, haverá um jogo festivo entre equipes formadas por operários que trabalharam na construção do estádio. Antes do início da Copa das Confederações – dia 15 de junho –, a Arena Pernambuco vai sediar outro evento que servirá como teste: uma partida entre o Náutico e o Sporting de Portugal na próxima quarta-feira (22).

Zumbi dos Palmares - foto 3 via Blog do Planalto

Promef e a indústria naval brasileira

O Promef, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), encomendou 49 embarcações a estaleiros nacionais, garantindo as bases para o ressurgimento da indústria naval brasileira. O programa também possibilitou a abertura de novos estaleiros e a modernização dos já existentes, criando oportunidades de trabalho para milhares de brasileiros e um novo polo naval no Nordeste.

Criado em 2004, o Promef segue três premissas: construir navios no Brasil, ter índice de no mínimo 65% de conteúdo nacional e atingir competitividade internacional. Com cerca de R$ 11 bilhões em investimentos, três novos estaleiros foram viabilizados devido às encomendas do Promef, que já capacitou mais de seis mil trabalhadores, apenas em Pernambuco, e gerou 54 mil empregos.

Zumbi dos Palmares - foto 2 via Blog do Planalto

FONTES e FOTOS: Agência Brasil (reportagem de Danilo Macedo) e Blog do Planalto

NOTA DO EDITOR: achávamos que a política de se usar o termo “presidenta” para tratamento, em órgãos oficiais como a Agência Brasil e outros, referia-se apenas à presidente Dilma Rousseff, mas ao que parece a iniciativa se aplica a todas as presidentes de organizações governamentais ou estatais.

Quanto à reportagem, há uma necessidade indicada de mais navios para transportar petróleo, com demanda crescente tanto para importação quanto para o transporte ao continente de nossa própria produção, e é bastante louvável que se busque, efetivamente, produzi-los no país, com índice de nacionalização crescente e, principalmente, com diretrizes para que isso seja atingido com competitividade internacional, como está citado entre as premissas do Promef no texto logo acima.

A busca de índices maiores de nacionalização, mais do que significar a geração de empregos, pode ajudar a dinamizar a produção de componentes pela indústria naval como um todo, com implicações positivas na manutenção dos navios e nos ganhos de escala resultantes. Deve-se, porém, ter sempre o fator competitividade em mente, pois tentativas passadas de nacionalização “a todo custo”, nas décadas de 1970 e 1980, muitas vezes não pesavam esse fator e prejudicavam tanto o custo final dos navios quanto a sua manutenção futura, e os componentes nacionalizados, mais caros e menos eficientes, eram logo trocados por importados, resultando em inúteis prejuízos.

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A Coreia do Norte disparou nesta segunda-feira (20) o quinto míssil de curto alcance em direção ao Mar do Japão. O teste de fogo é o mais recente dos ocorridos ao longo dos últimos três dias, e contraria diretamente os avisos dados pelo chefe da ONU, Ban Ki-Moon e líderes da Coreia do Sul.

Os disparos foram confirmados por um porta-voz do Estado Maior sul-coreano. Esse tipo de teste não é incomum, mas gera receio por acontecer logo após um pico de instabilidade e atritos militares na Península da Coreia, desencadeados pelo teste de armas nucleares relizado pelo Norte em fevereiro deste ano.

Horas após os testes desta segunda, Pyongyang divulgou comunicado oficial rejeitando veementemente críticas e acusações de que o lançamento dos mísseis foi uma tentativa deliberada de causar novos atritos na região: “implicâncias maldosas com nossos testes de fogo são um desafio inaceitável e uma provocação infundada”, diz trecho do comunicado. A Coreia do Norte disparou três mísseis de curto alcance no último sábado, e mais um no domingo.

A Coreia do Sul, por sua vez, classificou os testes como “deploráveis”, enquanto o chefe das Nações Unidas, Ban Ki-moon, insistiu para que o Norte tome uma postura mais contida. “É hora de eles retomarem o diálogo e suavizar as tensões”, declarou ontem, em visita a Moscou.

Pyongyang argumenta que a verdadeira provocação veio do Sul e dos Estados Unidos, que realizaram manobras de pequeno e grande porte entre março e maio deste ano – os exercícios Foal Eagle. As atividades dos dois países incluíram voos de bombardeiros B-52, capaz de transportar armas atômicas, e a participação do porta-aviões de propulsão nuclear USS Nimitz.

Após os disparos desta segunda-feira, Kim Jang-Soo, conselheiro de segurança da presidente sul-coreana, Park, Geun-Hye, insistiu para que Pyongyang não realize mais exercícios desse tipo: “Seja um teste militar, ou uma demonstração de força, o Norte não deve mais agir de modo a criar atritos”, declarou.

A Coreia do Norte chegou a se preparar para testes de fogo com mísseis de médio alcance, mas órgãos de inteligência dos Estados Unidos afirmam que as plataformas de lançamento foram removidas do litoral do país no começo de maio.

