A Marinha do Chile recebeu dois Eurocopter Super Puma usados, adquiridos de uma companhia privada. Os AS332L Super Puma estão equipados para transporte, patrulha e missões de busca. Com espaço para até 12 homens, eles são grandes o suficiente para embarcar um grupo de assalto para missões de interdição. Até o momento a marinha tinha apenas um Cougar com a mesma capacidade, sendo que os Dauphin são usados exclusivamente para patrulhas e SAR.
A Marinha do Chile tem sido um operador de helicópteros da família Super Puma/Cougar por muito tempo. Os primeiros sete foram adquiridos em 1990: seis para emprego anti-navio (ASuW) e um para transporte. Dois ASuW foram perdidos em acidentes ao longo do tempo.
O denominado ‘Proyecto Ícaro’, que buscava a aquisição de cinco helicópteros de transporte, não foi completado pela carência de recursos. Com a chegada do novo navio multpropósito, o interesse por este tipo de aeronave ressurgiu e três outras aeronaves ainda podem ser adquiridas.
Começou hoje (8) o III Simpósio das Marinhas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que acontece de 8 a 10 de maio, na Escola de Guerra Naval (EGN), no Rio de Janeiro. O III Simpósio das Marinhas da CPLP é o fórum mais importante entre as Marinhas e Guardas Costeiras de língua portuguesa sobre assuntos ligados ao mar.
Na cerimônia inaugural, que contou com representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, estiveram presentes o Ministro da Defesa do Brasil, Embaixador Celso Amorim; o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto; da Marinha de Guerra de Angola, Almirante Augusto da Silva Cunha; da Guarda Costeira de Cabo Verde, Tenente-Coronel António Duarte Monteiro; da Marinha de Guerra de Moçambique, Contra-Almirante Lázaro Henrique Lopes Menete; da Marinha Portuguesa, Almirante José Carlos Torrado Saldanha Lopes; da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, Capitão-Tenente Idalécio João; e do Componente Naval da Força de Defesa de Timor-Leste, Capitão-de-Mar-e-Guerra Donaciano do Rosário da Costa Gomes.
Durante os três dias de evento, que tem como tema central “Garantia da defesa e segurança marítimas, em âmbito nacional, regional e global. A cooperação entre as Marinhas para o monitoramento e o controle do tráfego marítimo nas águas jurisdicionais dos países”, serão apresentadas palestras e discutidos assuntos que busquem a cooperação entre as Marinhas.
No seu discurso, o Ministro da Defesa ressaltou a importância do encontro. “É uma honra participar desse evento que serve de instrumento para a aproximação dos países. Os comandantes discutirão, principalmente, propostas de cooperação. Solidariedade e fraternidade são características das Marinhas”, afirmou.
O Comandante da Marinha do Brasil ressaltou que o Simpósio trará avanços às Marinhas dos países participantes. “Há necessidade de se avançar nas parcerias navais no que diz respeito à segurança marítima e ao controle do tráfego marítimo, buscando o crescimento das nossas Marinhas e Guardas-Costeiras. Preservar a unidade marítima é essencial para qualquer nação.”
Após a cerimônia inaugural, os participantes posaram para a fotografia oficial do evento, participaram de uma entrevista coletiva e da sessão de abertura, que contou com uma conferência proferida pelo Professor Doutor Antônio Celso Alves Pereira sobre o tema “Reforço na fiscalização conjunta das águas jurisdicionais”. À tarde, foram apresentadas as palestras de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.
Oportunidades de negócios
Em entrevista coletiva aos jornalistas presentes, o Comandante da Marinha do Brasil, Almirante Moura Neto, disse que a Marinha estuda com o Governo formas de financiamento do BNDES para a venda de navios, equipamentos e sistemas da Emgepron para as Marinhas e Guarda-Costeiras da CPLP, mas por enquanto nada ainda foi definido. A Emgepron tem um estande durante o III Simpósio com amostras dos seus equipamentos e serviços.
O Almirante Augusto da Silva Cunha (Alte Gugu), da Marinha de Angola, em conversa informal com jornalistas após a entrevista, disse que Angola recebe ofertas de equipamentos de vários países, incluindo a China. O almirante ressaltou ainda a grande influência russa sobre a Marinha Angolana, pois os primeiros oficiais foram formados na Marinha da Rússia.
Na quinta-feira, dia 10.05, as delegações presentes no III Simpósio terão oportunidade de visitar quatro navios construídos no Brasil: o aviso de patrulha Albacora, os navios-patrulha Grajaú e Macau e a corveta Barroso.
A DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), órgão governamental dos EUA, leiloou um das mais bizarras unidades navais jamais construídas. Trata-se do Sea Shadow, um navio com características furtivas cuja superestrutura possui ângulos retos e o casco pouco toca a água.
Mas os espiões e os inimigos do ocidente, incluindo o vilão Elliot Carver, personagem do filme “007: O Amanhã Nunca Morre” (onde o Sea Shadow fez uma ponta), não devem se animar, pois o navio será entregue desmantelado.
O leilão estava programado para o dia 4 de maio, mas desde então nada foi anunciado. Nem mesmo a página da GSA Auctions, parceiro do governo norte-americano e local onde deveria ocorrer o leilão do Sea Shadow, traz informações mais detalhadas sobre a possível venda do navio.
Convidamos os nossos leitores a buscarem informações sobre o destino do Sea Shadow.
O Comando de Aviação Naval da Colômbia decidiu comprar dois helicópteros Bell-412 após dois anos avaliando e negociando com outros fornecedores. Além do modelo citado, foram oferecidas propostas que incluíam o Eurocopter AS-565 Panther e o AW-159 Lynx.
