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Testes do CAAM

Os trabalhos do projeto CAAM (Common Anti-Air Modular Missile) continuam. O míssil deve entrar em serviço em 2016 nas forças britânicas substituindo os mísseis Rapier e Sea Wolf. O CAMM é baseado no míssil ASRAAM. A versão terrestre terá alcance de 25 km (contra 8 km do Sea Wolf). As versões terrestres e navais terão barbatanas dobráveis para disparo vertical. Serão disparados com a técnica “soft vertical launch” sendo ejetados do tubo por um pistão. Pequenos motores foguetes irão direcionar o míssil para o alvo antes do motor foguete principal ser acionado. A imagem acima mostra os testes de disparo do lançador terrestre. Sem a necessidade de tubos de desvio da fumaça do motor e por ter um corpo de menor diâmetro será possível instalar quatro mísseis no lugar de um lançador vertical do Sea Wolf. O CAAM usará guiamento terminal por infravermelho com atualização de dados por datalink. A versão ar-ar poderá ser uma família de mísseis com sensores ativos e passivos.

 

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, aprovou um plano de contingência para ampliar a presença militar nas ilhas Malvinas por causa do aumento da tensão entre o Reino Unido e a Argentina pela soberania na região, informou nesta quinta-feira o jornal britânico “The Times”.

Segundo a publicação, Cameron dedicou um dia para avaliar com sua cúpula militar a retórica cada vez mais agressiva do governo argentino liderado por Cristina Kirchner.

Na quarta-feira, o premiê detalhou no Parlamento que havia convocado o Conselho Nacional de Segurança para abordar o tema e acusou a Argentina de “colonialismo” por reivindicar a soberania das ilhas, discussão que se repete desde 1833.

O Reino Unido tem planos de enviar em breve novo efetivo à região através da Ilha da Ascensão, no Oceano Atlântico, que pertence ao Reino Unido, acrescentou “The Times”.

“Estamos traçando uma estratégia de contingência. Temos certeza de que a mesma está correta”, disse uma fonte de Defesa ao jornal.

De acordo com o “Times” –que dedicou toda sua capa ao conflito com a chamada “Novo alerta nas Malvinas”–, o governo de Cameron considerou que as ilhas estão agora melhor protegidas do que em 1982, quando a Junta militar argentina decidiu ocupá-las em 2 de abril, uma ação que provocou uma guerra entre os países.

DISPUTA

As ilhas dispõem de quatro aviões Typhoon em Mount Pleasant, base aérea que tem um radar, e sempre há uma fragata ou um destróier patrulhando a região, informou o jornal, que acrescentou que o Ministério de Defesa britânico não revelou onde estão os submarinos nucleares.

Em uma surpreendente declaração parlamentar, Cameron disse ontem que convocou o Conselho Nacional de Segurança e que a Argentina não devia subestimar sua determinação em defender os habitantes das ilhas.

“O que os argentinos disseram recentemente é muito mais colonialismo, porque os moradores querem continuar sendo britânicos e os argentinos querem que eles façam outra coisa”, afirmou no Parlamento.

Em resposta, o Governo argentino disse que tais afirmações eram “absolutamente ofensivas, principalmente se tratando do Reino Unido”. “A história mostra claramente qual foi sua atitude frente ao mundo”, declarou o ministro do Interior argentino, Florencio Randazzo.

MERCOSUL

Há 11 dias, o premiê indicou que descartava uma negociação com a Argentina sobre a soberania das ilhas e sustentou que seu país deve manter a “vigilância”, em clara referência à decisão de vários países latino-americanos de bloquear o acesso aos portos de navios com bandeira das Malvinas.

Em uma cúpula em dezembro em Montevidéu, os países que compõe o Mercosul concordaram em bloquear o acesso de navios com bandeira das Malvinas aos seus portos.

Em 2012, serão completados 30 anos da guerra entre os dois países pela posse das Malvinas, que terminou em 14 de junho de 1982 com a rendição da Argentina. No conflito bélico morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos.

