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vinheta-clipping-navalA Rússia está restabelecendo sua presença no Mediterrâneo. Hoje, o agrupamento misto de navios de combate e de apoio das esquadras dos mares Báltico, Norte e Negro no Mediterrâneo conta com quase 10 unidades.

No último ano, os navios da Esquadra do Mar Negro, estiveram 17 vezes em missão no Mediterrâneo. Estas navegações são importantes não apenas para elevar a imagem do país, mas também para defender interesses da Rússia.

Regresso da Bandeira de Santo André

Historicamente, o Mediterrâneo é uma zona de interesses vitais da Rússia. Navios com a bandeira de Santo André passaram a navegar nestas águas ainda nos tempos de Catarina II e, desde aquela época, a presença militar russa no Mediterrâneo tem sido um fator importante da política mundial. A presença neste mar era era periodicamente suspensa devido a situações críticas na própria Rússia, quando perturbações internas ou derrotas militares obrigavam a Marinha de Guerra russa a abandonar aquela região. Hoje, as potencialidades crescentes da economia do país em comparação com primeiros anos pós-soviéticos e a consciencialização da necessidade de aplicar uma política externa ativa permitiram colocar a tarefa do regresso de navios russos ao Mediterrâneo.

Esta presença é reduzida com frequência à “demostração da bandeira”, o que não é justo, porque é muito mais ampla mesmo agora, nas condições bastante limitadas da Marinha russa. Entre as missões efetuadas por navios russos no Mediterrâneo podemos destacar algumas tarefas principais.

Primeiro, são missões de treino – na primeira década do período pós-soviético, as Forças Armadas e a Marinha perderam consideravelmente uma série de competências muito importantes, inclusive a organização de unidades de navios em zonas distantes marítimas e oceânicas. A permanência de muitos anos da Marinha perto de zonas costeiras do país não influiu favoravelmente na preparação de tripulações, assim como do comando de grandes unidades e de esquadras, que perdeu competências de comando de forças subordinadas.

Frequentes navegações marítimas permitem melhorar bastante a preparação de tripulações e de estruturas de comando de todos os níveis. Este é sem dúvida um fator favorável: um combate marítimo numa guerra real pode durar menos de uma hora, mas são necessárias dezenas de anos para preparar este curto espaço de tempo.

O fator político não é menos importante. Estando presente no Mediterrâneo, a Rússia concede apoio prático às autoridades legítimas da Síria, que efetuam ações militares contra terroristas. Entradas regulares de navios russos em portos sírios excluem praticamente uma agressão externa contra aquele país, o que, em combinação com outros fatores, garante ao governo de Bashar Assad a possibilidade de continuar a lutar contra os extremistas, apoiados do estrangeiro.

À espera de renovação

Nos próximos cinco anos, o agrupamento russo na região pode crescer quantitativamente e qualitativamente. Já em 2014, a Esquadra do Mar Negro receberá os primeiros navios e submarinos de nova geração e, para 2017-2018, poderá formar unidades compostos principalmente por novos vasos de guerra.

Mas, para garantir a eficiência destas unidades, é necessário em primeiro lugar uma preparação sistemática e qualitativa tanto de navios, como de todas as estruturas costeiras, impensável sem missões marítimas regulares. Esta tarefa passa para primeiro plano – os marinheiros que hoje se treinam a bordo de vasos antiquados de construção soviética poderão amanhã sentir-se com segurança em fragatas, corvetas e submarinos de última geração.

O treinamento da interação entre esquadras é mais uma tarefa importante. A Esquadra do Mar Negro encontra-se numa situação única, cooperando em sua zona operacional (que inclui o Mediterrâneo e uma parte do Atlântico e do Índico) com as restantes esquadras da Rússia: dos Mares Báltico, Norte e do Pacífico. A Esquadra do Mar Cáspio efetua testes e reparações no Mar Negro, ligado ao Cáspio por canais fluviais internos. A crescente atividade política e militar na Ásia torna a Esquadra do Mar Negro, em conjunto com a Esquadra do Pacífico, um dos mais importantes instrumentos políticos da direção russa. Sua importância continuará crescendo.

FONTE: Voz da Rússia

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A crise na Península Coreana instiga a corrida armamentista no Nordeste da Ásia. Por conta das ameaças da coreia do Norte, o Japão adiantou em dois anos a instalação de sistemas anti-mísseis Patriot PAC-3 nas bases de Naha e Chinen, ambas na ilha de Okinawa, no sul do arquipélago.

Enquanto isso, estão sendo reforçados outros componentes das Forças de Autodefesa japonesas. Pela primeira vez nos últimos dez anos foi drasticamente aumentado o orçamento militar do país. Além disso, o governo pretende reconsiderar a Constituição “pacifista”, que impõe restrições de desdobramentos no exterior.

A Coreia do Sul planeja a ainstalação de sistemas de defesa antimísseis ainda em julho. O projeto foi iniciado ainda em 2006, quando Seul se recusou a juntar ao sistema de defesa antimísseis global promovido pelos EUA. técnicos. A Coreia do Sul também está desenvolvendo em ritmo acelerado sistemas de mísseis balísticos com alcance de até 800 quilômetros. A iniciativa causou mal-estar com a China, que estaria estaria no raio de alcance desses mísseis. Por fim, nos próximos dois anos, Seul se propõe a amramr seus contratorpedeiros com mísseis de cruzeiro superfície-terra com alcance de 500 a 1.000 quilômetros. Atualmente, os navios já operam o sistema de controle e comando Aegis.

Essas iniciativas, somadas à inquietude da China ante o reforço do sistema de defesa antimísseis norte-americano no Pacífico, podem empurrar Pequim a incrementar o potencial de retaliação. Essa é a opinião do diretor do Centro de Pesquisas Sociais e Políticas, Vladimir Evseyev:

“Qualquer reforço do sistema de defesa antimísseis dos EUA com vista a prevenir ataques de mísseis norte-coreanos será neutralizado por parte da China. Existe uma ameaça muito séria de o Nordeste da Ásia deslizar para uma corrida de mísseis nucleares.”

Hoje em dia, a China conta com 50 a 75 vetores ativos – mísseis e aviões – de armas estratégicas. Vários analistas norte-americanos consideram que o país pretende aumentar esse arsenal em até 500 vetores – uma parte deles a ser estacionada em submarinos.

De acordo com o chefe do Centro da Segurança Internacional do Instituto da Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia das Ciências da Rússia, Alexei Arbatov: “a China de preocupa com o sistema de defesa antimísseis que os EUA estão implementando na região de Ásia-Pacífico. Inicialmente. Ogivas múltiplas, geração de alvos falsos e interferências foram algumas das medidas adotadas para contratacar esse sistema. Em seguida, o país investiu na criação de seu próprio sistema de defesa antimísseis”. Atualmente, cerca de 90 por cento do sistema de defesa antimísseis dos EUA, tanto global como regional, encontra-se na região de Ásia-Pacífico. “O argumento oficial é de que se trata de uma medida contra a Coreia do Norte. Mas na realidade, parece que visa também a China”, completa Arbatov.

