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No dia 11 de outubro, o Submarino Tapajó (S 33) realizou, com pleno êxito, dois lançamentos reais do torpedo MK 48 MOD 6AT contra alvo de superfície, em área marítima próxima ao Rio de Janeiro, empregando o sistema de combate integrado AN/BYG 501 MOD 1D.

Assim, o S Tapajó tornou-se o primeiro submarino da MB totalmente modernizado, dispondo de um sistema de armas plenamente integrado, desde os sensores até o armamento.

Esse evento, que teve por objeto a validação do sistema de combate e da sua integração com o torpedo MK 48, culmina um processo iniciado em 13 de abril de 2007, quando a Marinha decidiu-se pela aquisição do torpedo MK 48 MOD 6AT ADCAP e do sistema de combate AN/BYG 501 MOD 1D, que, a partir de agora, constituem o sistema de armas padrão dos nossos submarinos.

No dia 26 de julho a US Navy (Marinha dos EUA) testou uma bomba guiada JSOW AGM-154C-1 contra um navio alvo Mobile Ship Target (MST) de 80 metros de comprimento, demonstrando a capacidade de atacar alvos móveis no mar. A JSOW foi disparada de um F/A-18F a 35km do alvo.

O casulo ATFLIR do Super Hornet guiou a bomba usando o telêmetro laser para determinar as coordenadas do alvo e transmitir para a JSOW por um datalink (Link 16). Na fase terminal, um sensor de imagem infravermelho fez o reconhecimento e classificação do alvo, comparou com uma biblioteca de alvos e determinou qual era o melhor ponto de pontaria. O alcance da JSOW C-1 é de 100km quando disparada a uma altitude de 12 mil metros. A JSOW C-1 deve entrar em operação no fim de 2013. A US Navy deve comprar 1650 JSOW C da Raytheon.

A Raytheon está propondo uma versão propulsada da JSOW com alcance de 500km. A JSOW-ER já foi demonstrada em 2009 voando 264 milhas. A versão operacional terá que receber uma ogiva menor que a de 454kg atualmente em uso. A cabeça de guerra do Maverick de 136kg é uma opção para diminuir os custos.

A US Navy tem várias armas antinavio que poderão ser substituídas pela JSOW. Os AGM-84 Harpoon têm alcance de 100km, mas não podem receber atualização em voo. Os SLAM-ER têm alcance de 250km atualização de meio curso, mas precisam de um operador continuamente. As Paveway e JDAM guiadas a laser têm capacidade antinavio e contra alvos móveis limitados.

O Maverick tem alcance de 25km, sendo usado contra pequenos navios e foi empregado recente na Líbia, quando um P-3C Orion da US Navy neutralizou um navio patrulha. Os helicópteros da US Navy usam o Hellfire guiado a laser contra navios.

O Maverick e o Hellfire deverão ser substituídos pelo Joint Air-Ground Missile (JAGM), sendo que o Maverick deve operar até 2020. O JAGM terá sensor trimodo com capacidade de guiamento por imagem infravermelha, laser semi-ativo e radar de onda milimétrica. A Lockheed Martin e a Raytheon/Boeing estão competindo no programa JAGM com a escolha planejada para 2012.

A GBU-53B Small-Diameter Bomb II (SDB II) foi projetada para atacar alvos em terra, mas tem capacidade de atacar pequenos alvos móveis no mar. O sensor é o mesmo do JAGM

O AGM-88 HARM é outra arma com capacidade de atacar navios. O objetivo é destruir os sensores e diminuir a capacidade do navio de se defender. O AIM-9X também está recebendo a capacidade de atacar alvos no mar e já demonstrou-a após mudanças no software. Durante operações no Iraque, já ocorreram situações em que os pilotos de Hornet ficaram sem munição e pediram autorização para disparar seus AIM-9X contra alvos em terra, o que foi negado.