Em fevereiro, o príncipe William, segundo na linha de sucessão à coroa britânica, viajará às Malvinas para participar de treinamentos como piloto de helicóptero de resgate.

FONTE: EFE, via Estadão

Quase 30 anos após fim da guerra, veteranos que lutaram em lados opostos têm emocionante reencontro na província de Córdoba

 

Quase 30 anos após o fim da guerra entre Argentina e Reino Unido pelas ilhas Malvinas (Falklands para os britânicos), dois veteranos que lutaram em lados opostos viveram um encontro emocionante.

O ex-piloto de caça-bombardeiro da Força Aérea Argentina, Mariano Velasco, de 62 anos, recebeu em sua casa na província de Córdoba o britânico Neil Wilkinson.

Na guerra, Wilkinson atirou e derrubou o avião pilotado por Velasco, no Estreito de São Carlos, no arquipélago no Atlântico Sul.

O piloto argentino, que na época da guerra tinha 32 anos, sobreviveu ao pular de páraquedas poucos minutos após o bombardeio.

“Wilkinson sempre achou que eu tivesse morrido depois de alvejar o avião que eu pilotava”, disse Velasco à BBC Brasil.

Programa de TV

Em 2007, o britânico assistiu na televisão a um especial sobre a guerra e viu quando Velasco narrou onde estava quando o tiro atingiu seu avião, na batalha. Ao ouvir a história, percebeu que aquele era o piloto do avião que ele tinha atingido.

“Quando ele me reconheceu, procurou a Embaixada da Argentina em Londres e pediu ajuda para me localizar. Começamos uma amizade por redes sociais, como Facebook, até que ele veio à minha casa”, lembrou.

O encontro ocorreu no fim do ano passado, mas só agora foi divulgado. “Eu o esperei na porta de casa e meu coração estava acelerado. Quando nos vimos, nos abraçamos e choramos, choramos muito. Wilkinson tremia de emoção por ter certeza de que eu estava vivo”, recordou.

Velasco disse que jamais sentiu ódio pelo britânico. “Fomos apenas peças de circunstâncias”, disse.

‘Emoção’

Na ocasião, o inglês disse que a emoção do encontro “foi muito grande para poder explicar, mas agora tenho certeza de que ele está vivo.”

Wilkinson era artilheiro antiaéreo no barco de combate HMS Intrepid quando abriu fogo contra o avião de combate Skyhawk, pilotado por Velasco. Ele disse que a imagem do avião caindo o acompanhou durante toda a sua vida. “Jamais imaginei que ele pudesse ter sobrevivido”, disse.

Dois dias antes de ter o avião derrubado, o argentino tinha participado do ataque a um barco que deixou 19 britânicos mortos.

Churrasco

O encontro entre os ex-combatentes foi na casa do ex-piloto argentino, na localidade de Villa de Las Rosas, na província de Córdoba, onde compartilharam um churrasco. “Hoje, somos amigos. Nos falamos com certa frequência por e-mail, Facebook ou Skype”, contou.

Velasco recordou que o ataque contra o avião que pilotava ocorreu no dia 27 de maio de 1982, cerca de 50 dias após tropas argentinas invadirem as ilhas, no dia 2 de abril daquele ano.

“Eu machuquei meu tornozelo mas pude me arrastar e caminhar dois dias até uma casa abandonada, onde fiquei do dia 29 ao dia 31 de maio, até que passaram moradores locais, a cavalo, e disseram que avisariam a força aérea argentina. No dia seguinte, me buscaram e me levaram de ambulância. No dia seis de junho me levaram de volta ao continente (argentino)”, afirmou.

O militar argentino da reserva disse ainda que, para ele, as ilhas são argentinas porque assim foi confirmado desde que a Argentina deixou de ser colônia espanhola. “Não temos ódio contra os britânicos. Somos apenas contra a usurpação das ilhas porque elas são argentinas. Mas sabemos que vai depender da diplomacia para que elas voltem a ser do nosso país”, afirmou.