Analistas apontam que atualmente as forças chinesas administram o problema de detecção de mísseis balísticos no momento de lançamento. No entanto, Pequim procura remediar este atraso com a ajuda do programa espacial. Para este ano, estão previstos 20 lançamentos de aparelhos espaciais – cerca de 75% deles voltados a missões militares. Em particular, deverão ajudar a detectar lançamentos de míssies através da combustão dos propelentes.

FONTE: Voz da Rússia (adaptação do Poder Naval a partir de original em português)

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Apagão nos portos

Paulo Guedes

vinheta-clipping-navalNo exato momento em que celebrávamos nossa supersafra de grãos, a China cancelou encomendas bilionárias de nossas exportações de soja. O apagão logístico no Porto de Santos, com filas de caminhões que chegaram a atingir 25 quilômetros, é o outro lado dessa moeda. O Brasil tem vantagem comparativa na produção agrícola, mas nossas empresas perdem sua vantagem competitiva nos mercados globais por falta de infraestrutura física e logística.

O problema ocorre em várias dimensões. Os governos militares investiram muito na infraestrutura física, mas se descuidaram dos gastos sociais. A democracia emergente puxou então os gastos públicos para as áreas de saúde, educação, saneamento. Os programas de transferência de renda em busca de inclusão social entraram nos orçamentos públicos. Mas, apesar de esticarmos esse cobertor orçamentário há quase três décadas, com os gastos públicos chegando a 40% do PIB, fomos agora parar no outro extremo: os investimentos em infraestrutura física praticamente desapareceram do orçamento federal.

Um programa de aceleração do crescimento, disparando investimentos por meio de parcerias público-privadas, exige mais do que financiamento farto e empreiteiros campeões. Despertar o espírito animal dos empreendedores requer, acima de tudo, um macroambiente favorável e regulamentações setoriais desenhadas com alta inteligência de negócios. Menos favoritismos e conexões políticas e melhores perspectivas de eficiência e lucratividade.

Observamos, a propósito, o choque entre essa busca de eficiência e o antigo regime de concessões nos atuais conflitos em torno da Medida Provisória 595, a MP dos Portos. Lideranças políticas de expressão nacional, grupos de interesses privados e sindicatos de trabalhadores portuários defendem um status quo que derrubou a competitividade da economia brasileira e acelerou sua desindustrialização. Em vez de defender a modernização portuária e a redução de custos nas antigas concessões, um ganha-ganha inteiramente possível, aliam-se em torno de uma regulamentação inadequada, tentando impor as mesmas práticas obsoletas e custos absurdos aos novos investimentos. Impedem a modernização do setor. Invertendo a advertência de Talleyrand a Napoleão, pior que um erro, é um crime contra o Brasil.

FONTE: o Globo via Resenha do Exército

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Por Sydney J. Freedberg Jr.

A Marinha dos Estados Unidos já começou a restringir os gastos para se adequar ao orçamento pós-sequestro, mas os efeitos a longo prazo do corte que vigora desde 1 de março repercutirão na Força ao longo dos próximos anos. Enquanto o Exército “levou a pior”, segundo as estimativas do próprio Pentágono, os impactos mais delicados são na Marinha, que viu prejudicado seu minucioso cronograma de manutenção de navios. A frota já foi obrigada a reduzir pela metade a presença de navios-aeródromos no Golfo, mas o atraso e cancelamento dos reparos significarão menos embarcações em serviço nos próximos anos.

Navios de guerra requerem manutenção cuidadosa para que estejam sempre de prontidão, especialmente os porta-aviões nucleares. Além dos reparos comuns a todos os tipos de embarcação, os navios-aeródromos da classe Nimitiz demandam reabastecimento e uma reforma geral dos reatores nucleares ao longo dos seus 50 anos de vida útil. Essa operação chamada de Refueling and Complex Overhaul (RCOH) só é feita por um estaleiro em todo o território americano – o Newport News, da Huntignton Ignalls, no estado da Virginia. Sendo assim, os reparos de um navio devem começar assim que se encerram os do anterior. Porém, no mês passado a Marinha atrasou indefinidamente a manutenção do USS Abraham Lincoln por falta de verbas – o que, por sua vez, atrasará a manutenção do USS George Washington, e dos próximos navios-aeródromos na fila de espera.

A imagem no começo do post (clique para ver em tamanho real) mostra claramente a complexidade da operação de RCOH, e como a sequência regrada de reforma dos porta-aviões foi comprometida pelos cortes previstos no sequestro.

Há um aspecto de propaganda, é claro. O infográfico foi criado como parte de uma campanha da Aircraft Carrier Industrial Base Coalition (ACIBC), composta por cerca de 400 empresas seriamente interessadas em manter o ritmo de trabalho e o fluxo de caixa. A ACIBC escreveu aos líderes do Congresso em fevereiro passado, pedindo que as verbas para manutenção dos navios-aeródromos não entrassem nos cortes orçamentários, e realizou ontem um “ato público” no bairro presidencial de Washington.

Grupos corporativos como a AICBC são propensos inflarem estimativas, especialmente quanto aos postos de trabalho perdidos nos projetos de que fazem parte, mas não é o caso. Trata-se de uma coalisão de lobistas, é verdade, mas nesse gráfico eles se atêm aos fatos – e os fatos já são perturbadores o bastante.

FONTE: AOL Defence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Em análise feita pelo pesquisador da King’s College de Londres, Alexander Clarke, sobre a situação atual da Marinha Real britânica, o cientista aponta que “os cortes ao longos dos últimos 20 anos prejuducaram seriamente a capacidade de desdobramento da frota, mesmo aqueles que o Governo ainda se compromete a realizar”. Clarke explica que as 19 fragatas e contratorpedeiros atualmente em serviço na Marinha Real não são o suficiente para enviar contingentes às Malvinas, ao Golfo e manter a rotina de escoltas do Reaction Group.

De acordo com o pesquisador, para cada navio de guerra enviado a outra localidade, são necessários pelo menos mais dois, pois um estará retornando do desdobramento, e outro estará em reparos ou treinamento. Como resultado da escassez de navios, o Reino Unido corre o risco de precisar de auxílio da França e dos Estados Unidos para suprir suas demandas de defesa aeronaval, por exemplo na forma de escoltas aéreas.

A análise foi feita por Clarke a pedido do general Julian Thompson, ex-comandante da 3a Brigada de Commandos das Malvinas. O pesquisador da King’s College afirma: “Estamos em falta de submarinos, e também defesa aérea até que tenhamos os novos porta-aviões e os caças F-35”.

O aviso de Clarke é reforçado pelo capitão-de-mar-e-guerra da reserva, John Muxworthy, membro da UK National Defence Association. Muxworthy diz que, durante a Guerra das Malvinas, em 1982, a Marinha Real teve à sua disposição cerca de 60 fragatas e contratorpedeiros. “Agora temos 19 [fragatas e contratorpedeiros]. Você tem que usar a ‘lógica dos três’ em se tratando de navios – um em combate, um em treinamento e um em manutenção”, explica. “Divida 19 por tês e veja quantos navios estão disponíveis para operar. As pessoas darão risada se alegarmos que temos o suficiente. A Marinha Real foi depauperada. Não é mais uma frota, é uma flotilha”, lamenta.