Estas duas aeronaves se juntarão a outros cinco Bell 412, padronizando boa parte dos helicópteros de médio porte comumente empregados nas fragatas classe Almirante Padilla (FS 1500).
Embora estas fragatas tenham recebido uma ampliação do convés de voo para a operação com aeronaves da família 212/412 os hangares ainda não foram adaptados para estes helicópteros. A ampliação do hangar, segundo o site infodefensa, fará parte do contrato.
Uma delegação da Marinha de Guerra Revolucionária de Cuba liderada pelo contra-almirante Carlos Duque Ramos, visitou a Venezuela, com o objetivo de propor as medidas para reforçar a cooperação técnico-militar entre as duas marinhas.
A comitiva cubana foi recebida pelo contra-almirante Víctor Miguel Ortiz Rojas, comandante da Guarda Costeira da Armada Bolivariana de Venezuela, em Maiquetía, Estado de Vargas, e participou de uma exposição para conhecer os trabalhos desenvolvidos pela Venezuela em relação à salvaguarda naval nas áreas sob sua jurisdição.
Venezuela e Cuba têm estreitado os laços no campo naval, tanto civil como militar. Em relação a este último pode-se destacar:
1) reparo e a manutenção de três LST classe Capana (construídos na Coreia do Sul e em serviço desde 1984) da Venezuela em estaleiros cubanos;
2) construção, pelo estaleiro Damex de Santiago de Cuba (operado pelo grupo holandês Damen Shiyard), de quatro navios de carga multiuso Damen Stan tipo Lander 5612 para a Marinha da Venezuela (na foto acima o The Frades, entregue em março).
3) acordo para a montagem de sete barcos de patrulha para a Marinha da Venezuela, sendo cinco do tipo Damen 2606 e dois do tipo Stan Patrol 4207.
Depois de fechar hospitais, eliminar receitas livres para os pensionistas, aumentar as taxas universitárias e aumentar o número de alunos por sala de aula, o combate ao déficit público agora ameaça deixar no dique seco um dos mais emblemáticos navios da Marinha Espanhola.
O Alto Comando da Marinha pretende parar o porta-aviões Príncipe de Astúrias e duas das seis fragatas da classe Santa Maria (F-80) em um plano drástico para economizar despesas.
Tecnicamente, isso significa colocar os navios em “atividade restrita”, esperando que no futuro seja possível recuperar o seu pleno funcionamento. Especialistas acreditam, no entanto, que este é um primeiro passo para a baixa definitiva. E por três razões: porque não há perspectiva de que a situação orçamentária melhore no médio prazo, porque os barcos se deterioram rapidamente se não forem usados e porque, devido à sua idade, encostá-los requer grandes investimentos cuja rentabilidade é mais do que duvidosa.
A decisão sobre o futuro do Príncipe de Astúrias será tomada no “mais alto nível político”, segundo fontes da Marinha, devido ao seu elevado nível simbólico. Não é para menos: trata-se do único porta-aviões da Espanha e, como tal, constitui o elemento dissuasório de primeira ordem. Sua mera presença na vizinhança de um cenário de conflito, mesmo em atitude pacífica e em águas internacionais, é uma das mensagens políticas mais convincentes que pode ser enviada.
O Príncipe de Asturias (R-11) entrou em serviço em 1988, e em 2018 completará três décadas, que é o ciclo de vida normal de um navio de guerra. No meio dela, em 2003, foi programado para ser submetido a profundas obras de renovação e modernização, mas estas nunca ocorram por causa de seu alto custo, cerca de 400 milhões de euros, e muito dos seus atuais equipamentos estão obsoletos.
Embora não seja oficialmente anunciado, sua atividade está muito limitada e ele não participa de grandes manobras multinacionais. Apenas em exercícios perto de sua base de Rota, como fez em abril passado no Golfo de Cádis para os pilotos de aviões Harrier poderem se qualificar.
Na verdade, o fato de que nos próximos meses entrar em serviço o “bulque de proyección estratégica” LHD Juan Carlos I, atualmente em período de provas de mar, fará com que o Príncipe de Astúrias seja menos imprescindível. O LHD não é uma porta-aviões, mas tem um convés para operação de aeronaves, que permitirá aos pilotos a realização de testes necessários para manter a sua capacidade.
De qualquer modo, a Espanha não seria o primeiro país a ficar sem porta-aviões. Um país com tradição militar forte como o Reino Unido não tem nenhum desde que, no final de 2010, anunciou-se a desativação do Ark Royal, o que obrigou os pilotos britânicos a treinarem no Príncipe de Astúrias. Também é verdade que a Royal Navy está construindo dois porta-aviões e até mesmo os mais otimistas não acreditam que a Armada Espanhola adquira outro no médio prazo.
A razão reside no seu custo elevado. Para manter o Príncipe de Astúrias são gastos cerca de 30 milhões por ano e o orçamento total da Marinha é 903 milhões, 10% menor que em 2011. No capítulo 2, que inclui a manutenção dos navios, houve uma redução de 25% ao longo dos últimos quatro anos.
Isto levou a Marinha a dar baixa no navio de desembarque Pizarro (que foi comprado de segunda mão dos EUA em 1995), na ex-corveta Diana (que obrigou a Espanha a abandonar o comando rotativo da frota de caça-minas da OTAN) e do navio de patrulha Chilreu (cuja atividade parou de financiar a Secretaria-Geral do Mar, do Ministério da Agricultura). Além disso, de acordo com um porta-voz da Marinha, “está sendo realizado um estudo para avaliar o custo de manter cada um dos navios. Com base nos resultados, será dada baixa ou passará para a condição de ‘atividade reduzida’ um outro navio. ”
Entre os afetados estão duas das seis fragatas da classe Santa Maria (lançadas entre 1984 e 1993). A sua baixa será compensada com a incorporação de Cristóbal Colón, navio da classe F-100, muito mais moderno. No total, a Espanha terá nove fragatas.