A desavença mais significativa dos últimos meses entre as duas Coreias foi a desativação mútua do parque industrial conjunto de Kaesong, a 10 quilômetros da zona desmilitarizada entre os dois países e dentro do território norte-coreano.

Inaugurado em 2004 como um raro símbolo de cooperação entre os dois países, Kaesong passou incólume por outros picos de tensão na península. Porém, em abril passado, o governo do Norte ordenou que todos os 53 mil trabalhadores empregados em 123 empresas sul-coreanas não comparecessem ao expediente. Em resposta, o Sul retirou seu contingente logo depois.

A Coreia do Sul propôs diálogos formais sobre a recuperação de estoques de matérias-primas e bens deixados no local pela empresas, mas o Norte sugeriu hoje que as conversas devem se concentrar no futuro do parque industrial como um todo: “mais importante do que remover os bens produzidos é a questão do colapso ou não do complexo”, declarou um porta-voz da parte norte-coreana da administração de Kaesong. Nenhum dos países decretou o fechamento oficial do parque, e Seul ainda abastece a região com o mínimo de energia elétrica.

Donos das empresas localizadas em Kaesong alegam que foram vítimas das rusgas entre Seul e Pyongyang. De acordo com comunicado divulgado por uma entidade representativa dos empresários da região, “empreendedores e companhias estão sendo esmagados por esses embates emotivos entre os governos de ambas as Coreias”. Cerca de 200 presidentes e gerentes de empresas encaminharam pedido formal para visitar o parque industrial, mas o Ministério da Unificação sul-coreano alegou que Norte precisa concordar em abrir canais de diálogo.

FONTE: AFP via Channel New Asia (tradução e adaptação via Poder Naval a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-navalO Arsenal da Marinha do Rio de Janeiro (ARMJ) lançou, em 10 de maio, a 4ª Embarcação de Desembarque de Viaturas e Materiais (EDVM) “Comandatuba – Casco 132”. A preparação para o evento incluiu a inspeção de verificação de estanqueidade e a movimentação e instalação de uma rampa de acesso ao Cais Sul, onde será realizada a conclusão da obra e os testes dos sistemas da embarcação.

As EDVM utilizadas pelas Forças Anfíbias, são transportadas em Navios de Desembarque-Doca e empregadas no transporte de tropas e equipamentos entre navio e terra, em operações com mergulhadores de combate, no recolhimento de náufragos, no reparo de outras embarcações e no apoio a navios em operações de salvamento.

O Casco 132 possui 21,81m de comprimento, 6,39m de boca moldada, calado carregado de 1,4m e capacidade para transportar 72 toneladas de carga.  Pode ser também aplicado no transporte de até 80 homens e 32 toneladas de carga.

O projeto básico destas embarcações, elaborado pelo Centro de Projetos de Navios, foi desenvolvido integralmente no Sistema FORAN utilizado para a preparação de projetos de construção naval, proporcionando solução integrada para o desenho completo da embarcação, incluindo a definição do casco, cálculos de arquitetura naval, outfiting, estrutura e eletricidade. Todo o projeto de detalhamento e a construção foram realizados pelo AMRJ, marcando a consolidação do processo de retomada da construção naval militar no Arsenal de Marinha.

FONTE: Nomar

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vinheta-clipping-navalQue fazer com um porta-aviões velho e obsoleto de 20 mil toneladas e 210 metros de comprimento? Depois de muitas sugestões – afundar para transformar em point de mergulho, adaptar para cassino flutuante em Hong Kong ou heliporto em Londres – a Marinha Real britânica decidiu mandar o HMS Ark Royal (R07) para um destino inglório: virar ferro-velho num desmanche naval na Turquia.

Nesta segunda (20) o Ark Royal iniciou sua última viagem, informou a BBC. A previsão é que o desmanche demore dois anos, com 300 operários trabalhando 24 horas por dia, sete dias por semana.

Tirado de serviço cinco anos mais cedo para poupar dinheiro do Ministério da Defesa, o navio deve render cerca de US$ 4 milhões como sucata.

O Ministério da Defesa britânico diz que o trabalho para preparar o Ark Royal começou logo depois que foi descomissionado no início de 2011. Todos os equipamentos foram removidos e todos os resíduos potencialmente perigosos, incluindo o amianto, foram retirados.

FONTE: O Estado de S. Paulo (edição e adaptação do Poder Naval Título original: “Porta-aviões britânico é vendido como sucata“)

Corveta SAAR 72 israelense

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O estaleiro israelense Israel Shipyard está comercializando uma nova versão das lanchas de ataque SAAR, chamada S-72, que está sendo oferecida como uma “Mini Corveta” ou como navio de patrulha oceânico. A classe desloca 800 toneladas e pode operar um helicóptero da classe do AW139. Tem acomodações para 50 tripulantes e 20 adicionais.