O oficial também alerta: “o Reino Unido está se desarmando enquanto países ao redor do mundo estão se rearmando. O resultado será a perda de vidas, de capacidade operacional. Seremos apenas uma sombra do que éramos antes. Ainda assim, somos uma nação insular. Cerca de 90% de tudo que chega ou parte daqui é através do mar”.

Porém, segundo um porta-voz do Ministério da Defesa britânico, a Marinha Real ainda é forte. Segundo o representante do MoD, “decisões duras foram tomadas durante a Strategic Defence and Security Review de 2010 para que nos adaptássemos à redução do orçamento. No entanto, a Marinha Real continua sendo moderna, poderosa e capaz de enviar forças-tarefa para defender os interesses nacionais ao redor do mundo”. O porta-voz também afirma que “até 2020, a Marinha será equipada com contratorpedeiros tipo 45, o novo navio de combate global tipo 26, sete submarinos da classe Astute, e navios-aeródromos que deverão operar com as aeronaves do programa conjunto de desenvolvimento de caças”.

FONTE: express.co.uk via Naval Open Source Intelligence (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Segundo pesquisa divulgada hoje, os investimentos da China na área de defesa devem se igualar aos dos Estados Unidos ainda na próxima década.

As despesas militares chinesas aumentaram, em média, 15% ao ano, segundo análise do International Institute of Strategic Studies (IISS), baseado em Londres. Essa taxa de crescimento, somada a investimentos ainda a serem integrados ao orçamento do Exército de Libertação Popular, farão com que os gastos do país em defesa se equiparem aos dos EUA por volta de 2023.

“A capacidade da China para produzir equipamentos avançados com tecnologia nacional está aos poucos transformando o ELP”, declarou a repórteres o diretor do IISS, general John Chipman. “Atualmente, o país investe mais em defesa do que seus vizinhos Japão, Coreia do Sul e Taiwan juntos”.

A Marinha do ELP comissionou seu primeiro navio-aeródromo em setembro do ano passado, e, segundo o general Chipman, os novos contradotpedeiros  tipo 052D e fragatas tipo 56, aeronaves de patrulha marítima e sistemas de mísseis também sinalizam a ascenção naval da China.

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FONTE: Bloomberg.com (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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O Vietnã continuará a importar armas russas, incluindo colaboração na criação de uma força de submarinos. Tudo indica que a Rússia será o segundo maior exportador de armas epelo menos pels próximos dez anos, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Enquanto isso, a Moscou e Hanoi pretendem ajustar as condições de entrada de navios militares russos nos portos vietnamitas, informou o ministro da Defesa, Serguei Shoigu. Enquanto isso, a empresa russa Admiralteiskiye Verfi (Estaleiros do Almirantado) disponibilizará este ano ao Vietnã dois dos seis submarinos do projeto 636 Varshavyanka.

O fornecimento de armas para a Marinha de Guerra vietnamita constitui uma nova vertente da parceria militar bilateral que, não se limitará à aquisição pelo Vietnã de um lote de seis submarinos, disse à Voz da Rússia Igor Korotchenko, redator-chefe da revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional): “o Vietnã comprará ainda navios de guerra polivalentes de classe Gepard. Sob a licença russa construirá lanchas de mísseis potentes. A isso se pode somar a criação de uma empresa mista destinada à produção de mísseis para o complexo Uran.”

Tudo isso, frisou o perito, coloca o Vietnã no terceiro lugar pelo volume de importações de armas russas. A primeira posição é ocupada pela Índia e o segundo lugar – pela Venezuela e o terceiro continua pertencendo à China.

Na Feira Internacional de Armas IDEX 2013 em Abu Dhabi foi divulgado um relatório pericial contendo previsões que apontam o progressivo aumento das exportações de armamentos russos, superarando os indicadores registrados em 2012. A alta é estimada em 15 bilhões de dólares.

Nas palavras de Korotchenko, na pauta exportadora russa, o primeiro lugar pertence ao avião caça Su-30, apesar da liderança norte-americana na venda desse tipo de aeronave, assinalou Igor Korotchenko: “o Su-30 é capaz de fazer concorrência real a outros aparelhos. Tem uma versão especial para a Índia (Su-30MKI) e modificações para outros países importadores. Também são exportados aviões de marca MiG, incluindo uma modificação MiG-29KOB destinada à Índia. Outras versões do MiG-29 são adquiridas por países de ambições menores, cujo pequeno território não permite o uso de caça de longo alcance.”

Além dos aviões há também os complexos de defesa antiaérea. Os clientes estrangeiros preferem armas e os equipamentos russos convencionais, em particular os carros blindados. A Índia, por exemplo, sob a licença russa, acabou por montar mais de 300 tanques e há previsão de mais exemplares. Por outro lado, não se pode ignorar os problemas. A Rússia, pelo visto, perdeu o mercado líbio, disputado hoje por empresas britânicas, italianas e francesas. Após a morte de Hugo Chávez, está em causa uma série de contratos militares acerca da importação de helicópteros, carros de combate, lança-granadas russos, etc.

Porém, o mercado de armas se mantém flexível devido à mudança de governos e das prioridades da política externa. Ninguém esperava que, após a presença militar dos EUA e seus aliados no Iraque, o país concluísse com a Rússia um acordo de fornecimento de armas. Há dias, o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari, confirmou que a aquisição de helicópteros e sistemas de artilharia antiaérea poder acontecer até junho desse ano.

Segundo previsões do Centro de Análise do Comércio Mundial de Armas, a Rússia poderá manter nos próximos oito anos a segunda posição no volume sumário de exportação de armas, com uma margem considerável em relação a países como França, à Grã-Bretanha e China.

FONTE: Voz da Rússia (adaptação do Poder Naval a partir de original em português)

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Segundo dados da Frost and Sullivan, empresa britânica de pesquisa e análise econômica, o mercado para submarinos convencionais diesel-elétricos deve aumentar em cerca de 1,8% até 2022. Os modelos com propulsão independente do ar (AIP) devem ter a maior demanda.

Para o analista de segurança, defesa e indústria aeroespacial da Frost and Sullivan, Dominik Kimla, “o ambiente das operações navais mudou significativamente. As operações passaram da ‘água azul’ do mar aberto para a ‘água rasa’ das regiões litorâneas”, explica. “A importância de submarinos convencionais menores e mais silenciosos, em vez de grandes modelos nucleares, aumentou bastante”.

A região da Ásia -Pacífico e a Europa parecem ser as principais áreas de aquisição de submarinos convencionais, segundoa empresa. A previsão é de que o mercado asiático para esse tipo de embarcação creça 2,1% e venha a totalizar 47,2% da demanda global. Já a Europa responde por 22,4% da fatia de mercado, e espera-se um aumento de 1,5%. Páises como Alemanha, Espanha, Itália e Turquia possuem projetos “relevantes” de desenvolvimento de submarinos convencionais. “As forças navais cada vez mais estão se voltando para os SSK por conta do caráter polivalente e do potencial semi-estratégico dessas embarcações”, aponta Kimla. “Sendo assim, os submarinos convencionais representam grandes oportunidades tanto para a venda de novos navios como para a inclusão do sistema AIP em modelos já existentes”.