O atraso dos novos submarinos S-80 obrigará a Marinha a manter os quatro S-70. No entanto, um deles, o Siroco, deve dar baixa caso não existam recursos para o programa de docagem e reparo do mesmo.
Em seu comparecimento perante à Comissão de Defesa do Congresso em 17 de abril, o Chefe do Estado-Maior da Defesa, almirante Fernando García Sánchez, reconheceu que o investimento programado para este ano para a Marinha cobre apenas “40% das necessidades mais urgentes”, enquanto” o programa de apoio logístico é equipado com menos de dois terços do financiamento necessário. ” Segundo o chefe do comando militar, “é necessário reduzir a força principal, porque com as medidas [ordinárias] não serão geradas as economias necessárias.”
Em uma cerimônia oficial ocorrida no estaleiro HDW na cidade alemã de Kiel na quinta-feira passada, a Marinha de Israel oficialmente recebeu o submarino Tanin (‘Crocodilo’ em hebreu), quarta unidade da classe Dolphin.
O Tanin deverá entrar em serviço ativo no ano de 2013, após a conclusão de todos os testes de mar e inspeções.
O contrato para a construção do quarto submarino da classe Dolphin é considerado como um dos mais caros contratos de defesa da Forças de Defesa de Israel (IDF). Os custos da construção são estimados em US $500 milhões, sendo que um terço foi subsidiado pelo governo alemão.
“A marinha e a sua frota de submarinos continuem um braço estratégico, de proteção e de deterrência das IDF e do Estado de Israel,” disse o Ministro da Defesa Ehud Barak durante a cerimônia.
Um quinto submarino para a IDF está atualmente em estágio final de construção e deve entrar em serviço em 2014. Dois meses atrás, Israel e Alemanha assinaram um contrato para a construção de um sexto submarino, que deverá ser completado em 2017.
A DCNS tem orgulho em apoiar a exposição, em cartaz no Rio de Janeiro de 27 de abril a 24 de junho, como parte dos eventos do Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a qual terá início em 13 de junho. A mostra exibe 130 fotografias, das quais 14 são imagens inéditas dedicadas ao Brasil.
A exposição foi inaugurada oficialmente em 26 de abril na presença de representantes da Prefeitura do Rio de Janeiro, da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, do Consulado da França, da DCNS e de Yann Arthus-Bertrand.
A coletânea de fotografias oferece uma rara visão da beleza natural da Terra e da fragilidade do planeta. A exposição é uma importante oportunidade para educação e conscientização, com visitas organizadas para estudantes e crianças do Estado do Rio de Janeiro. Além da exposição, debates e reuniões regulares sobre a preservação ambiental estão sendo organizadas, além de exibições públicas diárias do mais recente filme de Yann Arthus-Bertrand, “Home”.
O apoio da DCNS a essa exibição demonstra os laços estreitos que existem entre a empresa francesa e o Brasil, e reforça seu compromisso com a questão do desenvolvimento sustentável. A DCNS, uma das primeiras em sua área a ter recebido o certificado ISO 14001, e, sendo um forte ator no desenvolvimento da indústria naval militar brasileira, desempenha um papel natural ao apoiar essa grande exposição.
Sustentada pelo seu domínio em tecnologias marítimas, a DCNS também é uma grande inovadora no campo da energia renovável, desenvolvendo soluções avançadas que irão ajudar na exploração do enorme potencial de energia dos oceanos. Atualmente, a DCNS é a única empresa a oferecer uma gama completa de tecnologias de energia marítima renovável, incluindo fazendas de energia eólica marítimas flutuantes, soluções em conversão de energia térmica marinha, energia das correntes e das ondas marítimas
Em 2008 o Brasil escolheu a DCNS para desenvolver um importante programa de submarinos em conjunto com a Marinha brasileira. A empresa está à frente do projeto e construção de quatro submarinos convencionais, assim como é ela a responsável pela assistência para construção do primeiro submarino brasileiro à propulsão nuclear, sob um acordo de transferência de tecnologia. O Grupo também está prestando suporte à construção de uma base e estaleiro naval no Brasil.
Na foto acima, quatro exemplares da Revista Forças de Defesa número 4 que acabaram de chegar em casa. Além da capa, são mostradas partes de três reportagens diferentes (Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres).
Quando terminamos a diagramação do material, pude ver a versão final na tela do computador e tive a certeza de que o produto final era muito bom. Mas agora, com acesso aos exemplares impressos, estou seguro de que o impacto foi muito maior.
Tenho muito prazer em trabalhar para os três blogs da Forças de Defesa. Gosto da rapidez da informação e das trocas de ideias “online” com os leitores. Também é pelos blogs e os vários emails que recebemos (o famoso “feedback”) que também surgem as ideias para as nossas matérias.
Ter uma versão impressa desse material é algo que está em um patamar muito mais elevado. É uma revista bonita, com muito conteúdo e de leitura agradável. Dessas que a gente deve guardar e colecionar.
Espero que o pessoal que já adquiriu a revista e teve a sorte de estar no primeiro “megalote” também tenha esta mesma grata surpresa.
O nosso muito obrigado aos leitores e aos nossos anunciantes, parceiros neste projeto de muita dedicação. Sem vocês esta revista não existiria.
