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Aeronavale completa 100 anos

super_etendard_et_rafale

vinheta-especial100ansEm 1910, alguns meses após Louis Blériot atravessar o Canal da Mancha a bordo do Blériot XI, a Marine Nationale já estava enviando sete oficiais para realizar o curso de piloto de avião junto aos fabricantes da época.

Em dezembro, um Farman foi adquirido e se tornou a primeira aeronave da marinha. A Aeronavale havia nascido mas, somente em 1912, ela foi oficialmente criada por decreto do Presidente da República.

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Em 12 de março de 1920, o lieutenant de vaisseau Teste, decolou pela primeira vez com um biplano Hanriot HD2 do Bapaume, porém, este se mostrou inadequado para os testes de pousos, pois era pequeno demais.

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Em 13 de janeiro de 1920, um projeto de lei apresentado pelo Ministro da Marinha, George Leygues, propôs a conversão para porta-aviões do encouraçado Béarn, que acabou se tornando o primiro porta-aviões francês.

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Enquanto isso, os dirigíveis iam desaparecendo gradualmente e os aviões e hidroaviões, faziam grandes avanços tecnológicos, mas os seus papeis exatos nas operações navais ainda eram bastante incertos.

Em 1940, a aviação naval participa das primeiras batalhas da guerra, sofrendo consideráveis baixas.

Em 1945  recebeu dos aliados equipamentos que foram utilizados também nos anos cinquenta, que incluia quatro porta-aviões, justamente no período em que encontrava envolvida nos conflitos na Indochina e na Argélia, onde novamente, sofreu pesadas perdas.

A partir de 1955, e de melhores condições econômicas, tem início um programa de modernização da Marinha francesesa e é iniciada a construção dois porta-aviões do design francês.

Em medados dos anos sessenta, a aviação naval começa a se renovar, agora com equipamentos de fabricação francesa, como o caça Étendard, o Atlantique para patrulha marítima, o Alizé de reconhecimento e o helicóptero pesado Super Frelon .

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O Clemenceau e Foch entram em serviço em 1961 e 1963, respectivamente, e desde então, a maioria dos equipamentos são de concepção e fabricação francesa e modernizados regularmente para manter uma força aeronaval moderna e capacitada.

Rafale

O porta-aviões nuclear Charles De Gaulle, o caça Rafale e o helicóptero NH90, recentemente adquirido, são os meios mais modernos a sua disposição.

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A Aeronavale possui hoje, 211 aeronaves e 6.747 tripulantes, entre civis e militares.

Como força orgânica da Marine Nationale, ela é constituída de quatro componentes, que são:

  • Le groupe aérien embarqué (GAé) sur le porte-avions ;
  • L’aviation de patrouille et de surveillance maritime ;
  • Les hélicoptères embarqués  e
  • L’aviation de soutien.

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Alouette III

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As comemorações deste 13 de junho de 2010 serão na BAN Hyéres, com a abertura dos portões ao público as 10:00hs, e contará com exposição estática de 110 aeronaves, da própria Aeronavale e também estrangeiras, demonstração aérea e voos pagos em aviões e helicópteros.

No mar, ainda poderão ser vistos na baía de Hyéres, 8 navios de guerra, sendo eles: PAN Charles De Gaulle, Fregate Forbin, TCD Foudre, o USS Harry S. Truman, USS Normandy, RFA Argus, a fragata alemã Hessen e o porta-aviões espanhol Príncipe de Asturias.

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Scorpène

Depois de um ano de discussões, a Índia concordou em pagar mais US$ 413 milhões pela construção de seis submarinos convencionais da classe “Scorpène” no país.

O contrato original foi assinado há 5 anos, com o primeiro submarino programado para entrar em serviço em 2012, a um custo de US$ 500 milhões. Mas problemas políticos e de gerenciamento surgiram, atrasando o cronograma em dois anos e aumentando o preço unitário do submarino.

A França subiu o preço de alguns ítens chave dos submarinos e a Índia teve problemas na condução da construção.

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Segundo o site Defensenews, procede a informação que circulou, recentemente, de que a Rússia demonstrou interesse em comprar um LHD francês da classe Mistral. No início do mês, um porta-voz do Ministério da Defesa da França, confirmou que há interesse oficial da Rússia para a compra, embora este seja “extremamente geral”.

Outras informações que circularam desde o final de agosto eram de que, após a compra do primeiro navio, a Rússia estaria interessada em produzir três ou quatro unidades adicionais em estaleiros próprios, com assistência francesa.

A França possui dois LHD (Landing Helicopter Dock – navio de assalto anfíbio dotado de convoo) da classe, os BCP Mistral e o Tonnerre. A sigla BCP significa Batiment de Projection et de commandement - literalmente navio de projeção e comando. Os franceses encomendaram uma terceira unidade como parte de um pacote de incentivo, e existe a possibilidade de um quarto navio ser encomendado na próxima década. O Tonnerre já foi visitado, quando esteve no Rio de Janeiro, pela equipe do site Poder Naval Online, da qual o Blog Naval faz parte. Clique nos links abaixo para saber mais.