FONTE: UPI.com (tradução e adaptação do Poder Naval a partir de original em inglês)

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Oceanos também têm ‘buracos negros’

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Buraco negro foi o nome que os especialistas da OTAN deram aos submarinos diesel-elétricos russos do projeto 636, classe Kilo, devido ao pouco ruído, que dificulta ao máximo a sua detecção. “São navios bons, com um bom armamento de torpedos, minas e mísseis. Eles estão equipados com o sistema de mísseis supersônicos antinavio Klub, que provou ser excelente nos submarinos que a Rússia forneceu à Marinha de Guerra da Índia”, descreve o perito militar Viktor Litovkin, editor-chefe da publicação russa Nezavissimoie Voennoe Obozrenie(Revista Militar Independente)

Os submarinos Kilo são uma modernização da classe Varshavianka, que a Rússia começou a fabricar para exportação já faz 30 anos. Eles mantêm as características principais e a arquitetura do Varshavianka, mas seu recheio, equipamento radioeletrônico, meios de suporte de vida são totalmente modernos. Esses navios podem se deslocar em submersão à velocidade de 37 km por hora, submergir até 300 metros de profundidade e ter uma autonomia de navegação de 45 dias.

Dois desses submarinos serão enviados para o Vietnã ainda este ano. Eles foram construídos em São Petersburgo e já foram lançados. No momento estão em fase de provas de mar e testes de submersão, no mar Báltico. No total, de acordo com contrato entre Rússia e Vietnã, Hanoi receberá seis submarinos da classe Kilo. A execução do total desse contrato, no valor de dois bilhões de dólares, está planejada para 2016. “É difícil sobrevalorizar a importância que esses submarinos têm para o Vietnã. Com eles, o país poderá defender com maior eficácia as suas águas territoriais, a sua zona econômica, as suas ilhas e plataformas petrolíferas. As frotas de superfície e submarina devem atuar em complementaridade. Os navios de superfície também devem estar protegidos abaixo do nível do mar. O inverso também é verdadeiro, a saída dos submarinos para o mar, especialmente perto das suas costas, deve ter sempre a cobertura de navios de superfície.”, acrescenta Viktor Litovkin.

O Vietnã é um parceiro tradicional da Rússia na cooperação técnico-militar. A cota da Rússia como fornecedor de armamento ao país atingiu 90% nos últimos dez anos. Neste momento, as empresas de armamento russas estão cheias de encomendas estrangeiras, mas em primeiro lugar estão os fornecimentos ao Exército e à Marinha da Rússia. Só depois se pode satisfazer as encomendas estrangeiras. O contrato dos submarinos para o Vietnã é uma exceção em que a encomenda estrangeira é executada em primeiro lugar.

FONTE: Voz da Rússia (edição e adaptação do Poder Naval)

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vinheta-clipping-navalO Brasil é o único membro dos Brics que jamais construiu um artefato nuclear. Essa escolha tem mais consequências para a trajetória internacional do país do que geralmente se reconhece.

Antes mesmo de a primeira bomba atômica cair sobre o Japão, o Brasil estava atrelado a uma economia política na qual o urânio virou commodity global. Estava também vinculado a redes transnacionais de tecnologia nuclear que moldaram a evolução da ciência no país.

No processo, o Brasil recebeu apoio de governos e empresas da Europa e dos Estados Unidos.

Quando o regime militar fez do átomo um elemento importante de seu projeto modernizador, sabia contar com anuência internacional para ir adiante, mesmo que o programa nuclear contribuísse para uma cultura de segredo e arbítrio.

Tudo mudou em 1974, quando a Índia detonou sua bomba e o mundo reagiu criando regras muito mais intrusivas de não proliferação.

Assim como ocorrera no passado escravocrata, o Brasil nuclear virou pária internacional, amargando sanções e pressão externa.

Na defensiva, o regime em Brasília fincou o pé, levando parte do programa para a clandestinidade.

Documentos agora disponíveis para a pesquisa mostram o trabalho brasileiro para obter peças e conhecimento, urânio enriquecido e recursos para custear a empreitada, numa narrativa de iniciativas diplomáticas que vai da Europa à Ásia, passando pelo Oriente Médio.

A política nuclear da época, marcada pela opacidade, teve resultados mistos.

Por um lado, a burocracia e a competição por recursos escassos entre diversos órgãos geraram enorme desperdício e incompetência, além de contribuir para horríveis acidentes com materiais radioativos. Por outro lado, contudo, as ilhas de excelência no seio do programa conseguiram enriquecer urânio com um mix de tecnologias integradas por cientistas e técnicos brasileiros.

Também houve um desenvolvimento inesperado: em sua resistência conjunta diante do regime global de não proliferação, Brasil e Argentina criaram um sistema capaz de gerenciar desconfianças mútuas.

Não surpreende, portanto, que a adesão brasileira às regras internacionais de não proliferação na década de 1990 gerasse divisões.

Para uns, foi capitulação; para outros, bom senso.

Esse embate não acabou.

Há um novo reator ficando pronto em Angra, uma indústria incipiente de enriquecimento de urânio em Resende e contratos polpudos que poderão levar um dia a um submarino de propulsão nuclear.

Isso ocorre em um contexto no qual as regras globais de não proliferação são reescritas a cada dia.

A princípio, o Brasil deveria estar tranquilo. Sua mensagem simples é que o mundo não se divide apenas entre os que possuem armas atômicas e os que não as tem. Divide-se também entre os que poderiam tê-las, mas escolheram outra coisa.

Contudo, nem sempre esse comportamento é premiado. Nem sempre essa mensagem é entendida.

A animada história do relacionamento brasileiro com a ordem nuclear global ainda está em seus capítulos iniciais.

FONTE: Folha de S. Paulo via Resenha do Exército

C-2 contra o V-22

O Northrop-Grumman C-2A Greyhound modernizado poderá competir com o Bell Boeing V-22 Osprey para ser a nova aeronave da US Navy para realizar missões de Carrier Onboard Delivery (COD. Atualmente, a US Navy opera 35 C-2A que já tiveram a vida útil aumentada de 10 para 15 mil horas, mas precisam ser substituídos, ou remanufaturados, até 2025.

A missão COD é usada para substituir peças no estoque do porta-aviões e não reabastecer os navios. Os navios tem estoque de peças de reposição para 30 a 45 dias, mas o planejamento do estoque não é muito previsível. Então usam o FedEX e UPS para enviar peças para bases em terra ou usam os C-2 para levar para os porta-aviões, não sendo uma missão equivalente a logística de combate.

O C-2 tem alcance de 1.300 milhas, leva 5400 kg carga ou 26 passageiros. O V-22 tem desempenho similar em termos de carga, alcance e velocidade de cruzeiro e poderá receber combustível extra na forma de tanques extra ou conformais.