Estivemos hoje (3 d emaio) na coletiva de imprensa realizada pela Marinha do Brasil, MBDA e Avibras realizada no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de Patrick de La Revelière, vice-presidente de vendas para a América Latina da MBDA, do vice-almirante (Ref) Ronaldo Fiuza de Castro, Gerente de Programa de mísseis superfície-superfície da MB e de Sami Youssef Hassuani, presidente da Avibras.
Durante a coletiva foi revelado que o primeiro míssil antinavio Exocet MM40 com motor de fabricação brasileira foi disparado com sucesso no dia 18 de abril de 2012, pela corveta Barroso (V34), também de construção nacional.
Foram feitas apresentações pelos representantes da MB, MBDA e Avibras sobre o desenvolvimento do motor nacional do míssil e a cooperação francesa no programa.
O vice-almirante Fiuza discorreu sobre a decisão da Marinha de nacionalizar a propulsão dos mísseis Exocet de seu inventário, cujo motor é perecível com o passar dos anos. Ao mesmo tempo, a fabricante MBDA já descontinuou a produção desses mísseis, pois produz versões mais modernas com outro tipo de propulsão.
Segundo o almirante, “quem produz o motor foguete pode pensar em desenvolver seus próprios mísseis”.
A MB solicitou à MBDA a cooperação para o projeto de uma nova propulsão e esta escolheu como parceiro brasileiro a Avibras, que já tinha vasta experiência na produção de foguetes.
Foi destacado que o novo motor não é produto de engenharia reversa: ele foi desenvolvido do zero seguindo as especificações fornecidas pela MBDA. É a primeira vez que a MBDA ajuda uma empresa estrangeira num projeto desse tipo.
Engenheiros da MBDA cooperaram com os engenheiros da Avibras no projeto e fabricação do novo motor. Cerca de 300 engenheiros e técnicos da Avibras trabalharam durante 2 anos em tempo integral na produção e certificação do motor.
Foram feitas de 30 a 40 certificações com o motor funcionando em bancada de testes e no dia 18 de abril foi feito o primeiro lançamento a partir de um navio.
Os mísseis da MB deverão ser todos remotorizados até o final de 2013. Até lá, também será possível estabelecer a vida útil dos motores que estão sendo testados pelo método de envelhecimento acelerado.
Os resultados obtidos nos testes foram melhores do que o esperado, com o motor superando as características do motor original. O tempo de queima do “sustainer” (o motor que leva o míssil até o alvo, depois da queima do “booster”, que faz a primeira impulsão) chegou a 270 segundos. O motor original tem tempo de queima de 240 segundos.
O míssil lançado pela corveta Barroso no dia 18 de abril foi disparado contra um alvo no limite do alcance, a uma distância de 38 milhas (70km).
Patrick de La Revelière salientou a importância da Mectron no processo de validação do primeiro lançamento. A empresa forneceu o equipamento de telemetria instalado no míssil que permitiu a coleta dos parâmetros do motor durante o voo até o alvo.
A Marinha do Brasil espera agora poder atender a demanda de clientes internacionais que utilizam centenas de mísseis MM40 das primeiras versões. Os mísseis AM39 lançados de helicópteros também terão seus motores substituídos e será feita a integração com os helicópteros EC725.
A MBDA, por sua vez, tem grande interesse em cooperar com o Brasil, de olho nas futuras aquisições de mísseis Exocet SM39 para os submarinos SBR e também de mísseis Aster para as futuras fragatas do Prosuper. Segundo Patrick de La Revelière, a cooperação com a Avibras pode ser vista como uma espécie de antecipação de “off-sets”.
Programa inédito no país, no qual foram investidos R$ 75 milhões, torna Brasil independente no desenvolvimento de motores de mísseis antinavio
A Marinha do Brasil realizou com sucesso o lançamento-teste de um míssil Exocet MM40 equipado com motor desenvolvido, fabricado e certificado pela AVIBRAS em parceria com o líder global em desenvolvimento e fornecimento de mísseis e sistemas de mísseis, o grupo europeu MBDA. Esta é a primeira vez que a Marinha do Brasil realiza um teste desse tipo, que representa a independência do País na obtenção de motores de mísseis antinavio – o equipamento poderá, no futuro, ser utilizado em outros modelos de mísseis, nacionais ou estrangeiros. O teste foi realizado em alto mar, a partir da Corveta Barroso.
Para o Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto, Comandante da Marinha do Brasil, o lançamento é um exemplo de programa de cooperação tecnológica que deu certo. “O teste deve ser incluído entre as grandes vitórias da Marinha brasileira nesses últimos tempos”, disse ele. O programa contou com um investimento total de cerca de R$ 75 milhões e foi iniciado em 2008.
O lançamento e o desenvolvimento cooperativo entre as duas empresas fazem parte do ciclo de manutenção e renovação do míssil Exocet MM40 e dos planos, por parte da MBDA, de se criar parcerias duradouras com empresas nacionais brasileiras.
O objetivo deste teste de lançamento era verificar e validar o desempenho máximo do novo propulsor de voo. O ponto de chegada foi posicionado no limite máximo de alcance de voo do míssil, sendo alcançado sem dificuldade alguma. Outro detalhe do teste foi a substituição da cabeça de combate do míssil (a carga explosiva) por um sistema de telemetria fabricado pela MECTRON, empresa brasileira que também participou do desenvolvimento. O equipamento permitiu a coleta de dados de todos os parâmetros analisados no teste, em tempo real (velocidade, pressão, trajetória, etc.). Foram também utilizados sistemas de monitoramento interligados incorporados a duas fragatas e três helicópteros da Marinha Brasileira, que monitoraram toda a área do teste.