A versão militarizada tem mais recursos para diminuir a assinatura como exaustores escondidos e mastro radar integrado. O armamento pode incluir os novos mísseis Barak 8 de defesa de aérea de área e mísseis anti-navio.

O navio poderá ser comprado pela marinha israelense para substituir navios mais antigos. A marinha israelense tem 20 lanchas SAAR 4 e 4.5 e não pode comprar navios muito capazes, já se limitando a comprar apenas três corvetas classe SAAR 5.

 

Corvetas suecas no ‘Joint Warrior’

HMS Visby no Joint Warrior 2013 -  foto Forças Armadas da Suécia

O “Joint Warrior” é um dos maiores exercícios militares na Europa de 2013 para treinamento de guerra antissubmarino, defesa aérea, patrulha, antipirataria e antiterrorismo entre outras missões, e tem a participação de doze diferentes países.

A Suécia participa com as corvetas HMS Sundsvall e HMS Visby (esta última destacando-se pelo suas linhas furtivas). Segundo a narrativa das missões realizadas pela HMS Sundsvall no exercício, por três meses os navios patrulharam e mantiveram a área marítima livre de unidades inimigas, como piratas, traficantes e terroristas, antes de seguir para manutenção na companhia do navio dinamarquês de apoio HNoMS Valkyrien (A 535), mas ainda permanecendo em de guarda contra inimigos que possam atacar inopinadamente.

HMS Sundsvall no Joint Warrior 2013 - foto Forças Armadas da Suécia

Apesar do trabalho ter sua dose de monotonia, é instrutivo por incentivar a perseverânça e a paciência, havendo oportunidades para combater em todas as dimensões, segundo informe da divisão publicado no site das Forças Armadas da Suécia. Foi possível praticar a capacidade de operar num ambiente bastante diferente do usual, no caso as condições escosesas com ondas, chuva e vento contantes, assim como a cooperação com outros países escandinavos pertencentes à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a Noruega e a Dinamarca.

HMS Visby no Joint Warrior 2013 -  foto 2 Forças Armadas da Suécia

HNoMS Valkyrien da Dinamarca com HMS Visby da Suécia a contrabordo - foto Forças Armadas da Suécia

FONTE / FOTOS: Forças Armadas da Suécia (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em sueco)

VEJA TAMBÉM:

USS Stark

No dia 17 de maio de 1987, a fragata USS Stark da Marinha dos EUA foi atingida por dois mísseis Exocet AM39 lançados por um jato Mirage F1 iraquiano, durante a guerra Irã-Iraque.

Os impactos dos mísseis provocaram a morte de 37 tripulantes, mas por sorte o navio não afundou, devido ao trabalho das equipes de controle de avarias e do mar calmo.

O incidente trouxe ao debate novamente a vulnerabilidade dos navios de superfície aos ataques com mísseis antinavio, a exemplo do que ocorreu com o destróier britânico HMS Sheffield durante a Guerra das Malvinas.

Uma série de erros possibilitaram que a USS Stark fosse atacada por um país amigo na ocasião, o Iraque.

Para o piloto iraquiano, a fragata americana parecia um petroleiro inimigo navegando dentro da zona de exclusão marítima imposta ao Irã. Baseado nas informações que obteve pelo radar e pelo sistema de navegação inercial da aeronave, o piloto iraquiano lançou seus mísseis a 11 milhas da USS Stark.

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Do lado americano, o jato iraquiano foi acompanhado todo o tempo pelo radar de um E-3 AWACS que estava operando na área e que passava informações para os navios americanos no local.

O Mirage F1 foi interrogado por rádio pela USS Stark nas frequências internacionais padrão, mas não obteve resposta, enquanto o avião se aproximava.

Para o comandante e oficiais da fragata americana, seu navio estava fora da zona de exclusão marítima e, portanto, não seria atacado por um avião aliado.

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Quando se percebeu que o avião iraquiano iluminou e travou seu radar na fragata, tentou-se em vão lançar chaff e colocar o sistema antimíssil Vulcan Phalanx no modo automático, mas já era tarde.

Às 18h10 a USS Stark foi atingida a bombordo no costado, na seção 100, à altura da segunda coberta, por um míssil que não detonou. Depois de 25 segundos um segundo míssil atingiu o navio no mesmo local, explodindo no alojamento da tripulação.

As avarias provocadas pelo ataque foram orçadas na época em 142 milhões de dólares.

O comandante Glenn Brindel e três oficiais da USS Stark foram afastados de suas funções após o incidente. O navio voltou a operar depois dos reparos e continou na ativa até 1999.

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NOTA DO PODER NAVAL: O incidente com a USS Stark colocou em discussão as regras de engajamento em áreas de tensão, onde as ordens superiores muitas vezes atam as mãos dos comandantes que precisam decidir o que fazer em questão de minutos ou segundos.