O conceito de operação das duas aeronaves também será diferente. O C-2 é usado para levar peças e suprimentos críticos de bases logísticas em terra direto para os porta-aviões. Depois de entregues, as peças são enviadas para outros navios com VOD (Vertical Onboard Delivery). Com o V-22, será possível entregar as peças direto em outros navios menores e não só para o porta-aviões, fazendo também VOD.

O C-2 voa apenas de dia e não fica embarcado no porta-aviões, mas o V-22 pode voar de dia ou a noite e pode realizar outras missões como reabastecimento em voo e busca e salvamento de combate (CSAR).

O C-2 é pressurizado e o V-22 não, podendo voar acima do mau tempo. O V-22 tem vantagem de não precisar realizar pouso enganchado ou decolagem com catapulta. Sem catapulta não terá limitações para evacuação aeromédica. Sem a necessidade de realizar pouso enganchado, o V-22 poderá levar, por exemplo, o motor do F-35, que não cabe em nenhum dos dois se instalado no container atual. No V-22 o container não precisa ser muito robusto. O módulo também pode ser levado externamente, mas com risco de ser alijado.

Modernizar o Greyhound permite operar uma frota conjunta de C-2A e E-2D Hawkeye com diminuição dos custos. Foi estimado uma diminuição em 25% no custo de hora de voo com uma frota padronizada. O V-22 também permite padronização de frota pois a US Navy pretende comprar 48 V-22 para CSAR. Junto com o USMC terá uma frota de mais de 400 Osprey.

 

Por Andrêi Kisliakov, especial para Gazeta Russa

Com a demissão de Anatóli Serdiukov do cargo de ministro da Defesa, observadores não descartam que o componente naval das Forças Armadas russas, cujo desenvolvimento tem sido impedido ultimamente pelas contradições entre os militares e os executivos da indústria bélica de um lado e o ministro da Defesa, do outro, seja colocado em harmonia com os planos da liderança política e militar do país.

Em uma reunião com adidos militares em Moscou poucos dias antes da demissão de Serdiukov, o comandante da Marinha, Víktor Chirkov, falou sobre os desafios enfrentados pela força naval do país.

Segundo Chirkov, em 2030, a Marinha deve ser capaz de defender firmemente os interesses nacionais da Rússia em qualquer região do oceano e atender aos  desafios das disputas estratégicas nucleares e convencionais.

Nos últimos três anos, o papel do Estado Maior da Armada no esquema de gerenciamento das Forças Armadas e da Marinha foi substancialmente revisto, salientou Chirkov.

Para o comandante, a nova configuração das Forças Armadas prevê a criação de comandos militares de área, ou seja, grupamentos de tropas de diferentes ramos sob um único comando regional.

“O Ministério da Defesa continua seus esforços para otimizar as estruturas de gerenciamento das Forças Armadas”, disse Chirkov.

Porta-aviões

Várias conclusões podem ser tiradas dessas declarações. Uma delas é a de que, hoje, só os grupos-tarefa de porta-aviões são capazes de atender com êxito aos desafios estratégicos em um teatro de operações militares.

Atualmente, uma simples aparição de um navio com soldados e aviões a bordo nas águas costeiras de uma região conflagrada pode ser suficiente para pacificar um potencial agressor. A possibilidade do pronto emprego de forças-tarefa de navios-aeródromos é um instrumento de influência política da Rússia nos tempos de paz.

De acordo com os planos de construção de porta-aviões anunciados no ano passado pelo Estado Maior da Armada, o primeiro navio desse tipo pode ser lançado na água já no final de novembro.

Em um encontro com jornalistas em meados de 2011, o executivo da corporação de construção naval, Roman Trotsenko, disse que o desenvolvimento do projeto de um novo porta-aviões atômico começaria em 2016 e sua construção, em 2018. Em 2023, o grupo-tarefa composto pelo novo navio-aeródromo e alguns  contratorpedeiros de escolta deveria ser entregue à Marinha.

O Ministério da Defesa, no entanto, rejeitou todas e quaisquer hipóteses de construção de embarcações desse tipo.

“Estamos realizando trabalhos de análise e pesquisa sobre o assunto. Enquanto não tivermos resultados claros, a possibilidade de construção de porta-aviões não vai nem sequer se examinada”, disse, na época, o ministro Serdiukov.

Uma posição estranha e contrária à realidade. Recentemente, a Rússia vendeu dois navos aeródromos. Um deles, o Admiral Gorchkov, à Índia, e o outro, o Variag, à China. Ambos os navios haviam sido construídos com seis anos de intervalo na cidade de Nikolaev, na Ucrânia, com o projeto 1143, e submetidos posteriormente a modernização. O Admiral Gorchkov foi modernizado pela empresa russa Sevmach e o Varaig, pela empresa chinesa Dalian Shipyard .

Sem previsão

Segundo o engenheiro naval Valeri Bábich, que vive atualmente na Ucrânia, após a modernização do Admiral Gorchkov, a experiência de construção de navios-aeródromos não terá demanda na Rússia até, ao menos, 2020.

“O programa federal de armamentos previsto para os próximos oito anos não faz nenhuma referência aos porta-aviões”, disse o engenheiro.

O presidente da comissão de defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), almirante Vladímir Komoedov, ex-comandante da Esquadra do Mar Negro, acredita que a experiência de construção de porta-aviões acumulada na URSS pode ser perdida até 2020.

“Não temos nenhum porta-aviões em construção. Limitamo-nos a fazer declarações vazias e a marcar novas datas. Em 2030, na empresa Sevmach, não restará nenhum dos trabalhadores que participaram no programa de modernização do Vikramaditya (nome dado ao Admiral Gorchkov na Índia)”, disse o deputado.

Já o porta-voz da corporação de construção naval, Aleksêi Krávchenko, acredita que os trabalhos de modernização realizados no Vikramaditya mostram que a Rússia mantém sua escola de engenharia naval e seu  potencial tecnológico para a construção de navios-aeródromos. O que lhe falta é a respectiva decisão política, disse Krávchenko.

“O ministério da Defesa não disse, até agora, para quando precisa de porta-aviões, quantos navios devem ser construídos nem qual deve ser seu preço”, completou.

FONTE: Gazeta Russa

FOTO: Wikimedia Commons

 

Rússia envia tropas ao Ártico

O Ártico é uma região de crescente atenção internacional devido às tentativas de alguns países de estender sua plataforma continental, das oportunidades de trânsito nas rotas marítimas do Norte e do Sul e pelas perspectivas muito promissoras da exploração de seus recursos naturais.

Durante os exercícios de postos de comando recentemente iniciados na Região Militar Ocidental, a Esquadra do Norte da Marinha russa desembarcou, pela primeira vez na história, tropas na ilha de Kotelni.

“Durante a operação de desembarque, foram identificadas novas áreas de navegação e possibilidades de desembarque de tropas em diferentes locais da costa ártica. Foi feito um reconhecimento do terreno no arquipélago de Novosibirsk e verificada a possibilidade de usar equipamentos militares e armas no Ártico”, disse o porta-voz da Esquadra do Norte da Região Militar Ocidental, capitão-de-mar-e-guerra V. Serga.

Foi dada atenção especial à segurança de bens civis no Ártico, como estações científicas, instalações de perfuração e unidades de energia.