Como resultado, ficou demonstrado a capacidade da AVIBRAS em relação ao desenvolvimento, fabricação e certificação deste tipo de tecnologia de propulsores do míssil Exocet MM40, bem como a possibilidade de iniciação de produção em série do mesmo. Há também a demonstração de sucesso do esforço cooperativo técnico e humano das diferentes companhias envolvidas neste processo.
“Eu parabenizo o êxito deste lançamento, que reforça a cooperação entre nosso Governo e empresas nacionais e internacionais, bem como abre novos mercados para as empresas envolvidas no programa”, afirmou o presidente da AVIBRAS, Sami Youssef Hassuani.
“Este teste reforça a nossa parceria estratégica com o Brasil, uma potência em destaque no cenário geopolítico internacional”, afirmou Patrick de La Revelière, Diretor Vice-Presidente de Vendas e Exportações da MBDA.
Sobre a AVIBRAS
Criada em 1961, a AVIBRAS é uma empresa aeroespacial privada 100% nacional. Seus principais focos são integração de sistemas, mísseis, foguetes, veículos blindados e comando&controle. Suas unidades industriais estão localizadas no Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo, nas cidades de São José dos Campos, Jacareí e Lorena.
Entre outros projetos, atualmente fornece para as Forças Armadas brasileiras o sistema de artilharia ASTROS 2020, composto de veículos blindados, foguetes, mísseis e C4I (sistema de comando&controle), mísseis para a Força Aérea Brasileira e Marinha do Brasil. É também responsável pelo desenvolvimento do projeto da Aeronave Remotamente Pilotada Falcão (também denominado projeto VANT), que visa o domínio pelo Brasil de todo o ciclo tecnológico envolvido neste programa.
Sobre o Exocet
EXOCET é uma família de produtos completa de mísseis anti-navios pesados para qualquer clima, adaptáveis a todos os tipos de plataformas. Ele é disposto em várias versões:
Superfície-superfície (MM40) para navios
Ar-mar (AM39) para aeronaves e helicópteros
Submarino-superfície (SM39)
Terra-mar (BC) para baterias costeiras
Este míssil da MBDA possui capacidade de lançamento OTH (over the horizon), que permite atingir alvos a longas distâncias, e outras características operacionais, incluindo: sinais baixos, ativação tardia do localizador, modo de vôo “sea skimming” de baixa altitude, alto poder de penetração contra defesas navais aéreas modernas, identificação avançada de alvos e ECCM (eletronic conter-countermeasures).
Sobre a MBDA
Com instalações industriais em quatro países europeus e nos EUA, em 2011 MBDA alcançou um faturamento de € 3 bilhões, com uma carteira de pedidos, em encomendas e contratos futuros, no valor de € 10,5 bilhões. Com mais de 90 clientes das forças armadas do mundo, a MBDA é líder mundial em mísseis e sistemas de mísseis.
MBDA é o único grupo capaz de projetar e produzir mísseis e sistemas de mísseis que atendem toda a gama das atuais e futuras necessidades operacionais das três forças armadas (terra, mar e ar). No total, o grupo oferece uma gama de 45 sistemas de mísseis e produtos de medidas defensivas em operação, além de 15 outros atualmente em desenvolvimento.
Sobre a MECTRON
Fundada a partir da associação de engenheiros oriundos de empresas e instituições de tecnologia de São José dos Campos, a MECTRON atua há 21 anos nos mercados de Defesa e Aeroespacial, desenvolvendo e fabricando armamentos inteligentes, sistemas aviônicos, radares e equipamentos para satélites. Em 2011, a Mectron passou a integrar a Organização Odebrecht, através da Odebrecht Defesa e Tecnologia, que atua na gestão, desenvolvimento e implantação de projetos integrados na área de Defesa, Segurança Pública e Segurança Nacional.
Para o mercado de Defesa e tendo como principais clientes as Forças Armadas brasileiras, a Mectron desenvolve e fabrica os mísseis ar-ar MAA-1, MAA-1B e A-DARTER, este último em parceria com a África do Sul e outras empresas brasileiras, o míssil superfície-superfície antitanque MSS 1.2, o míssil ar-superfície antirradiação MAR-1 e o ACAUAN, kit de guiamento por sistema inercial e GPS para bombas convencionais. No segmento de Aviônicos, a Mectron desenvolve e fabrica o SCP-01, radar de bordo da aeronave AM-X, em parceria com a empresa italiana SELEX Galileo, e diversos sistemas aviônicos embarcados que possibilitam integrar seus produtos a diferentes tipos de aeronaves como o F-5M, AM-X e Supertucano ALX. Além de sua participação no programa de manutenção e renovação do míssil Exocet MM40, a Mectron tem prestado à Marinha do Brasil serviços de revitalização, telemetria e apoio técnico que possibilitaram o lançamento de mísseis ar-ar AIM-9H a partir das aeronaves A-4 e dos mísseis de defesa-antiaérea ASPIDE a partir das fragatas brasileiras.
Fizemos hoje o envio do primeiro “megalote” de revistas Forças de Defesa, edição número 4. Os leitores que compraram vão receber os números de rastreio para acompanhamento da entrega. Quem ainda não comprou, aproveite para garantir o seu exemplar enquanto é tempo, pois esta revista está vendendo mais rápido que a edição anterior. A número 2 já se esgotou e a número 3 em breve também vai acabar.
O Brasil comprará da Colômbia quatro lanchas de patrulha fluvial, anunciou nesta quarta-feira, em Bogotá, o ministro brasileiro da Defesa, Celso Amorim, em uma iniciativa considerada importante para uma aliança regional de segurança.