FONTE: BBC

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, em Brasília, ao lado de seu colega Wiliam Hague, o chanceler brasileiro Antonio Patriota confirmou a posição do Brasil e da Unasul de apoio à soberania argentina sobre o arquipélago e a decisão de não permitir que barcos com a bandeira das Malvinas atraquem em seus portos.

“Hague sabe que Brasil, a Unasul, diria que até a comunidade latino americano e do Caribe apoia a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas e apoiamos as resoluções das Nações Unidas que apelam para os gopvernos britânico e argentino a dialogar sobre esse tema”, declarou.

Hague disse que as diferenças de posição não afetam as relações bilaterais crescentes entre Brasil e Reino Unido. Ele voltou a defender a posição história de seu país sobre as ilhas que os britânicos chamam de Falklands, retirerando as palavras do primeiro-ministro David Cameron que acusou nesta quarta-feira a Argentina de “colonialismo”.

A resposta de Buenos Aires foi rápida e firme. O vice-presidente Amado Boudou, que comanda o país na ausência da presidente Cristina Kirchner, considerou “lamentável” o que disse David Cameron. “Todo mundo sabe o que a Grã-Bretanha representou para o colonialismo durante vários séculos”, declarou.

A troca de acusações acontece às vésperas do conflito completar 30 anos. Desde 1965, a ONU determina que Argenina e Reino Unido iniciem negociações para resolver a disputa sobre as Ilhas Malvinas.

Londres se recusa a discutir o assunto a soberania do arquipélago habitado por 3 mil pessoas e onde a partir do mês o príncipe Wiliam vai efetuar uma missão de seis meses como parte de sua formação de piloto da Força Aérea britânica.

A tensão entre os dois países é permanente mas piorou há cerca de um ano quando a Argentina acusou os britânicos de começar a exploração dos recursos de petróleo e gás das Ilhas Malvinas.

FONTE: RFI

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Participando da Operação Antártica (OPERANTAR) XXX desde outubro do ano passado, o Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano” (H41) está de volta ao Continente Antártico, após o reabastecimento na cidade chilena de Punta Arenas, dando continuidade às ações em prol do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), que completou 30 anos de criação no dia 12 de janeiro. Tanto o Navio Polar, quanto o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel”, são fundamentais para o apoio logístico à Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), bem como nas coletas de dados oceanógrafos na Região Antártica e em apoio aos projetos científicos desenvolvidos pelo Brasil na região.

O NPo “Almirante Maximiano” instalou, durante seu último Período de Manutenção Geral, ocorrido em 2010, diversos equipamentos científicos e de apoio à pesquisa, de modo a prover à comunidade científica os mais modernos recursos nas áreas de Hidrografia, Geologia, Biologia e Geofísica. O meio naval tem, ainda, capacidade de ser empregado para levantamentos hidroceanográficos, visando a atualização de cartas e publicações náuticas, sem prejuízo às atividades do PROANTAR.

Entre os dias 9 e 11 de janeiro, o NPo “Almirante Maximiano” esteve envolvido nas atividades logísticas do 4o voo de apoio ao PROANTAR, realizado pela Força Aérea Brasileira. Esses voos são periódicos e envolvem o emprego de aeronaves “Hércules”, transportando material e pessoal do Brasil até a Base Aérea Antártca Presidente Eduardo Frei, do Chile, localizada na Ilha Rei George, a mesma onde se encontra a EACF. O navio, empregando seus botes e suas duas aeronaves orgânicas UH-13 “Esquilo”, fez o transporte de pesquisadores e materiais diversos a serem utilizados pela EACF, pelo próprio navio e pelos projetos científicos.