FONTE: Revista SeaPower

NOTA DO EDITOR: apesar de ter um alcance menor que o Harpoon, a JSOW tem uma cabeça de guerra mais potente. A capacidade furtiva das JSOW permite que voem mais alto, o que aumenta o alcance. O sensor passivo também garante a furtividade e a precisão e compensa a perda do poder destrutivo, e menos armas devem ser necessárias para saturar um alvo. A JSOW também tem capacidade de atacar alvos em terra incluindo navios no porto.

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Foi realizado no dia 1º de agosto, na zona de tráfego (ATZ) do Aeródromo de São Pedro da Aldeia, um voo de demonstração dos óculos de visão noturna (OVN), juntamente com o HELIPAD (heliponto móvel) e com o sistema de iluminação infravermelho acionado via rádio.

Este evento se destaca por ser o primeiro passo para um grande salto qualitativo no emprego operativo, tanto para o Corpo de Fuzileiros Navais como para a Força Aeronaval.

Estiveram presentes o Comandante da Força Aeronaval, Contra Almirante Liseo Zampronio e o Comandante da Tropa de Reforço, Contra Almirante (FN) Paulo Martino Zuccaro, que comprovaram “in loco” as capacidades dos equipamentos.

De 1º a 3 de agosto, a Fragata Niterói realizou a fase de mar para a conclusão do Curso Especial de Controle Aéreo Tático, Turma I – 2011, em apoio ao Centro de Adestramento Almirante Marquês de Leão, localizado em Niterói (RJ).

O curso é dividido em três fases: teórica, prática em simulador e prática a bordo. Na fase prática a bordo, os alunos, com o apoio da Fragata Niterói, realizaram diversas missões de controle tático com as aeronaves, dentre as quais destacam-se: o controle de aproximação e partida, ataques vetorados, planos aéreos, aproximações controladas, esclarecimentos e controle de helicóptero na cobertura.

Na fase final do curso, os formandos controlaram as aeronaves SH-3A Sea King, AH-11A Super Lynx, da Marinha, e P-95 da Força Aérea Brasileira, ficando habilitados a empregá-las com eficácia.

O Curso Especial de Controle Aéreo Tático teve a participação de um Oficial do Exército Brasileiro, o que reforça os laços de cooperação e o desenvolvimento da interoperabilidade entre a Marinha do Brasil e o Exército Brasileiro.

FONTE e FOTO: MB

No dia 21 de abril, o destroyer Type 42 HMS Edinburgh (D 97), realizou o disparo de três mísseis Sea Dart durante o BOST (Basic Operational Sea Training), realizado em Plymouth, e foi considerado apto a realizar defesa aérea contra alvos em rápido deslocamento.

Além de desempenhar seus papéis na defesa aérea, os Type 42 são utilizados em patrulhas antinarcóticos no Caribe, patrulha naval no Atlântico Sul, antipirataria e ajuda humanitária quando necessário.

FONTE e FOTOS: MoD UK (Ministério da Defesa do Reino Unido)

Compre o Complete Naval Combat Pack com 4 jogos: Dangerous Waters, 688(I) Hunter/Killer, Fleet Command e Sub Command por apenas US$ 10,49

Em ação no vídeo do simulador Dangerous Waters, dois equipamentos que o Brasil passará a operar nos próximos anos: o avião de patrulha marítima P-3 Orion e o helicóptero antissubmarino Sea Hawk.

No Dangerous Waters é possível controlar fragatas da classe FFG-7 “Oliver Hazard Perry”, submarinos da classe “Los Angeles”, “Sea Wolf”, “Kilo” e “Akula”, em missões com navios e aeronaves de várias Marinhas, inclusive a do Brasil.

O jogador pode operar consoles de radar, sonar, towed array, sonobóias, ESM (MAGE), lançar chaff/flare, MAD (Detector Magnético de Anomalias) etc.

No DW também pode-se realizar free plays online com outros jogadores (até 32 simultâneos), inclusive operando na mesma plataforma, por exemplo, vários jogadores controlando cada estação de uma mesma aeronave P-3, fragata ou submarino.