A fragata americana tinha todas as condições de se defender do avião iraquiano, mas devido às regras de engajamento o comandante hesitou em iluminar o jato iraquiano com seu radar de direção de tiro ou lançar um míssil antiaéreo.

Para os brasileiros a reflexão é importante porque desde novembro de 2011 mantemos fragatas em rodízio liderando a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano, uma área de alto risco.

Lista de tripulantes que pereceram a bordo da USS Stark:

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phased array CEA Technologies

O Departamento de Defesa divulgou hoje uma solicitação para a CEA Technologies para o desenvolvimento de demonstrador de conceito do radar de varredura de alta potência.

CEA Technologies Pty Ltd é uma empresa baseada na cidade australiana de Camberra cuja tecnologia de radar CEAFAR está sendo implementada nas fragatas classe Anzac da Royal Australian Navy (RAN) como parte do projeto de atualização dos navios.

“Esta solicitação é para o desenvolvimento de sistemas baseados no radar CEAFAR que podem dar suporte a aquisições futuras como o Projeto  SEA 5000, que seria a próxima classe de fragatas da marinha australiana,” informou o ministros da Defesa, Mike Kelly.

“O montante inicial do investimento foi antecipado para a casa dos quatro milhões de dólares [australianos, possivelmente].”

O desenvolvimento de um Radar de Varredura de Alta Potência baseado no radar CEAFAR introduzirá investimentos consideráveis por parte do governo australiano em programas de pesquisa e desenvolvimento  locais e soluções para as futuras fragatas.

FONTE: Ministéro da Defesa da Austrália (tradução e adaptação do Poder Naval)

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FREMM Aquitaine - foto A Galante - Forças de Defesa

Segundo reportagem do site Defense News, devido ao corte nas encomendas de fragatas FREMM, em redução que foi revelada pela última edição do Livro Branco de Defesa da França, poderá haver o desenvolvimento de um novo navio de combate, de menor capacidade.

O Governo Francês, ao invés de comprar onze fragatas multimissão FREMM da DCNS, vai adquirir oito (ou mais) unidades. Seis deverão ser da versão antissubmarino e duas da versão antiaérea, sendo que estas últimas ficarão para o final da encomenda.

Para manter trabalhando o escritório de projetos da DCNS localizado em Lorient, no Oeste da França, há conversações programadas para 2015 ou 2016, referentes a contratos de desenvolvimento de um futuro navio de combate. Este será um navio de menor capacidade do que a FREMM, planejado para depois de 2020, segundo a reportagem.

Quanto a submarinos, os seis modelos nucleares de ataque da classe “Barracuda” receberam o sinal verde. Porém, a entrega do primeiro deles deverá ser atrasada.

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FONTE: Defense News (tradução do Poder Naval a partir de original em francês)

NOTA DO EDITOR: este é apenas um dos assuntos tratados por extensa reportagem do Defense News (clique no link para ler o original em inglês), que destacava a encomenda de drones Reaper pelos franceses e a questão do caça Rafale ser prioridade frente à modernização dos jatos Mirage 2000D. Esses outros assuntos são temas de matérias no Poder Aéreo.

VEJA TAMBÉM:

Representantes do Pentágono anunciaram ontem (16) a realização de testes de voo bem sucedidos com o sistema de defesa Aegis contra mísseis balísticos. As provas aconteceram a bordo do cruzador USS Lake Erie (CG 70)  sob coordenação de agentes da Missile Defense Agency (MDA) e pessoal da Marinha americana.

Após localização do alvo pelo radar AN/SPY-1, e com base nos dados fornecidos pelo Aegis Ballistic Missile Defense 4.0, um exemplar do SM-3 Block IB abateu um míssil balístico de curto alcance disparado a partir da Pacific Missile Range Facility em Kuai, no Havaí.

A tecnologia Aegis é o braço naval do sistema de defesa contra mísseis balísticos da MDA, que administra o programa Aegis em parceria com a US Navy.

FONTES: Departamento de Defesa dos Estados Unidos e Militaryphotos.Net (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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vinheta-clipping-navalO hovercraft porta-mísseis russo do Projeto 1239 Bora, da Frota do Mar Negro, foi o centro da atenção dos especialistas reunidos na Feira Internacional da Indústria de Defesa (IDEF-2013), realizada na semana passada, em Istambul, na Turquia.

Concebidos como porta-mísseis de ataque para romper a defesa organizada por uma força-tarefa de porta-aviões e afundar porta-aviões, os navios do Projeto 1239 (no momento, são apenas dois) constituíram um avanço na construção naval.

Os engenheiros responsáveis pelo projeto conseguiram instalar oito mísseis antinavio pesados ​​em um hovercraft – embarcação geralmente pequena e pouco estável, podendo virar em consequência de um tiro de míssil.

No entanto, um grupo de engenheiros do Сentro de Desenvolvimento em Tecnologias Navais Almaz, em São Petersburgo, chefiado por Valerian Korolkov, elaborou um projeto de navio híbrido de catamarã e hovercraft.