Para tanto, nas áreas adjacentes à Rota do Mar do Norte, foram colocados o contratorpedeiro Vice-Almirante Kulakov e o cruzador porta-mísseis nuclear Pedro, o Grande.

Os exercícios de postos de comando envolvem mais de 7.000 homens e 150 blindados. Algumas operações serão treinadas nos campos de provas no mar de Barents, nas áreas adjacentes à Rota do Mar do Norte, nos campos de provas do distrito de Pechenega, da Região de Murmansk, e nas penínsulas de Sredni e Ribachi.

Sobre a Rota do Mar do Norte

A Rota do Mar do Norte é o trajeto mais curto entre a zona europeia da Rússia e o Extremo Oriente. As vias alternativas passam pelos canais de Suez ou do Panamá.

A distância percorrida por navios entre o porto de Murmansk, na Rússia, e o porto de Yokohama, no Japão, através do canal de Suez, é de 12.840 milhas náuticas. Pela Rota do Mar do Norte, o percurso cai para 5.770 milhas náuticas.

O gelo é o principal obstáculo à navegação por esta rota. Mas equipamentos quebra-gelos modernos atualmente possibilitam a navegação durante todos os meses do ano.

Outros países

A Rússia não foi o primeiro país a anunciar a intenção de criar bases militares no Ártico. No início de 2012, o Canadá anunciou a intenção de construir uma base militar na ilha ártica de Cornwallis.

A Dinamarca também tem planos de reforçar sua presença militar no oceano Ártico. Em 2009, o país anunciou a criação de um comando militar especial do Ártico e de uma força de pronto emprego.

No ano seguinte, a Noruega transferiu seu comando militar para além do Círculo Polar Ártico, enquanto os EUA e o Canadá começaram a realizar regularmente exercícios militares na região.

A intensificação das atividades militares pode ser explicada pelo aumento da competição internacional pela influência nessa região, provocada inclusive pelas mudanças climáticas observadas nessas latitudes. As reservas de hidrocarbonetos das jazidas árticas são estimadas em 25% de todas as reservas mundiais não prospectadas.

Interesses econômicos e geopolíticos de diferentes  países se cruzam na região. O vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos da Rússia, Konstantin Sivkov, afirma que “numa altura em que o centro do desenvolvimento econômico está se deslocando da Europa à Ásia do Pacífico, a importância da Rota do Mar do Norte está aumentando.”

Trajeto curto

O Ártico é o trajeto mais curto não só para navios, mas também para aviões estratégicos e mísseis balísticos intercontinentais, adianta Sivkov.

“A possibilidade de instalar sistemas de defesa antimíssil poderosos e submarinos nucleares equipados com mísseis balísticos intercontinentais nessa região terá grande importância para todos os atores globais. Tenho informações de que submarinos norte-americanos se revezam no patrulhamento no Ártico, em  particular no mar de Barents, desde os anos 1990″, salienta o cientista.

Obviamente, a principal missão de defesa das instalações árticas russas cabe à Marinha. O programa federal de desenvolvimento de armamentos até 2020 prevê, entre outras coisas, a construção de novos navios para a Esquadra do Norte.

“Precisamos de navios que sejam capazes de executar missões no Ártico durante longo tempo. Eles devem possuir uma unidade de propulsão nuclear e um casco resistente ao gelo. Também precisamos de navios da zona costeira, especialmente no mar de Barents e, no futuro, no mar de Kara, para executar missões de segurança das atividades econômicas marítimas”, disse o contra-almirante Vasílii Liachók, chefe-adjunto do Estado Maior da Marinha.

Segundo a imprensa local, até 2013 a Rússia irá estacionar um grupo de aviões de caça interceptores de longo alcance no arquipélago de Terra Nova, no oceano Ártico, para defender seu território contra uma possível agressão a partir do Norte.

Também estão sendo intensificadas as atividades para o reforço da infraestruturas na fronteira polar russa. Em agosto passado, o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Pátruchev, disse que, ao longo da Rota do Mar do Norte, serão instaladas bases navais e postos de guarda-fronteira.

Prevê-se também a construção de portos marítimos e aeródromos para fins civis e militares.

FONTE: Gazeta Russa

 

 

As últimas semanas têm sido particularmente ricas em notícias sobre dois navios da mesma classe e origem. Da China vieram notícias da introdução em serviço da Marinha do Exército de Libertação Popular do novo navio-aeródromo ‘Liaoning’. E do Mar de Barents apareceram relatos sobre problemas durante testes do porta-aviões indiano ‘Vikramaditya’. Ambos foram desenvolvidos na União Soviética e em certa medida estão relacionados. No entanto, seu destino acabou sendo desigual.

Liaoning – o único navio capaz de transportar aviões em operação na Marinha do Exército de Libertação Popular, por enquanto é um porta-aviões apenas de nome. O caça de Marinha para ele ainda está sendo testado. Na época, Pequim pediu à Rússia para vender alguns Su-33. Mas Moscou recusou, argumentando que tal número de máquinas não podem ser usadas para fins militares, mas só para copiá-las. Um pouco mais tarde, foi relatado que a Ucrânia vendeu à China um dos protótipos do Su-33 – o avião T-10K. Em 2010, a China anunciou o fim dos trabalhos de desenvolvimento de seu próprio caça naval Shenyang J-15. A China observou especialmente que não é uma cópia do avião russo, mas um desenvolvimento do caça Shenyang J-11. No entanto, o J-11, na verdade, é uma cópia do soviético Su-27.

Para quê a China precisa de um navio-aeródromo sem aviões? A razão pode ser a competição entre os países líderes da região asiática. Afinal, em simultâneo com a reconstrução do Liaoning (ex-Varyag) no estaleiro russo Sevmash estava decorrendo a reconstrução de um navio da mesma classe para a Marinha da Índia – o cruzador porta-aviões Admiral Gorshkov, que recebeu o nome de Vikramaditya. Sobre as características particulares do projeto fala o diretor do Centro para a análise do comércio mundial de armas, Igor Korotchenko:

“As exigências do lado indiano são muito avançadas, no extremo das possibilidades da tecnologia moderna. Isso inclui o projeto de modernização do antigo navio portador de aviões soviético Admiral Gorshkov e sua transformação no Vikramaditya. Os trabalhos foram muito extensos, volumosos. Foi pela primeira vez que o nosso complexo técnico-militar teve que realizar um projeto tecnológico tão complexo. Basta dizer que do navio antigo restou apenas o casco. Tudo o resto foi desenvolvido praticamente a partir do zero. Na verdade, construímos um navio absolutamente novo.”

A situação com o navio indiano é muito mais fácil do que com o chinês. Porque aviões e helicópteros navais para ele já existem e são produzidos em série. Mas este caso também teve os seus problemas. Ensaios de mar revelaram falhas no compartimento do motor: em três das oito caldeiras foi constatado o colapso de 5-10% do isolador de calor feito de tijolo. Por isso, a potência total dos motores do navio foi reduzida para 50% da máxima. Nesse regime de operação de suas caldeiras o Vikramaditya não só continuou navegando, mas foi capaz de acelerar até 22 nós – a velocidade em que aviões são permitidos a decolar e pousar. O porta-aviões deverá passar reparos adicionais, o que adiará a transferência do navio à Marinha indiana. Mas já no próximo ano o Vikramaditya vai se tornar o navio capitânea da Marinha da Índia. Além disso, ao contrário do porta-aviões chinês, ele será um navio de combate completo com um grupo aeronaval a bordo.