O DW custa apenas US$5,24 e pode ser baixado diretamente para o seu computador, através do link abaixo.

NOTA DO PODER AÉREO: queremos reunir e estimular uma comunidade para jogar Dangerous Waters no Brasil. Nossa ideia é marcar um encontro semanal aos sábados, nos ‘Xats’ do Poder Aéreo e Poder Naval, para trocar informações sobre o simulador e combinar free plays online.

SAIBA MAIS:

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Após um mês, 8.000 milhas, ações anti-drogas no Caribe e dois portos visitados depois de deixar Portsmouth, o HMS Gloucester chegou nas Falklands para assumir o Atlantic Patrol Task (South), juntamente com o RFA Black Rover e o HMS Portland, que participou da Revista Naval Bicentenário no Chile.


FONTE e FOTO: RN

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Davi e Golias – 2

O Grupo de Batalha do USS Coral Sea, sob comando o contra-almirante Tom Brown, esteve envolvido em exercícios com a Royal Navy em 1981, no Mar Arábico, com uma Força-Tarefa comandada pelo contra-almirante Sandy Woodward – que operou com HMS Glamorgan (foto abaixo) como seu navio capitânia.

Durante o exercício, Woodward foi capaz de manobrar o HMS Glamorgan (foto abaixo) numa posição de onde ele poderia ter “afundado” do USS Coral Sea, com mísseis Exocet.

A Força-Tarefa britânica era composta do HMS Glamorgan, mais três fragatas e três navios de apoio da RFA. Woodward ordenou a separação dos navios enquanto se aproximava do navio-aeródromo USS Coral Sea, mas os aviões americanos conseguiram detectar e “afundar” todos os seus navios, menos o HMS Glamorgan.

Ao chegar o período noturno, Woodward usou uma tática que depois foi assimilada por outras Marinhas, inclusive a do Brasil: o HMS Glamorgan acendeu todas as luzes de bordo feito uma árvore de Natal, fazendo o navio parecer um navio mercante no meio da escuridão. Rapidamente um helicóptero de um destróier americano pediu a identificação do HMS Glamorgan por rádio. O operador britânico respondeu com sotaque indiano disfarçado que tratava-se de um navio mercante indiano chamado Rawalpindi, que tinha saído de Bombay com destino a Dubai.

O helicóptero americano deu-se por convencido e o HMS Glamorgan conseguiu seguir seu caminho rumo ao USS Coral Sea, monitorando todas as comunicações americanas por rádio.

Dentro de poucas horas o HMS Glamorgan conseguiu chegar a 11 milhas do USS Coral Sea e abrir fogo com uma salva de quatro mísseis antinavio Exocet MM38. Quando os britânicos avisaram aos americanos que estes tinha sido atingidos, dois destróieres americanos acabaram trocando “fogo amigo”, pensando que um e outro eram o HMS Glamorgan.

O resultado deste exercício desempenhou um papel fundamental na opinião do almirante Woodward, quando ele ordenou o afundamento do cruzador argentino ARA General Belgrano, por causa do temor de que uma situação similar pudesse ocorrer entre o cruzador argentino e os navios-aeródromo britânicos HMS Hermes e HMS Invincible, durante a Guerra das Malvinas.

Daí vem a importância do aprendizado obtido nos exercícios constantes realizados pelas forças navais.

FONTE: One Hundred Days, Adm. Sandy Woodward, Naval Institute Press

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Submarinos russos voltam a caçar os submarinos de mísseis balísticos britânicos, num retorno às táticas da Guerra Fria, depois de 25 anos

Segundo o jornal britânico The Daily Telegraph, um submarino russo da classe “Akula” foi surpreendido tentando gravar a assinatura dos submarinos “Vanguard” da Royal Navy, que transportam mísseis Trident, de acordo com oficiais da Marinha Real.