O porta-mísseis Bora representa uma embarcação com dois cascos estreitos feitos de uma liga especial de alumínio e unidos por uma plataforma de cerca de 64 metros de comprimento e 17,2 metros de largura. O efeito colchão de ar surge quando, na frente do navio, desce uma tela flexível, e o ar é impelido por um ventilador entre os cascos.

O hovercraft do projeto 1239 tem qualidades únicas. Por um lado, é um catamarã estável, capaz de se mover a uma velocidade de até 20 nós. Por outro, um hovercraft veloz capaz de desenvolver uma velocidade de mais de 50 nós.

Com um deslocamento de 1.050 toneladas, o navio possui unidades de propulsão com uma potência total de 56 mil cavalos: dois motores a diesel, cada qual com 10 mil cavalos de potência, para operar em regime de catamarã e dois motores de turbina a gás, com uma potência total de 36 mil cavalos, para operar em regime de hovercraft.

Isso permite ao navio permanecer em marcha em qualquer situação. Além disso, ele pode se deslocar com os motores desligados e com um vento contrário de 7 m/s a uma velocidade de 3 nós. A propulsão é assegurada pelo fluxo de ar direcionado pelos ventiladores do colchão de ar à popa.

Armamento

Os principais armamentos do navio são oito mísseis antinavios supersônicos Mosquito, distribuídos em grupos de quatro a bombordo e estibordo, além de um sistema de mísseis antiaéreos Osa-Ma e dois canhões de seis canos automáticos AK-6-30M de 30 mm. Na proa, o navio possui um canhão automático AK-176 de 76,2 milímetros.

Os oito mísseis disparados em salva podem destruir qualquer navio de guerra moderno, inclusive um porta-aviões nuclear. Além disso, o navio se torna praticamente invulnerável quando se desloca sobre um colchão de ar.

Os mísseis antinavios autoguiados em serviço da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não podem manter na mira um alvo em movimento a uma velocidade de cerca de 90 km/h.

Na época soviética, o governo do país mandou criar flotilhas de hovercrafts em cada uma das frotas da Marinha. Desde então, porém, conseguiu-se construir apenas dois navios, o Bora e o Samum, que foram incorporados à Frota do Mar Negro e que, de acordo com especialistas militares ocidentais, alteraram a relação de forças no Mar Negro.

Após o colapso da União Soviética e a retirada do serviço de muitos navios da Frota do Mar Negro no início dos anos 1990, a Turquia havia se tornado objetivamente mais forte nestas águas.

No entanto, em 2002, com o advento do hovercraft Samum, a situação no Mar Negro mudou, o que explica porque o Bora tenha despertado interesse tão grande nos especialistas reunidos em Istambul.

 

Publicado originalmente em russo pela Rossiyskaia Gazeta

FONTE: Gazeta Russa (edição e adaptação do Poder Naval)

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Navio-PatrulhaOceânico “AMAZONAS”

vinheta-clipping-navalPara proteger riquezas marítimas como as reservas do pré-sal e combater crescentes ameaças de pirataria e narcotráfico no Atlântico Sul, a Marinha brasileira tem investido em sua capacidade de patrulhamento e expandido suas operações do outro lado do oceano, em águas africanas.

A estratégia, que segue um movimento da diplomacia nacional rumo ao continente, também abarca o interesse de vender armamentos brasileiros a países africanos, objetivo visto com reserva por ativistas. As ações ocorrem ainda num contexto em que forças americanas, britânicas e francesas demonstram crescente interesse pelo Atlântico Sul.

Subchefe de estratégia do Estado Maior da Armada, o contra-almirante Flávio Augusto Viana Rocha disse à BBC Brasil que, nos últimos anos, países africanos com litoral no Atlântico e Moçambique, no Índico, passaram a ter para a Marinha a mesma importância que nações sul-americanas vizinhas.

Uma das razões para a atenção dada à região é sua proximidade com o território nacional. A distância entre Natal e Dacar, capital senegalesa, é menor que a linha que une os extremos do Brasil.

Nas últimas semanas, num sinal do avanço nas relações, o navio-patrulha brasileiro Apa visitou a Mauritânia, Senegal, Gana, Angola e Namíbia. A embarcação foi a segunda de três que o Brasil comprou da Grã-Bretanha a fazer um tour por portos africanos. Nos próximos meses, o navio-patrulha Araguari deverá percorrer trajeto semelhante.

Em seu périplo, tripulantes do Apa ministraram cursos para marinheiros africanos, e o navio realizou exercícios de combate a piratas com forças locais. Enquanto arrefece na costa da Somália, na costa oriental da África, a pirataria tem se agravado na margem ocidental do continente, especialmente no Golfo da Guiné, que ocupa faixa paralela ao litoral do Norte e Nordeste do Brasil.