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FONTE: Defensenews

FOTOS (BCP Tonnerre no Rio de Janeiro): Poder Naval Online

SAIBA MAIS:

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07_mvg_sarkozyelula2vinheta-clipping-navalBRASÍLIA – O presidente francês, Nicolas Sarkozy, assistiu nesta segunda-feira o desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, como convidado de honra. Ele chegou ao Brasil na noite de domingo para assinar uma série de acordos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o objetivo de fabricar submarinos e helicópteros com tecnologia francesa.

Pelo acordo, a Marinha brasileira vai aprender com os franceses a construir um submarino movido a energia nuclear. Na compra também estão incluídos quatro submarinos convencionais e uma frota de helicópteros para Força Área. Mas dessa visita ainda pode sair outro negócio de bilhões de reais.

Em entrevista à imprensa francesa, o presidente Lula confirmou o favoritismo dos caças franceses. Disse que as negociações para a compra dos aviões caça para a Força Aérea estão adiantadas, com uma condição:

- Para nós, a compra dos caças tem um componente que para o Brasil é sagrado: transferência de tecnologia e possibilidade de produzir partes do avião no Brasil.

O acordo de cooperação militar que os presidentes da França e do Brasil formalizam nesta segunda dá início ao ambicioso programa de reaparelhamento das Forças Armadas. Até 2020 o Brasil terá a maior e mais poderosa força naval da América Latina, equipada com submarinos, fragatas, navios leves, corvetas – um volume estimado em 35 unidades – além de mísseis de longo alcance, torpedos, aviões e helicópteros de tecnologia avançada.

Lula e Sarkozy devem assinar o acordo logo após o desfile na Esplanada dos Ministérios. O desfile começou às 9h. Lula chegou no Rolls Royce presidencial, acompanhado de sua mulher Marisa Letícia, depois de passar em revista as tropas. Logo depois o presidente seguiu para a tribuna de honra, localizada nas imediações do Ministério da Defesa, para as honras militares. Cerca de 3,6 mil pessoas participam do desfile, que tem um público estimado 50 mil pessoas.

FONTE: O Globo / FOTO: AFP

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A construção do primeiro dos cinco submarinos, em parceria com a França, deverá começar em 2011

vinheta-clipping-navalO ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou hoje (27 de agosto) que os cinco submarinos que o Brasil construirá em parceria com a França ficarão prontos até 2021. Serão fabricados quatro submarinos convencionais e um nuclear. Segundo o ministro, que falou durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o primeiro começará a ser construído em 2011.

Quanto ao submarino nuclear, ele explicou que caberá ao Brasil produzir o propulsor nuclear e à França, a transferência de toda a tecnologia não nuclear para o país. “Isso (tecnologia nuclear) não se transfere para ninguém. Nenhum país transfere tecnologia nuclear para outro”, ressaltou o ministro. O acordo que permitirá a construção dos submarinos foi firmado em dezembro do ano passado pelos dois países e visa à transferência de tecnologia militar francesa para o Brasil.

Ele disse que parte do primeiro submarino será feita na França, onde técnicos brasileiros serão treinados para essa finalidade. Já os restantes, inclusive o nuclear, serão construídos no Brasil. O estaleiro e a base de operações ficarão em Itaguaí, no Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, o reator do submarino nuclear começará a ser desenvolvido em 2010 e deverá estar pronto até 2014. O início da construção do submarino nuclear está previsto para 2016. Jobim garantiu que esse submarino não terá armas atômicas porque a Constituição Federal não permite.

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Jobim informou que o valor total da construção dos submarinos é estimado em E$ 6,690 bilhões e que mais E$ 100 milhões serão destinados ao seguro do projeto de construção. O Brasil vai entrar com uma contrapartida de E$ 592 milhões e terá prazo para pagar até 2026.

O ministro explicou que o Brasil optou pelo acordo com a França, e não com outros países, por causa da questão da transferência de tecnologia. “O que nós queremos é exatamente sair da compra de prateleira para entrar na negociação de parceria. E parceria corresponde a transferência de tecnologia”, afirmou Jobim. Ele informou que outros países foram procurados, mas não estavam dispostos a fazer transferência de tecnologia.

Segundo o ministro, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, deve vir ao Brasil no dia 7 de setembro para assinar o acordo que permitirá dar segmento ao projeto de construção dos submarinos.

FONTE: Agência Brasil

IMAGEM DE BAIXO: cronograma apresentado no pdf sobre a palestra, disponibilizado pelo Ministério da Defesa

NOTA DO BLOG: para acessar todas as páginas da apresentação feita pelo Ministro da Defesa, na audiência pública conjunta das comissões de Relações Exteriores e de Ciência e Tecnologia do Senado Federal, clique aqui (o link é para um arquivo em pdf disponível no site do Ministério da Defesa)

SAIBA MAIS:

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vinheta-clipping-navalAtivistas do Greenpeace realizaram uma manifestação neste sábado, no Centro do Rio, contra a transferência de tecnologia francesa para a construção de submarinos nucleares no Brasil. O governo está prestes a adquirir da empresa estatal francesa DCNS (Direction des Constructions Navales Services) quatro submarinos convencionais (diesel-elétricos) Skorpène, mais um casco que – daqui a 20 anos – viria a receber um reator nuclear desenvolvido pelo Brasil.