Os submarinistas britânicos também disseram que estão experimentando o mais alto número de contatos com submarinos russos, desde 1987.

Se os russos puderem obter as assinaturas acústicas dos submarinos “Vanguard”, isto afetará seriamente a capacidade de deterrência nuclear britância, pois os “Akulas” seriam capazes de rastrear os “Vanguard” e afundá-los antes que estes pudessem disparar seus mísseis Trident D4.

Ainda segundo o Daily Telegraph, nos últimos seis meses um “Akula” entrou no Atlântico Norte para tentar rastrear um “Vanguard”. O incidente tinha permanecido secreto até agora.

Os russos teriam ficado ao largo de Faslane, onde a força nuclear britânica é baseada, esperando a saída de um submarino Trident, para sua patrulha de 3 meses de deterrência contínua.

Enquanto patrulhava no Atlântico Norte, o “Akula” russo tentou rastrear o “Vanguard” diversas vezes e seu ruído foi gravado pelos operadores de sonar britânicos. A Marinha Real agora vai ter que enviar um submarino de ataque “Trafalgar” para proteger os “Vanguard”.

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O novo míssil de defesa aérea da Royal Navy, destinado a armar os novos destróieres type 45, concluiu com êxito o seus testes durante os ensaios no Mediterrâneo.

Segundo a Royal Navy (RN) o Sea Viper, o inovador sistema de mísseis anteriormente chamado PAAMS e renomeado pela RN, irá estabelecer novos padrões de defesa aérea.


Ele é capaz de defender os Type 45, bem como os demais navios que compõe o seu  Grupo Tarefa, contra ameças múltiplas, desde ataques de aeronaves a mísseis disparados por embarcações inimigas, de qualquer direção e em velocidade supersônica, sendo capaz de engajar até dez alvos simultaneamente, representando desta forma um salto enorme na capacidade de defesa aérea da Royal Navy.

FONTE: Royal Navy

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Ação, perigo e muita adrenalina. Foi nesse ritmo que os Mergulhadores de Combate (MEC) da Marinha se infiltraram na Plataforma de Petróleo P-43, da Petrobrás, na Bacia de Campos, litoral norte do Rio.

A missão era retomar o local, dominado por terroristas, e resgatar os reféns com vida.

Mesmo se tratando de uma simulação preparada especialmente para a Operação Atlântico II, a ousadia das ações do Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERRMEC), impressionou pela veracidade e precisão das manobras.

A operação foi apoiada por duas aeronaves UH-14 Super Puma, que efetuaram a aproximação, cumprindo requisitos de apoio mútuo. Enquanto uma delas efetuava o lançamento dos militares, a outra permanecia em posição propícia para efetuar a cobertura e proteção, no momento crucial da ação, a descida por fast rope.

Por este método, o grupo especial desce por um cabo fixado na aeronave e se posiciona para efetuar o reconhecimento da área.

Após a descida, a aeronave se afasta e os MEC iniciam a busca pelos elementos hostis e seus reféns, até encontrá-los, dois conveses abaixo do heliponto da plataforma.

O Comandante do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC), Capitão-de-Fragata Carlos Eduardo Horta Arentz, descreve as atividades realizadas pelos mergulhadores: “Nós fazemos operações em ambientes de risco elevado, empregamos táticas e equipamentos não convencionais, além de utilizarmos vários tipos de armamentos”.  Segundo o Comandante, os militares também passam por muitas provações físicas e psicológicas, durante os adestramentos, a fim de exercitar o autocontrole e o domínio emocional.

Ele considera que os MEC utilizam seu entusiasmo, para, com patriotismo, manter elevada a chama da motivação, pela pátria e pela nação.

Mergulhador de Combate há 20 anos, o Primeiro-Sargento Heleno é o líder da equipe de assalto do GERRMEC.

Orgulhoso, ele revela como se tornou um MEC: “Para se transformar num mergulhador de combate é preciso ter muita determinação, companheirismo e paixão pelo que faz”, conclui.

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