A Organização de Comércio Marítimo Internacional registrou 15 casos de pirataria na região no primeiro trimestre de 2013, dos quais 11 ocorreram na costa da Nigéria. O país é dono das maiores reservas petrolíferas da África Subsaariana e principal exportador do produto ao Brasil.

Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, a Marinha não pretende combater os criminosos na costa africana, mas sim capacitar forças locais para a tarefa. O treinamento também busca evitar que a pirataria afete a rota comercial entre as regiões, principalmente as compras brasileiras de petróleo.

Amazônia azul

A aquisição dos três navios-patrulha e a construção de outras embarcações do tipo no Brasil buscam ainda aprimorar a vigilância da chamada Amazônia Azul, como a Marinha se refere às águas jurisdicionais brasileiras, que ocupam área equivalente à Amazônia Legal.

Para essa missão, que ganhou importância com a descoberta do pré-sal, a força tem como principal investimento o submarino de propulsão nuclear, em desenvolvimento em parceria com a França. Com grande autonomia de navegação, essa embarcação pode, em tese, impedir ou dificultar bastante a aproximação da costa nacional de forças navais hostis.

Outras preocupações da Marinha são o contrabando, o tráfico de pessoas e o comércio de drogas. O último relatório da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) revelou que portos na costa ocidental da África entraram na rota da cocaína que deixa o Brasil rumo à Europa.

O tema tem sido tratado por países sul-americanos e africanos no fórum Zopacas (Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul), criado em 1986 com a missão de manter o oceano livre de conflitos.

A coordenação entre forças brasileiras e africanas deverá evoluir nos próximos meses, já que, segundo o contra-almirante Flávio Rocha, a Marinha aceitou um convite da União Africana para revisar sua estratégia de defesa marítima. Forças nacionais discutem ainda com marinhas africanas a expansão de sistemas de monitoramento marítimo conjuntos e a realização de manobras amplas.

Por ora, o Brasil tem na África do Sul, maior força militar do continente, seu principal parceiro africano para exercícios. A cada dois anos, tropas de ambos os países realizam manobras com a Índia, no exercício Ibsamar, e com Uruguai e Argentina, no exercício Atlasur. Forças brasileiras e sul-africanas também desenvolvem conjuntamente um míssil ar-ar e um míssil ar-superfície.

O país africano em que forças brasileiras exercem maior influência, porém, é a Namíbia, cujo litoral ocupa faixa paralela à que vai do sul da Bahia a Santa Catarina. Desde que se tornou independente da África do Sul, em 1990, a Namíbia já teve 1.315 marinheiros formados pela Marinha brasileira, que mantêm no país duas missões para manutenção de navios e treinamento.

Militares brasileiros também realizaram os estudos para a extensão da plataforma continental da Namíbia, que foi chancelada pela ONU e ampliou a área em que o país pode explorar recursos. Agora, diz o contra-almirante Rocha, o Brasil executa o mesmo estudo em Angola e, em breve, deverá fazê-lo em Cabo Verde.

A Marinha vem ainda expandindo sua oferta de cursos de formação e aperfeiçoamento para militares africanos. Desde 2011, África do Sul, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Nigéria e Senegal, além da Namíbia, enviaram marinheiros para o Brasil. A prática de oferecer treinamento a forças aliadas é comum entre potências como EUA e França.

Diplomacia militar

O estreitamento dos laços em defesa entre o Brasil e países africanos tem sido facilitado pela rede de adidâncias militares brasileiras no continente. Encarregadas de contatos com as forças locais, as representações estão presentes em sete países africanos, e há planos de cobrir outros seis em breve, segundo a Marinha.

O governo espera que a expansão da rede propicie mais negócios no setor. Nos últimos anos, o Brasil vendeu uma corveta à Guiné Equatorial e Super Tucanos (aviões militares da Embraer) a Angola, Senegal, Burkina Faso e Mauritânia.

Outros países africanos querem a instalação de empresas brasileiras em seus territórios. Recentemente, a Odebrecht e a Atech disputaram uma concorrência para a construção de uma fábrica de armas na Argélia, mas o negócio não avançou. A Atech também está desenvolvendo sistemas de vigilância para Senegal e Angola.

Organizações que monitoram a venda de armas brasileiras cobram mais transparência nesses negócios. Camila Asano, da ONG Conectas, defende que o Brasil seja um dos primeiros signatários do ATT (Tratato sobre o Comércio de Armas, em inglês), aprovado em abril na ONU. O acordo, que será aberto para ratificações em 3 de junho e passará a vigorar a partir da 50ª adesão, define critérios para a exportação de armas e exige a divulgação de todas as transações.

Para Daniel Mack, do Instituto Sou da Paz, a Política Nacional de Exportação de Material de Emprego Militar (Pnemem), que vigora desde a ditadura militar, está obsoleta. Ele afirma que o Brasil deve não só ratificar o ATT como tornar a legislação nacional sobre venda de armas ainda mais abrangente, proibindo, por exemplo, exportações a órgãos não estatais.

Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, os equipamentos bélicos exportados à África são para proteção do Estado, e não para uso contra a população civil. Ele diz que o Brasil sempre seguiu sanções da ONU sobre vendas de armas.

“Verifique as guerras civis na África e veja quem forneceu armamentos por cima e por baixo do pano para grupos que não respeitavam nem resoluções da ONU, nem o direito internacional. Nós não queremos vender por baixo do pano, não venderemos”, diz Amorim.

FONTE:
BBC

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Número mostra interesse da Marinha pelo outro lado do Atlântico

 

Caio Quero

vinheta-clipping-navalDos cerca de 850 alunos que fazem o curso de formação de oficiais de Marinha na Escola Naval, no Rio de Janeiro, 23 são estrangeiros. Destes, 17 vêm da África, em um sinal de que a aproximação entre o Brasil e os países do continente na área de Defesa não se restringe a exercícios e venda de armamentos, mas envolve também a formação de militares.

Em sua maioria jovens na casa dos 20 anos vindos de Namíbia, Moçambique, Senegal, Nigéria e Angola, os aspirantes – como são chamados no jargão da Marinha – algumas vezes não tiveram um treinamento prévio em seus países de origem, tendo o primeiro contato com o mundo militar no Brasil.

É o caso do senegalês Cherif Ismaila Babou, de 20 anos. Vindo de uma família civil, ele foi aprovado em concurso no Senegal e logo enviado para ser formado na Escola Naval, localizada na Ilha de Villegagnon, próximo ao aeroporto Santos Dumont.

Assim como os outros estrangeiros, Babou passou por um ano de adaptação antes de iniciar propriamente o curso de formação de oficiais junto com os aspirantes brasileiros. Neste período, eles têm aulas de português, além de reforço de Cálculo e Física.

“Na verdade eu conhecia o Brasil através do futebol, do carnaval. Quando eles me disseram que eu ia para o Brasil eu fiquei um pouco confuso, porque eu não sabia nada de português. Fiquei na dúvida se eu aceitava ou não”, diz Babou, que após as aulas no período de adaptação fala em um português com pouco sotaque.

Ele acaba de ingressar no primeiro ano do curso de formação de oficiais. Até se formar terá que passar por mais três anos de aulas teóricas e práticas. No final deste período, assim como os outros aspirantes, embarca em uma viagem de cerca de seis meses em um navio-escola.

Embora esteja longe de seu país, ele continua em contato com o adido militar do Senegal no Brasil e se encontrou com seus superiores durante uma viagem de férias no ano passado. Mesmo assim, ele diz não ter ideia sobre que função o aguarda quando retornar à Marinha senegalesa.

Em situação diferente estão dos namibianos Michael Kasita, de 30 anos, e Tangeni Haimbala, 26, ambos no terceiro ano do curso. Os dois já sabem que, de volta à Namíbia, irão trabalhar como maquinistas, os responsáveis pela propulsão das embarcações.

“Como fui mandado para cá pela Marinha do Senegal, eles sabem as necessidades deles. Foi a Marinha quem escolheu (que ele seguisse os estudos como maquinista)”, diz Kasita, que antes de vir ao Brasil já havia trabalhado por um ano em uma base da naval na Namíbia.

Com a especialização já definida, o currículo dos dois namibianos na Escola Naval dá ênfase a aulas técnicas, como Resistência de Materiais, Mecânica de Fluidos e Eletrônica Aplicada.

Pela internet, eles costumam conversar com colegas que, após se formarem no Brasil, voltaram à Namíbia. O país africano é disparado o país com mais militares capacitados pela Marinha brasileira, com 1.179 namibianos tendo frequentado cursos entre 2001 e 2011.

Segundo Haimbala, um dos principais conselhos dados pelos veteranos é sempre tentar aprender a versão em inglês dos conceitos passados na Escola Naval.

“Eles sempre falam pra gente aprender tudo em inglês e português, ao mesmo tempo. Porque se eu sair daqui falando só português, eu não vou utilizar português no navio”, diz.
Técnica

Vindo de um país lusófono, o angolano Américo Fortuna da Silva, de 23 anos, diz ter sentido outras diferenças entre a Escola Naval e a formação de um ano que teve em Angola.

“As escolas são muito diferentes. A Escola Naval de Angola é mais puxada na parte militar e aqui a Escola Naval é mais puxado na parte acadêmica”, diz o angolano, que está no primeiro ano do curso.

Assim como os outros aspirantes, os alunos estrangeiros dormem na escola durante os dias de semana, mas, diferente dos brasileiros, não conseguem visitar amigos e parentes nos finais de semana que estão de folga. As únicas oportunidades para matar as saudades da família são as férias de verão.

“Falando sério, foi muito difícil no ano de adaptação, porque tinha muita saudade da minha família. Depois consegui me adaptar, agora já estou acostumado, mas o mais difícil é a saudade mesmo”, diz o senegalês Babou.