Na Ilha Rei George, há oito Estações científicas de nacionalidades diferentes que se apoiam mutuamente em diversas situações. No dia 12 de janeiro, foi efetuado o desembarque de três pesquisadores com destino à Base Antártica Henryk Arctowski, operada pela Polônia, uma das mais próximas da EACF, em um deslocamento que durou aproximadamente 15 minutos de bote.

Pesquisador se prepara para ser transferido, de bote, para a estação polonesa

 

Pesquisadores realizam atividades científicas na Operantar XXX

Professor Paulo Rocha Campos(ao centro), com seu grupo de pesquisa

O Navio Polar (NPo) “Almirante Maximiano” possui uma intensa rotina de apoio aos pesquisadores embarcados que participam da Operação Antártica (OPERANTAR) XXX. Em sua permanência na Região Antártica, o navio é responsável por prover o transporte, por bote ou aeronave, das equipes envolvidas nos diversos projetos, bem como dos materiais necessários aos trabalhos de campo, aos respectivos locais de pesquisa.

No dia 12, o pesquisador Caio Turbay, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), ficou com seu grupo na Base Antártica Henryk Arctowski, operada pela Polônia. “Participo de um projeto multidisciplinar que envolve o estudo de solos, a geologia e a respiração provenientes da decomposição de organismos vegetais. Nosso objetivo é, basicamente, entender a dinâmica de perda de gelo pelos glaciares usando esses elementos. Vamos estudar a emissão de gases pelo solo, fazer perfis de solo e verificar o material que a geleira está deixando pela sua decomposição. Como a geleira é muito sensível à variação de temperatura, estamos tentando perceber os efeitos próximos desses glaciares”.

No dia 13, foi a vez do grupo do professor Paulo Rocha Campos, da Universidade de São Paulo (USP). “É importante estudar o que vai acontecer com o manto de gelo no futuro. A maneira como vai desaparecer ou se o que está acontecendo (derretimento do gelo) é simplesmente temporal. Olhamos e lemos isso nas rochas. Estudamos sob o aspecto climatológico, assim como fazemos com os animais e plantas. E o apoio do navio, com os botes e aeronaves, é de fundamental importância. Sem eles, talvez nem estivéssemos aqui”.

O professor começou a pesquisar a Antártica em dezembro de 1981. “O Programa Antártico estava sendo anunciado e eu estava com o projeto de estudar a Antártica. Na época, escrevi uma carta para a SECIRM (Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar) e, desde então, venho participando praticamente de todas as “OPERANTAR”.

No dia 14, o grupo de cientistas coordenado pelo professor Andrés Zarankin – do Departamento de Antropologia e Sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) -, foi transportado de helicóptero UH-13 “Esquilo” até a Ilha de Livingston, onde realizarão seus trabalhos por 11 dias. Depois, retornarão ao navio com as amostras e os dados coletados, preparando-os para serem analisados no Brasil, quando do regresso.

“Sou arqueólogo e estou estudando as primeiras estratégias humanas de ocupação na Antártica. Ou seja, o primeiro grupo de pessoas que trabalharam e ocuparam a região. Pelo que estudamos até o momento, foram grupos de operários de diferentes companhias de caças de focas, do final do século XVIII, início do século XIX. É interessante que os livros de história fazem referência sempre sobre os grandes exploradores e herois. A arqueologia é o estudo das pessoas a partir da cultura material, que pode ser estudado pelo lixo. A partir daí é que nós verificamos a rotina dessas pessoas”.

De acordo com o professor, argentino de nascimento, a Antártica proporciona que o material a ser estudado seja melhor preservado do que em outras localidades, por funcionar como um grande freezer, que congela esses objetos, conservando-os.

 

Andrés por ocasião do embarque no helicóptero da Marinha

Os pesquisadores que vão em terra estão sempre acompanhados de um alpinista, que auxilia o grupo, fruto de um convênio entre a Marinha do Brasil e o Clube Alpino Paulista, de São Paulo (SP). As maiores dificuldades em campo são as variações climáticas, a perda de visibilidade e o chão, muitas vezes irregular. Nelson Barretta, um dos alpinistas embarcados, nos explicou um pouco sobre a sua função.