Além dos dois novos navios-aeródromoss, a China e a Índia estão planejando construir outros navios desta classe. No estaleiro da cidade indiana de Cochin, segundo um projeto conjunto russo-indiano, está sendo construído o porta-aviões Vikrant. A China também planeja construir dois porta-aviões não nucleares até 2020, e em seguida iniciar a construção de navios nucleares.

O surgimento na região asiática de logo dois grandes navios de guerra indica uma mudança nas doutrinas marítimas dos maiores estados da Ásia.

FONTE: Voz da Rússia

 


O secretário de Defesa norte-americano, Leon Panetta, deve buscar relações militares mais profundas com a China durante sua visita à Ásia nesta semana. Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos estão criando alianças com outros países da regirão, para desconforto de Pequim.

Panetta, que chegou a Tóquio no último domingo, faz sua terceira visita à Ásia como secretário de Defesa, em um momento em que a China está envolvida em disputas territoriais delicadas com o Japão e as Filipinas – dois importantes aliados estadunidenses na região.

Protestos anti-nipônicos ocorreram em diversas cidades chinesas. Os manifestantes destruíram lojas, e atacaram carros e restaurantes japoneses. O motivo das revoltas foi a decisão tomada por Tóquio na última terça-feira de comprar o pequeno arquipélago das Ilhas Senkaku – Dayou para os chineses – do proprietário particular japonês.

Panetta discutirá com oficiais japoneses a reconfiguração das bases militares americanas no país, e a possibilidade de expandir as defesas contra mísseis balísticos. Em seguida, o secretário irá a Pequim na tentativa de aprofundar laços militares com a China. A última parada da viagem será na Nova Zelândia, para conversas acerca de cooperação na área de defesa.

Autoridades estadunidenses e chinesas vêm empreendendo esforços para progredir as relações militares entre os dois países desde a retomada das conversas, há cerca de um ano, após uma ruptura traumática por conta da venda de armas americanas para Taiwan, um território independente tratado como província rebelde por Pequim.

Porém, apesar das visitas de representantes do alto escalão, as relações entre o Pentágono e o Exército de Libertação Popular são marcadas por preocupações e desconfiança.

Um oficial superior americano teria declarado anonimamente que “essas são relações que, no passado, foram caracterizadas por altos e baixos e um ciclo de harmonia e conflito, refletem a falta de uma base sólida o suficiente para aplacar o tipo de turbulência que é natural em uma interação ampla e complexa como a que temos com a China”.

“Ainda não chegamos aonde gostaríamos de estar em termos de aliança militar, mas visitas como a do secretário Panetta devem sustentar o progresso que conseguimos ao longo dos últimos meses”, completou.

Oficiais estadunidenses têm pressionado por uma aproximação com a China, devido  apreensão com o possível direcionamento dos esforços de modernização militar empreendidos por Pequim, e que incluem míssies anti-navios, aeronaves invisíveis e seu primeiro navio-aeródromo. Muitas dessas armas preocupam as autoridades militares, pois parecem ser concebidas para se contrapor às forças norte-americanas e negar seu acesso às vias marítimas da região do Pacífico.

Militares americanos acreditam que, ao estabelecer esforços de cooperação com as Forças de Defesa chinesas, ambos os lados poderão se familiarizar com as operaçãoes, desenvolver transparência nas relações, e canais de comunicação que evitarão mal-entendidos que podem levar a conflitos. Porém, segundo Dean Cheng, analista da agência Heritage Foundation, ainda não há como definir quais os ganhos da renovação dos laços entre Estados Unidos e China.

“As relações não estão congeladas, mas, na melhor das hipóteses, há poucas evidências de progresso”, declarou. “As Forças de Defesa chinesas permanecem avessas ao conceito ocidental de transparência, e continuam hostis, por exemplo, à passagem de navios de guerra americanos pelas Zonas Econômicas Especiais (ZEEs) sem permissão prévia”.

A pressão estadunidense por laços mais fotes pode ser particularmente ríspida em um momento no qual a China não apenas está investigando seus vizinhos no Mar do Leste e no Mar Meridional em busca de ilhas potencialmente ricas em recursos, mas também se preparando para uma transição em termos de liderança.

‘Não queremos provocações’

As reivindicações chinesas sobre grande parte do Mar Meridional, incluindo as ilhas Spaltry e Paracel, levaram a animosidades com o Vietnã, As Filipinas e outras nações do Sudeste Asiático. Um confronto semelhante ocorre com o Japão no Mar do Leste. “Os Estados unidos não tomam partido quanto às disputas territoriais, mas nós insistimos sim que a não apenas a China, mas também as outras nações envolvidas, resolvam suas diferenças de forma pacífica”, declarou Leon Panetta a repórteres durante o voo para Tóquio. “O que nós não queremos é que provocações da China ou outras partes resultem em conflitos. E meu objetivo é encorajar esses países a participar do esforço da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, na sigla em inglês) para solucionar essas questões de forma pacífica”.

A China tem rejeitado propostas apoiadas pelos EUA para uma abordagem multilateral das contendas. O país prefere negociar separadamente com cada uma das nações reivindicantes. Panetta afirmou que espera conversar com as autoridades chinesas sobre a possibilidade de cooperação em várias outras áreas de interesse comum a Pequim e Washington, como proliferação nuclear, livre navegação, combate à pirataria, comércio e assistência humanitária. “Essas são áreas em que podemos trabalhar juntos para proporcionar segurança e apoio para a região da Ásia e do Pacífico e permitir que ela prospere no futuro”, declarou.

Mas ainda que o secretário de Defesa americano consiga levar a cooperação entre EUA e China a um outro patamar, ainda não se pode garantir que essa relação estabeleça o nível de diálogo que os Estados Unidos acreditam ser possível. “Parte dessa questão é o que nós queremos dessa cooperação militar”, explica Dean Cheng. “Caso se trate de abrir um canal de diálogo, então está funcionando. Porém, caso se trate de buscar um canal de comunicação que evite crises  impeça conflitos de tomarem proporções maiores, então épouco provável sob quaisquer circunstâncias. Os procedimentos e a organização do Exército de Libertação Popular, incluindo a importância dos membros políticos, é incompatível com o modus operandi dos Estados Unidos”.

FONTE: Euronews

 

Os EUA estão a concentrar as tropas na região do Médio Oriente, podendo, desde já, vários navios de guerra e um contingente de 4 mil fuzileiros navais juntar-se às manobras que se realizam no Golfo Pérsico. O Irã, por sua vez, vai desenvolvendo os preparativos para efetuar exercícios das Forças da Defesa Anti-Aérea (DAA).