“Quero confirmar a decisão do Brasil sobre a aquisição de lanchas fluviais colombianas para o Exército e a Marinha. Provavelmente quatro até o final do ano, com a perspectiva de mais algumas no futuro”, disse Celso Amorim em entrevista ao lado do seu homólogo colombiano, Juan Carlos Pinzón.
Pinzón estimou que a venda constitui “um sinal da política de integração em matéria de defesa e segurança”.
Amorim passou por Bogotá a caminho de Cartagena, onde assistirá à reunião de ministros da Defesa, Interior e Relações Exteriores da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).
O ministro explicou que a compra faz parte do projeto para adquirir material bélico dentro da região: “Não é uma compra ocasional, é um exemplo prático de algo que estamos dizendo. Que queremos construir uma base para a indústria de defesa sul-americana. Cada país entrará com suas possibilidades (…). Porque buscar na Europa, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar quando podemos comprar aqui”?
“O importante é ter esta visão, de que podemos adquirir aqui na região. Não é apenas uma razão econômica, comercial, é também uma visão estratégica de longo prazo”.
Celso Amorim anunciou ainda que o Brasil está interessado em construir com a Colômbia um navio de patrulha para a Amazônia, cujo projeto deve se tornar realidade até dezembro de 2014.
“Ainda mais importante é a realização de projetos conjuntos como o caso do navio de patrulha, que é outra categoria de embarcação, entre as Marinhas de Brasil e Colômbia”.
Pinzón recebeu bem a proposta, que qualificou “da maior importância estratégica”, porque a Colômbia tem o interesse de proteger seus “recursos naturais, a Amazônia e nossa fronteira comum”.
Durante o encontro, Celso Amorim e Pinzón analisaram “um centro integrado de informação sobre segurança na região amazônica”, que incluiria outros países interessados, como o Peru.
FONTE: AFP
Por outro lado, os cortes na Defesa deverão atrasar o programa do F-35 – mas esse já é um assunto para o Poder Aéreo
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Nesta quinta-feira, segundo o jornal Canberra Times, a primeira Ministra e o ministro da Defesa da Austrália anunciaram cortes no orçamento de Defesa. Para saber mais sobre a extensão desses cortes, que entre outros programas vai afetar o prazo de aquisição do caça F-35, clique aqui para acessar matéria no Poder Aéreo. Mas, apesar dos cortes anunciados, e que deverão ser detalhados na semana que vem, o programa de novos submarinos do país parece ter sido preservado – ao menos nos seus investimentos iniciais, mais baixos quando comparados a um custo total estimado de 40 bilhões de dólares pra 12 novos submarinos: foi anunciado que o Governo Australiano deverá investir 214 milhões de dólares no próximo estágio do projeto do Futuro Submarino.
Este programa militar é considerado o maior do gênero na Austrália, e prevê que os doze novos submarinos serão construídos no sul do país. Segundo a primeira Ministra Julia Gillard, o programa multibilionário é justificado pela geografia da Austrália: “Para uma ilha-continente, a capacidade marítima é crítica.” A primeira Ministra disse que o Governo estava prosseguindo de forma cautelosa com os novos submarinos, especialmente devido às lições aprendidas com a classe Collins: “Estamos sendo absolutamente metódicos sobre isso e não aceitamos nenhuma desculpa por isso.”
Segundo o correspondente do jornal para Segurança Nacional, Dylan Welch, os 214 milhões de dólares alocados para essa próxima fase do projeto serão utilizados numa análise crucial: se a nova classe será um projeto inteiramente novo ou se será um modelo norte-americano ou europeu modificado. O projeto é considerado tão grande que o ministro da Defesa da Austrália, Stephen Smith, cortou uma das mais altas posições no Departamento de Defesa – o cargo ainda não preenchido de secretário associado de capacitação – e no lugar creiou um diretor geral de submarinos.
O ministro para Material de Defesa Jason Clare disse que os submarinos vão criar empregos e construir capacidades na Austrália. “Para construir os novos submarinos, precisarémos construir uma nova indústri, disse Clare, acrescentando que conhecimentos específicos de outros países serão necessários, mas que a maior parte do trabalho será local.
FONTE:Canberra Times (tradução, adaptação e edição: Poder Naval)
No meio marítimo, especula-se que a Transpetro vai, afinal, receber o polêmico navio João Cândido no dia 15 de maio. Poucos acreditam que haverá uma solenidade e a maioria dos analistas prevê que a subsidiária da Petrobras apenas assine um documento em que integra o navio a sua frota.
Um fato relevante, em tudo isso, é o carimbo do American Bureau of Shipping (ABS). Entidade norte-americana fundada em 1848, o nihil obstat do ABS garante a todo o mundo que o navio está plenamente navegável. Assim, encerra-se uma novela.
Tudo começou com a decisão do governo de criar um novo e grande estaleiro no Nordeste. Com apoio entusiasmado do então presidente Lula, deu-se a partida para o Atlântico Sul. Da noite para o dia, os gigantes Camargo Corrêa e Queiróz Galvão lançaram suas máquinas no terreno e, ao mesmo tempo em que construíam o estaleiro, conseguiram encomendas de 22 unidades, que viabilizaram o empreendimento. A participação da Samsung foi polêmica desde o início: falava-se alternadamente em participação no capital ou apenas em venda de tecnologia, até que se anunciou quota de 5% do capital, em seguida desfeita. Somando-se sete navios-sonda, a carteira de encomendas beira US$ 9 bilhões.