“O Programa Antártico demanda que cada acampamento e a Estação Antártica Comandante Ferraz tenha um alpinista. O que nós, alpinistas, fazemos, é cuidar da segurança do grupo e de sua logística. Em acampamentos com até seis pessoas, temos um alpinista. Quando tem mais de seis, são dois alpinistas. Nosso papel é acompanhar os pesquisadores em seus trabalhos e, claro, com nossa experiência, participamos da montagem do acampamento, monitoramento do tempo de montagem do mesmo e as atividades dentro do acampamento. Posso dizer que somos um elo de ligação entre o navio e os pesquisadores”.

  

Durante a permanência do acampamento em terra, o navio continua mantendo contato via rádio com o mesmo para, caso haja alguma emergência, estar pronto para prestar o apoio necessário.

FONTE: NOMAR

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O Ministro da Defesa, Embaixador Celso Amorim, visitou, no dia 10 de janeiro, o Navio Polar “Almirante Maximiano”, acompanhado do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto. A bordo, foi recebido pelo Comandante do navio, Capitão-de-Mar-e-Guerra Newton Calvoso Pinto Homem.

Após a cerimônia alusiva aos 30 anos do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), a comitiva deslocou-se da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) para o navio, a bordo da aeronave orgânica UH-13 “Esquilo”, para uma visita de aproximadamente 20 minutos.

Na ocasião, o Ministro conheceu o Laboratório Misto, destinado às atividades de pesquisas biológicas, dotado de um ultra freezer, usado para conservação das amostras biológicas colhidas a uma temperatura abaixo de – 80ºC; visitou o passadiço, local de onde o navio é manobrado; descerrou uma placa comemorativa aos 30 anos de criação do PROANTAR; e assinou o Livro do Navio.

Em seguida, a comitiva deslocou-se para a Base Aérea Antártica Presidente Eduardo Frei, de onde partiu para a Cidade de Punta Arenas, no Chile, a bordo de uma aeronave “Hércules” da Força Aérea Brasileira.

 

Pesquisadores, a bordo, no Laboratório Misto

Ministro da Defesa, assina o livro do navio

FONTE: Nomar

 

No dia 13 de janeiro, suspendeu da Base Naval de Mocanguê, no Rio de Janeiro, o Grupo Tarefa (GT) que compõe a Operação “ASPIRANTEX-12”. A primeira operação do ano da Marinha começou a ser planejada pela Esquadra em outubro de 2011, durante a “TROPICALEX” (que aconteceu do Rio de Janeiro até Natal) e prepara navios e suas equipes para o ano que começa.

A Operação acontece até o dia 1º de fevereiro deste ano, na área marítima que compreende o Rio de Janeiro e a cidade de Mar Del Plata, na Argentina. Além da prática de exercícios militares no mar para o desenvolvimento e preparação continua dos meios da Esquadra e aperfeiçoamento do Poder Naval, a “ASPIRANTEX“ conta com a participação dos aspirantes que iniciarão o terceiro e o quarto ano da Escola Naval embarcados nos meios que compõem o GT. Eles acompanham e realizam operações de ataque, antissubmarino, de esclarecimento e de apoio logístico móvel, incluindo ações de superfície, aérea, de submarinos, de guerra eletrônica, além de patrulha naval. E vivenciam, ainda, o dia-a-dia do oficial a bordo de um navio, percorrendo todos os setores a fim de conhecer como serão suas vidas a bordo dos meios navais da Marinha do Brasil.

Essa rotina possibilita ao aspirante, que iniciará o terceiro ano, a escolha do Corpo onde quer atuar (Armada, Fuzileiros Navais ou Intendentes da Marinha), e também na seleção de sua habilitação na Armada (Mecânica, Eletrônica e Sistemas). E ao aspirante que começará o quarto ano, a prática da habilitação que escolheu.