O ministro norte-americano da Defesa, Leon Panetta, explicou a mobilização das forças no Médio Oriente com a necessidade de proteger o corpo diplomático do seu país. Assim, os reforços deverão permanecer naquela região por sete meses. Mas não se sabe em que zona concreta. Os marines poderão aderir às maiores na história manobras da Força Naval em que, sob o comando dos EUA, participem 25 países.

O objetivo dos exercícios é treinar um esquema de navegação segura e de luta anti-minas na bacia do Mar Vermelho e dos golfos Pérsico e de Omã. O Pentágono chama a atenção para o seu caráter programático, embora nos planos do Ocidente conste a tomada de medidas anti-iranianas, disse ontem, em entrevista à emissora VR, o primeiro vice-presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, Konstantin Sivkov.

“As manobras são elemento de ações do agrupamento militar em que participem, antes de mais, a aviação e a Marinha, indispensáveis para atacar o Irã. Cumpre compreender, contudo que, nessa etapa, a prontidão para tal ataque não é muito elevada.”

Entretanto, o Irã receia se tornar alvo de ataques israelenses contra as suas instalações nucleares. No caso de uma intervenção externa, Teerã promete bloquear o estreito de Ormuz, sendo essa a principal via de escoamento de petróleo. Por isso, as autoridades iranianas ficaram apreensivas com os exercícios no Golfo Pérsico.

Na próxima semana, na República Islâmica terão início as manobras das forças da DAA, reputadas como as maiores na história do país. O Irã irá demonstrar, dessa forma, que possui os meios de retaliação, considera o perito.

“O Irã será capaz de rechaçar um ataque de aviação se este for conduzido por 300-500 engenhos. Se o seu número for maior (1.500-2.000 aviões), a resistência da DAA iraniana será esmagada, bem como serão aniquiladas as instalações nucleares. No entanto, ninguém planeja criar um contingente aéreo tão numeroso.”

Claro que as forças militares do Irã não podem ser comparadas ao potencial militar dos EUA e dos seus aliados. Mas, apesar disso, no caso de um conflito real, os EUA tentarão poupar o seu Exército, opina o professor catedrático da Cadeira de Pesquisas Orientais do Instituto das Relações Internacionais (MGIMO, sigla russa), Serguei Drujilkovski.

“Os EUA procurarão abandonar o golfo Pérsico e retirar dali os porta-aviões sob a mira das FA do Irã. Um único alvo norte-americano vulnerável para o Irã se encontra no Golfo Pérsico. Se for empreendida uma tentativa de assestar um golpe contra o Irã, este será um golpe aéreo à distância de milhares de quilômetros do Irã.”

Além dos EUA, para eventual agravamento da situação no Oriente Médio se preparam os outros membros da OTAN – a Grã-Bretanha e a França, bem como os países-líderes regionais – os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.

FONTE: Voz da Rússia

 

Por que a MB decidiu por novas corvetas Barroso?

A MB pretende adquirir um lote inicial de 5 escoltas de 6.000t, mas os custos de obtenção de tais meios são bastante elevados e precisam de grandes financiamentos internacionais.

O Governo Federal pretende incentivar a indústria nacional, contudo não parece disposto a desembolsar grandes orçamentos para as FFAA no curto prazo. Um navio de escolta novo custa entre US$ 700 milhões e US$ 1 bilhão.

Em breve, as fragatas da classe “Greenhalgh” precisarão ser substituídas e a MB pretendia, em caso de atraso na entrada em serviço desses novos navios de escolta, obter até 4 navios por meio de compras de oportunidade.

O Livro Branco de Defesa Nacional prevê a possibilidade de aquisição, por oportunidade, de meios navais modernos, ou seja, aqueles com até 20 anos de idade.

Diferente do que ocorria até uma década atrás, hoje não se tem navios de escolta disponíveis para venda com vida residual satisfatória e com menos de 20 anos de sua incorporação.

Navios de escolta como os britânicos do Tipo 23, os alemães do Tipo 123, os franceses da classe “La Fayette” ou mesmo os contratorpedeiros da classe “Arleigh Burke” que se enquadrariam nas necessidades da MB, não estão disponíveis para venda.

A solução para a MB foi buscar um meio naval, que pudesse ser construído em estaleiros nacionais e cujo custo de aquisição não ultrapassasse os US$ 350 milhões. Dessa forma, a MB solicitou autorização para construção de 4 novas corvetas da classe “Barroso”.

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Segundo uma fonte naval, até o desfecho do caso de Cesare Battisti, os grandes favoritos para vencer o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper) eram os italianos. Após esse episódio, houve a mudança de Governo no Brasil e a maioria dos programas das Forças Armadas foram “congelados”.

Nos últimos anos, a MB adquiriu 2 NDCC na Inglaterra, nosso tradicional fornecedor de meios navais. Depois da aquisição desses navios, os ingleses aproveitaram para buscar uma aproximação com a MB, oferecendo parceria para o desenvolvimento das fragatas do Tipo 26. Neste momento, engenheiros navais brasileiros encontram-se no Reino Unido conhecendo o projeto da Tipo 26.

A proposta britânica compreende, além de 5 navios patrulha derivados da classe “Amazonas” (OPV “Port of Spain”), um navio de apoio logístico derivado da classe “Wave” e 5 fragatas do Tipo 26. A proposta veio acompanhada de oferta de diversos meios navais.

Na última Revisão de Defesa feita pelos britânicos, ficou decidido que vários meios seriam retirados prematuramente do serviço ativo, sendo vários deles oferecidos à MB.

Nesse contexto, foram adquiridos os 3 patrulheiros da classe “Amazonas” (construídos originariamente para a Guarda Costeira de Trinidad e Tobago), além do projeto e plantas completas para construção de mais unidades, que, apesar de terem sido adquiridos direto do fabricante, teve influência decisivo do governo britânico.

Além desses meios navais, a MB analisou as fragatas do Tipo 22 Batch 3. A conclusão foi de que os navios estavam muito desgastados, e o custo de pô-los em operação na MB não compensaria.

Da mesma forma, os navios de apoio logístico da classe “Fort Victoria” foram considerados superdimensionados para o padrão que a MB espera.

Os contratorpedeiros do Tipo 42 não foram analisados e o LSD da classe “Bay” acabou sendo vendido à Marinha Australiana.

A MB consultou então sobre a possibilidade de transferência de 3 fragatas do Tipo 23 para substituírem as fragatas da classe “Greenhalgh” no caso de um possível atraso na entrada em operação dos novos navios escolta de 6.000t. Da mesma forma, ventilou-se a possibilidade de transferência para a MB de um LPD da classe “Albion” que seria posto em disponibilidade. Contudo, a Royal Navy informou que no momento esses meios permanecerão em operação em suas fileiras.

Além desses meios, a MB teria interesse nos navios de contramedidas de guerra de minas, dentre os quais encontram-se os da classe “Hunt” e “Sandown”, existindo a possibilidade de que alguns desses meios dêem baixa nos próximos anos.

Como parceria futura, além dos navios de escolta, navio de apoio logístico e navio de patrulha de 1.800t, os britânicos oferecem o projeto de um navio aeródromo de 65.000t e de um NPM de 22.000t (com doca).

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