Um passo em falso foi o nome do navio. João Cândido comandou uma revolta contra o comando da Marinha, o que as Forças armadas não aceitam, sob qualquer argumento, por ser quebra de hierarquia. Nenhum oficial da Marinha do Brasil compareceu ao lançamento do navio, em maio de 2010. Em seguida, surgiram os problemas.
O navio deveria ter sido entregue no início de 2011, mas isso não ocorreu. Em todo o mundo, há menos de dez sociedades certificadoras de renome internacional – como Lloyd”s Register, DNV, Germanisher Lloyd, Bureau Veritas e poucos mais. O Brasil tem sociedades de tradição, mas que, em geral, certificam navios menores, destinados ao mercado interno. O selo de uma das sociedades internacionais dá a cada navio ou plataforma garantia plena de qualidade no mercado mundial.
Não se sabe se a pressa de Lula em alardear o fato político prejudicou a montagem industrial. No Nordeste não havia tradição no setor, exceto para navios de menor porte, não para um Suezmax, de 160 mil toneladas de capacidade, como o João Cândido. Agora, se tudo correr bem, o problema estará sanado e a construção naval consolidará sua presença na região. Ao lado do Atlântico Sul está sendo construído o STX-Promar e, nas proximidades, o Eisa-Alagoas. Afinal, tudo caminha para um happy end, fato importante para a Transpetro, que tem encomendas de 49 navios no mercado interno e, dia 15, se livra de um pesadelo.
Pressão
Comenta-se que a presidente Dilma e a titular da Petrobras, Graça Forster, andam pressionando os estaleiros para cumprirem prazos. No entanto, o que se vê no eixo Rio-Niterói é expansão sem limites – e sem atrasos. Os estaleiros Eisa e Mauá – do grupo Sinergy, de German Efromovich – vão de vento em popa. O Eisa tem lançado navios antes do prazo e o Mauá foi o primeiro a entregar um navio encomendado pela Transpetro – beneficiando-se do atraso do “João Cândido”.
O STX-OSV, ex-Promar, de Niterói, está com 1.500 empregados e carteira de US$ 600 milhões e a unidade de Pernambuco deverá ficar pronta em meados do próximo ano. A nova unidade já nasce com encomenda de oito navios de gás para a Transpetro, feitos – para não haver risco de atraso – no Rio Nave, que ocupa a área do antigo Caneco, no Caju.
Onde funcionava a CEC, bem perto da Ponte Rio-Niterói, o grupo europeu SBM está pondo para funcionar uma área nobre que estava sub-utilizada. A SBM produz plataformas e, além do mais, fornece, inclusive para concorrentes, pernas de plataformas.
Novidade mesmo é o estaleiro Inhaúma, a antiga Ishibrás, que entrou para a história quando, com tecnologia da japonesa IHI, construiu os maiores navios já feitos no país, Tijuca e Docefjord, de 313 mil toneladas, para a então estatal Vale do Rio Doce – hoje só Vale. O Inhaúma está prestes a ser inaugurado e pertence à Petrobras, que, conforme o caso, arrendará as instalações para quem ganhar licitações. O primeiro ocupante do Inhaúma será o consórcio Paraguassu – formada pelas gigantes baianas OAS e Odebrecht, com a carioca UTC. No velho estaleiro, hoje renovado, três velhos navios serão transformados em plataformas de tancagem (FSOP).
E, no Rio, ainda estão sendo finalizados o estaleiro OSX, de Eike Batista, no Norte fluminense e o estaleiro da Marinha que produzirá cinco submarinos, em associação do grupo francês DCNS com a brasileira Odebrecht.
Fora estaleiros menores e o anunciado interesse da coreana Samsung em ocupar área do grupo Mac Laren em Niterói.
FONTE:Monitor Mercantil
A U.S. Navy enfrentou recentemente problemas com o helicóptero não tripulado Fire Scout MQ-8B , tendo ocorrido a queda de duas aeronaves por problemas operacionais não relacionados entre si. Não houve ferimento ao pessoal ou perda de outro material.
foto: U.S. Navy
Em 30 de março, um MQ-8B operando a partir da fragata USS Simpson (FFG 56) caiu no mar quando retornava de uma missão de vigilância marítima em apoio à Africa Partnership Station. A aeronave não foi capaz de adquirir o sinal do Sistema Comum de Recuperação Automática (UCARS), que é necessário para o pouso em um navio no mar. Depois de várias aproximações e tentativas dos operadores para resolver o problema foi decidido posicionar a aeronave a uma distância segura da Simpson e encerrar o voo. Pouco depois a Simpson recuperou a célula da aeronave.
O segundo incidente ocorreu em 6 de abril quando um MQ-8B que operava no norte do Afeganistão; caiu enquanto realizava uma missão de vigilância de rotina em apoio ao Comando Regional do Norte. A causa da queda é desconhecida até o momento.
A U.S. Navy abriu investigação para determinar as causas e os detalhes completos que determinaram essas perdas.
Desde 2006 o Fire Scout MQ-8B acumulou mais de 5.000 horas de voo sendo mais de 3.000 em voos operacionais.
A aeronave desempenhou um papel significativo em várias operações, incluindo três ações de combate à pirataria, uma operação de busca e apreensão, o apoio de trânsitos bem-sucedidas no Estreito de Hormuz, conclusão de uma prova de conceito de operações especiais, e como meio de inteligência, vigilância e reconhecimento durante a Operação ODYSSEY DAWN na Líbia. Só no Afeganistão, o Fire Scout tem prestado um apoio significativo para os comandantes em terra melhorando a consciência situacional das forças combinadas engajadas diretamente no combate a tropas inimigas.