 

Aspirantes formados no NDCC “Alte Sabóia”

No primeiro dia da Operação, os aspirantes embarcados presenciaram a simulação de desatracação sob ameaça assimétrica, quando os navios ficam prontos para neutralizar as ações de embarcações civis que podem se aproximar com intenções hostis, como, por exemplo, ataque terrorista; operações aéreas de qualificação e requalificação de pouso a bordo – QRPB – diurno e noturno (em que são orientados sobre como o navio deve se preparar para receber uma aeronave) e de abastecimento em voo do U-14 – “Super Puma”, que decolou da Base Aérea Naval de São Pedro D’Aldeia (RJ), além de exercícios internos de postos de combate e postos de abandono (quando a tripulação precisa abandonar o navio devido a uma situação de grande risco que não pode ser combatida) e de navegação astronômica.

O GT da Operação “ASPIRANTEX” envolve cerca de 1700 militares e é formado pelos seguintes meios: Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Sabóia” (G25); Fragatas “Niterói” (F40); “Liberal” (F43) e “Greenhalgh” (F46); Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” (G23); Corveta “Barroso” (V34); Corveta “Frontin” (V33); duas aeronaves AH-11A – “Super Lynx“; e uma aeronave UH-12/13 – “Esquilo“.

A Diretoria de Abastecimento da Marinha (DAbM), representada pelo Centro de Controle de Inventario da Marinha (CCIM), apoia a “ASPIRANTEX“ com um container, contendo diversos itens dos sobressalentes mais utilizados nas operações anteriores pelos meios da Esquadra, chamado de “Plano de Prontidão Permanente do Sistema de Abastecimento da Marinha”. No decorrer da Operação, haverá, ainda, em apoio aos exercícios, a participação do Submarino “Tamoio” (S31); Submarino “Timbira” (S32); Rebocador de Alto-Mar “Tritão” (R21), do Comando do 5º Distrito Naval; Navio Patrulha “Gurupá” (P46), do Comando do 1º Distrito Naval; uma aeronave P-95 e duas aeronaves A-1 da Força Aérea Brasileira.

Os navios da Esquadra participantes atracarão, no dia 19 de janeiro, nos seguintes portos:

- Cidade de Mar Del Plata na Argentina: Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Sabóia” (G25), Fragatas “Niterói” (F40) e “Greenhalgh”(F46);

- Cidade de Montevidéu no Uruguai: Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” (G23), Corveta “Barroso” (V34) e Submarino “Tamoio” (S31); e

- Rio Grande – RS: Fragata “Liberal” (F43) e Corveta “Frontin” (V33).

No dia 23 de janeiro a Força-Tarefa suspenderá, atracando no dia 27 de janeiro nos seguintes portos:

- Itajaí (SC): Navio de Desembarque de Carros de Combate “Almirante Sabóia” (G25), Fragata “Greenhalgh” (F46), Corveta “Barroso” (V34) e Submarino “Tamoio” (S31); e

- Paranaguá (PR): Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” (G23), Fragatas “Niterói” (F40) e “Liberal” (F43) e Corveta “Frontin” (V33).

Os navios permanecerão atracados até o dia 30 de janeiro, quando suspenderão com destino ao Rio de Janeiro, onde atracarão em 1º de fevereiro, encerrando a Operação.

FONTE: NOMAR

 

Hoje, dia 18-1-12, foi despachado o 3º lote da Revista Forças de Defesa número 3. O número de rastreio será enviado por e-mail aos compradores.

Os meios de comunicação estão hoje especulando que os planos do MOD de introduzir uma nova frota de jatos Joint Strike Fighter (JSF), capazes de operar nos futuros navios-aeródromo Queen Elizabeth, poderiam ser adiados.

Os planos da MOD permanecem no caminho certo para ter uma capacidade de ataque no novo navio-aeródromo em torno de 2020. Estamos recebendo nosso primeiro Joint Strike Fighter para fins de teste e avaliação este ano e estamos empenhados em adquirir a variante embarcada desses jatos.