Durante a manifestação, os ativistas simularam uma situação de vazamento de energia nuclear e ficaram dez minutos deitados no chão como se estivessem mortos. O Greenpeace defende o uso de fontes de energia renováveis, uma vez que o modelo nuclear é mais caro e gera mais riscos de danos ao meio ambiente e à população.

Na semana passada, reportagem do jornal O GLOBO revelou que o custo do pacote negociado pelo Brasil com a França equivale a cerca de R$ 19 bilhões – dois anos de Bolsa Família. Ao justificar a compra, a Marinha sugeriu – em carta enviada ao GLOBO – que a operação tem como objetivo final permitir ao país construir um submarino nuclear com a ajuda francesa.

A carta dá a entender que a França se comprometeria a transferir tecnologia nuclear ao Brasil – o que não é verdade, de acordo com a Parceria Estratégica assinada em dezembro passado pelos presidentes Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Marinha, a decisão foi a de “buscar parcerias estratégicas com países detentores de tais tecnologias e que estivessem dispostos a transferi-la”.

Mais adiante afirma: “A parceria teria que ser buscada junto a países que produzissem, simultaneamente, submarinos convencionais e nucleares. Depois de longo e acurado processo de escolha, a França foi o país selecionado. É preciso enfatizar que somente quem constrói submarinos nucleares tem condições de transferir a tecnologia necessária para tanto”.

No entanto, o acordo entre Lula e Sarkozy estabelece claramente que “a concepção (expressão dos requisitos e projeto básico), a construção e a manutenção da infraestrutura e dos equipamentos necessários às operações de construção e de manutenção da parte nuclear do submarino nuclear estão excluídas do âmbito do presente acordo”.

FONTE e FOTO: O Globo

NOTA do BLOG: para entender como o Greenpeace vê essa questão,  fomos até a página da organização e encontramos o texto mais abaixo, sobre a manifestação realizada.

Independentemente da interpretação do Greenpeace a respeito do acordo entre o Brasil e a França ser correta ou não, o fato é que a simples citação da  palavra “nuclear” certamente dá margens a reações e interpretações diversas, conforme cada público e interesse – como os leitores do Blog do Poder Naval podem perceber analisando o que saiu na mídia nas últimas semanas e frequentou as páginas do Blog.

É certo que o submarino nuclear da Marinha do Brasil, bem antes de ter sua quilha batida, já luta sua primeira batalha, a da informação. Segue o texto do Greenpeace:

“O Greenpeace organizou hoje uma mobilização relâmpago, a chamada “flash mob”, para protestar contra o acordo de transferência de tecnologia nuclear que o Brasil e está fechando com a França. Três capitais, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, participaram da manifestação que foi realizada simultaneamente em frente a prédios que abrigavam eventos da programação do Ano da França no Brasil. Quase 250 pessoas participaram nos protestos – cerca de 100 em São Paulo, 70 no Rio de Janeiro e 70 em Salvador. Elas deitaram no chão simulando uma morte coletiva.

A estatal francesa Areva é uma das principais patrocinadoras das comemorações que oficialmente tem apenas o objetivo de promover a cultura francesa no Brasil. Entre uma programação e outra, no entanto, os presidentes Lula e Sarkozy vão costurando uma negociação que prevê a venda da falida tecnologia nuclear francesa para o Brasil. Essa transação marca a retomada do Programa Nuclear Brasileiro. “Já assistimos esse filme na década de 70, quando o Brasil pagou bilhões pela sucateada indústria nuclear alemã”, diz André Amaral, coordenador da campanha de nuclear do Greenpeace.

A transação entre os dois países inclui o desenvolvimento de um submarino nuclear, e a construção de um estaleiro e de uma base para submarinos nucleares no Rio de Janeiro, o que custaria aos cofres públicos brasileiros cerca de R$ 28,38 bilhões. No dia sete de setembro o presidente francês estará no Brasil para concluir o processo de venda do navio, que teve início em dezembro do ano passado.

Um bom negócio para a estatal francesa que de acordo com o relatório “Fracassos Nucleares Franceses”, lançado pelo escritório do Greenpeace na França, amargou, em 2008, queda de 20% em seu lucro líquido, na comparação com 2007.

Além de arrombar o erário, os negócios franco-brasileiro, são um atentado contra acordos internacionais que impedem a transferência de tecnologia nuclear para evitar a proliferação de armamentos nucleares no mundo. “Esse pode ser o primeiro passo para o Brasil construir sua bomba nuclear”, diz Amaral.

Do ponto de vista ambiental essa também não é uma boa solução. “O investimento na geração de energia nuclear tem se mostrado um obstáculo para a França cumprir suas metas de redução de emissões dos gases de efeito estufa, o que derruba argumento dos que defendem seu uso para o combate ao aquecimento globa (sic)“, avalia.”

FONTE: página do Greenpeace

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