Três Fire Scout prontos para serem embarcados para o Comando Central em abril de 2011. (foto: Kelly Schindler – U.S.Navy)
À luz das recentes perdas, a U.S. Navy suspendeu temporariamente as operações de voo dos 14 VANTS Fire Scout existentes no inventário enquanto a performance do sistema e os procedimentos operacionais são revistos.
Amanhecer do dia 1º de maio de 1982, área de Patrulha do Atlântico Sul. A bordo do submarino ARA San Luis os hidrofones acusam a presença de um navio de guerra nas proximidades. O comandante ordena: “postos de combate”. Às 10h15 o submarino dispara um torpedo SST-4 sobre um alvo classificado como sendo um contratorpedeiro. Três ou quatro minutos depois o submarino perde contato físico com o torpedo por corte de cabo e não se ouve ruído nenhum de explosão. Ao ter sua presença revelada, o San Luis começa a receber o castigo dos navios e helicópteros britânicos durante quase um dia inteiro.
“Disparávamos despistadores, que produzem um ruído e permitem ao submarino escapar em rumo oposto. Em determinado momento disparamos tantos destes que nem compensávamos mais a pressão entre os lançamentos”, conta o capitão de mar e guerra (R) Jorge Fernando Dacharry, na época capitão de fragata e chefe do departamento de elétrica do San Luis.
Durante o ataque um helicóptero britânico lançou um torpedo antissubmarino, que pôde ser evitado graças às manobras evasivas. “Quando disseram ‘torpedo na água’ sentimos desespero… adrenalina… passou muito perto, por cima, escutamos como se fosse um motor de uma moto, mas sob a água”, conta.
Destas horas ele se recorda como se houvesse passado 30 anos, a incerteza que sofreram por não ver o que estava acontecendo ao seu redor, fora do submarino. Podia ser amigo, inimigo, um ruído da natureza… “Enquanto estávamos sob ataque durante 24 horas, caíam permanentemente cargas de profundidade e não sabíamos em que momento elas nos acertariam… Isso produz um desgaste psicológico muito grande”.
Sob este castigo o submarino manobrou até a costa das Malvinas onde encontrou um fundo rochoso e ali permaneceu. “Aturamos o ataque constante de cargas de profundidade por mais de 12 horas. Diparavam em todos os rumos que tomávamos e então o comandante ordenou ir ao fundo e achei que era a derrota, porque também era chefe de Navegação. Perguntei a que profundidade e me disseram 70 metros. Estávamos a uns 6 nós. Orientei a proa para o “pouso” e ao invés de 70 metros estávamos a 50… !”, conta.
“O ruim de um submarino é que não se vê o exterior quando imerso. A guerra passa por cima, pelos lados e por baixo. Um piloto dispara um míssil e em questões de segundos foge dali. Um fuzileiro naval está em terra e acompanha o desenrolar dos acontecimentos, como se aproxima do inimigo, onde estão as forças amigas. Nós sob a água devemos ser, antes de mais nada, sigilosos e pacientes”, detalha o comandante Dacharry, com voz firme e baseado na sua experiência.
Dacharry destaca o essencial. “O que nos permitiu retornar com vida foi não somente o preparo técnico para desempenhar uma patrulha de 40 dias onde pudemos nos manter na área de operação, mas o grupo humano e a preparação física e psicológica que nos proporcionaram a Escola de Submarinos e a Marinha.”
“O que nos ajudou foi o conhecimento do meio, do nosso litoral, temperatura da água, a composição do leito, salinidade, mapas, costas, fundos… Isso nos deu um valor agregado”, avalia as estratégias utilizadas durante todo o conflito.
No dia 1º de maio, em função do castigo sofrido durante 24 horas, o San Luis teve o seu batismo de fogo. No total foi uma campanha de 40 dias (de 12 de abril a 29 de maio), cumprindo uma missão dissuasiva que culminou com três ataques ao inimigo, tendo operado com apenas três dos seus quatro motores diesel e o computador do sistema de armas fora de serviço.
“A tripulação de um submarino é bem integrada porque a vida de um depende da vida do outro”, explica o suboficial (R) maquinista Eduardo Daniel Lavarello, da tripulação do San Luis. “Cada um sabe o que tem que fazer e não pode haver dúvida.”
Lavarello, de 52 anos e recentemente passado para a reserva, se recorda que ele e um companheiro havia ingressado na Escola de Submarinos no final de 1981, e tinham apenas alguns meses como submarinistas. “Mas contávamos com toda a teoria ainda fresca. Era muito útil porque conhecíamos muito bem o submarino Tipo 209. Sabíamos onde estava cada válvula, cada sensor. Os mais antigos tinham a experiência a bordo de outros tipos de submarinos. Usávamos muito esse tipo de combinação”, detalha.
“Passamos muito bem, mesmo com a presença contínua do medo. Mas controlávamos. Até festejamos aniversários durante a guerra! Se tivesse que ir hoje novamente, iria com o mesmo comandante, o capitão de fragata Fernando Azcueta, porque ele realizou uma manobra impecável. Ele nos levou e nos trouxe. Às vezes fico até arrepiado de saber das decisões que ele teve que tomar com 33 vidas a bordo”, reflete o suboficial Lavarello.
O comandante Dacharry, admite com toda sinceridade: “Medo? Muito… Controle? Máximo… As pessoas? Destemidas… E isso se deve a uma formação muito boa. Sim, os torpedos falharam. Sim, o motor falhava. Fomos, navegamos e retornamos como pudemos”.
O texto acima é uma tradução (e adaptação) de um dos techos do artigo “Desde el abismo”, publicado na revista ‘Gaceta Marinera’ nº 754 (abril-junho de 2012). Para ler o artigo completo, em sua versão original, clique aqui.
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