O secretário de Defesa, recentemente reuniu-se com seu colega dos EUA para discutir uma série de questões, incluindo o Joint Strike Fighter e após a reunião estamos confiantes de que a revisão de Defesa dos EUA não terá impacto sobre os nossos planos para regenerar a aviação embarcada.

Foi assinado um acordo no qual os EUA e o Reino Unido trabalharão em estreita colaboração na formação conjunta e a integração dos nossos programas de navio-aeródromo.

FONTE: Ministério da Defesa do Reino Unido

NOTA DO PODER NAVAL: Observar nas imagens o Queen Elizabeth já configurado para CATOBAR (Catapault assisted take-off, Barrier assisted Recovery) e equipado com o F-35C, ao contrário da configuração anterior, que previa o emprego do F-35B STOVL. Clicar nas imagens para ampliar.

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O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, William Hague, começa nesta quarta-feira (18/1) uma visita ao Brasil com duração de dois dias. Segundo fontes no Brasil a visita marcará o começo do diálogo estratégico entre os dois países.

Hague se reunirá com seu homólogo Antonio Patriota e com ministro da Defesa Celso Amorim em Brasília. No Rio de Janeiro, o político britânico se encontrará com o governador Sérgio Cabral e com o comandante da Marinha do Brasil, almirante Júlio Soares Moura Neto.

Recentemente o Brasil anunciou a compra de três NaPaOc da BAE Systems. O contrato inclui, também, Licença de Fabricação, que permite a construção de outros navios da mesma classe no Brasil. Existe também a possibilidade da MB adquirir três fragatas Tipo 22 Batch 3 que deram baixa na Royal Navy.

FONTE: com informações do Mercopress.com

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MQ-47B

A US Navy está interessada em acelerar a entrada em serviço das suas aeronaves não tripuladas de combate (UCAS – Unmanned Combat Air System) para operar nos seus porta-aviões. Nos planos atuais a entrada em serviço deve ocorrer em seis anos. Os porta-aviões americanos tem que se aproximar até cerca de 800 km do alvo antes de lançar suas aeronaves. Inimigos em potencial tem caças ou mísseis com alcance maior que 800km e a solução poderá ser o X-47B UCAS com raio de ação de 2500km.

Em 2011, a US Navy estudou a redução na força de F-35B e F-35C para comprar mais X-47B e outras aeronaves similares. O UCAS deve custar metade do preço de um F-35. As missões seriam similares as que o Predator vem realizando para a USAF, e apreciado pela US Navy, mas com ênfase na capacidade de ataque. A US Navy quer uma aeronave com maior capacidade de bombas e mais rápida que os Predator e Reaper e com autonomia e alcance bem maior que os caças embarcados. A designação da aeronave deverá ser MQ-47B.

Fonte: Strategypage

 

A Marinha vietnamita contou com embarcações de construção russa no passado

 

A Marinha do Vietnã recebeu seu primeiro navio de guerra fabricado localmente, equipado com sistemas de artilharia e de mísseis, informou a imprensa local. A empresa de construção naval Hong Ha começou a construir o modelo em 2009 e testou o navio no ano passado.

O projeto teria sido comprado de uma empresa estrangeira. Um alto funcionário da marinha disse que o navio vai patrulhar as águas territoriais do país, em meio a crescentes tensões no Mar da China Meridional.
Existem tensões em curso entre Vietnã e China sobre disputas marítimas territoriais.

No ano passado, ocorreu um confronto entre um navio de pesquisa de de óleo e gás vietnamita e barcos de patrulha chinesa, o que provocou manifestações anti-China em Hanói.
O novo navio tem 54m de comprimento e tem um alcance operacional de mais de 2.000 milhas náuticas.

O Vietnã disse que pretende construir mais navios de guerra no futuro. No momento, a maioria dos seus navios vêm da Rússia e da antiga União Soviética.

FONTE: BBC

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