FONTE: BBC

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AMAZONAS

vinheta-clipping-navalA expansão das atividades navais da Marinha do Brasil em direção à África ocorre em um momento em que Estados Unidos, Grã-Bretanha e outras potências também demonstram interesse pelo Atlântico Sul. Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, o Brasil defende a segurança da região, porém não a sua militarização.

“O Brasil não é um país que tenha inimigos, mas ele não pode descuidar de seus interesses e ninguém pode descuidar da sua própria defesa”, disse Amorim à BBC Brasil.

“O Atlântico Sul é uma área natural do nosso interesse, independentemente de outros países estarem fazendo isso ou aquilo”.

Segundo o pesquisador da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Hector Saint-Pierre, o ato mais significativo dos Estados Unidos em relação à região foi a reativação, em 2008, de sua Quarta Frota.

Entre os principais objetivos da medida estava manter a presença americana nos mares da região da América do Sul. Mas isso não ocorre por meio de concentração de tropas, e sim pela participação, por exemplo, em exercícios militares com forças locais. Ou ainda pela realização de uma série de ações humanitárias – como o envio de navios-hospitais.

Porém, apenas uma estrutura administrativa foi criada. Nenhum grupo de navios de combate foi deslocado permanentemente para a Quarta Frota. Geralmente quando é preciso fazer uma operação naval, outras embarcações americanas são deslocadas para a região.

Malvinas

Já a Grã-Bretanha mantém uma presença permanente no Atlântico Sul, com o objetivo principal de proteger seus territórios ultramarinos, segundo Saint-Pierre.

Os principais focos de atenção são as ilhas Malvinas (Falklands para os britânicos), Georgia do Sul e Sandwich, no sul do Atlântico, próximo à Argentina – guardadas permanentemente por ao menos um navio de guerra britânico (atualmente o HMS Clyde, um navio de patrulha).

A Grã-Bretanha mantém também portos nas ilhas Santa Helena, Ascension e Tristan da Cunha – posicionadas aproximadamente na metade do trajeto entre a América do Sul e a África.

Além da presença militar permanente em seus arquipélagos, a Grã-Bretanha envia regularmente navios de guerra ao litoral do oeste da África – com missões semelhantes às dos navios brasileiros de patrulha: treinar as Marinhas locais e ajudá-las a combater a pirataria crescente, além de cumprir objetivos de aproximação diplomática.

No ano de 2012 foi notório o envio ao oeste da África de uma das joias da Marinha Real, o HMS Dauntless – um destróier de 150 metros de comprimento, totalmente movido a eletricidade (45% mais eficiente que seus antecessores) e com os mais modernos sistemas de armas da atualidade. Ele aportou em diversos países africanos, recebeu tripulações locais e participou de exercícios militares.

Neste ano, desde março, a fragata HMS Argyll desempenha as missões de treinamento e combate à pirataria. Ela já fez escalas na Nigéria e na Namíbia.

A França, cujos navios de guerra participam ativamente de operações da União Europeia de combate à pirataria e escolta de navios civis no golfo de Áden (a leste da África), também mantém operações navais no oeste africano.

No ano passado, alguns de seus navios de guerra participaram de exercícios de larga escala com a Marinha britânica e outras dez nações próximo à costa do Senegal, para treinar forças africanas no combate ao tráfico de pessoas, pirataria, tráfico de drogas e pesca ilegal.

Segundo Saint-Pierre, embora não possua embarcações militares em caráter permanente no Atlântico sul, a China possui grande interesse na região – dentro de sua política de proteção a navios civis em rotas comerciais. ‘Cerca de 80% do comércio (marítimo) chinês passa pelo Atlântico Sul’, disse o pesquisador à BBC Brasil.

Diplomacia

“Todo e qualquer país que tenha tráfego marinho robusto, caso do Brasil, China, tem obrigação de proteger seu tráfego marítimo, é natural”, disse o contra-almirante Flávio Augusto Viana Rocha, subchefe de Estratégia do Estado Maior da Armada do Brasil.

O governo brasileiro prega a defesa do Atlântico Sul e o combate a crimes como a pirataria e o tráfico de drogas, mas se opõe ao desdobramento de forças de ataque no oceano.

Além de manter a cooperação militar com os países do oeste africano, o país atua no campo diplomático no âmbito da Zopacas (Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul) – um canal de negociação que envolve 24 países há mais de 20 anos. O bloco discute a não proliferação de armas nucleares na região e a redução dos contingentes militares de seus membros atuando em outras regiões do mundo.

“O Atlântico Sul é uma área de cooperação, área onde se fomenta a parceria. Agora estamos nos planejando estrategicamente, num futuro próximo, para estarmos mais ainda preparados para qualquer postura diferente dessa”, disse o contra-almirante Rocha.

FONTE: G1 via Resenha do Exército

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