Home Marinha do Brasil Operação Celeiro 2016: mais informações e fotos

Operação Celeiro 2016: mais informações e fotos

5840
4

Operacao Celeiro 2016 - navios MB suspendem de Ladario - foto via 6 Distrito Naval - MB

O Comando do 6º Distrito Naval e meios de comunicação da Marinha do Brasil divulgaram nestas últimas duas semanas notas com informações e fotos da Operação Celeiro 2016.

A Operação Celeiro 2016 foi realizada entre os dias 1º e 16 de abril, aproveitando o favorável regime de águas para a navegação nos Rios Paraguai e Cuiabá. O objetivo foi a realização de adestramento de Operação Ribeirinha, execução de Patrulha, Inspeção Naval, além de Assistência Hospitalar (ASSHOP) e Levantamento Hidrográfico na região de Cáceres, em proveito da segurança da navegação.

Operacao Celeiro 2016 - navios MB e lanchas EB - foto via 6 Distrito Naval - MB

A operação contou com a participação de 9 navios, 2 aeronaves, lanchas e viaturas responsáveis pela Segurança da Navegação, do apoio cojunto de embarcações do Exército Brasileiro (EB), além de tropas do Corpo de Fuzileiros Navais e do EB, totalizando o envolvimento de 800 militares. No período da operação, o aviso hidrográfico fluvial Caravelas teve como missão a atualização hidrográfica em 100 km na calha do Rio Paraguai, no Mato Grosso, empregando equipamento de tecnologia de ponta, denominado ecobatímetro multifeixe.

Coletiva de imprensa – No terceiro dia da operação (3), foram divulgadas diversas informações em coletiva de imprensa, realizada  a bordo do Navio de Transporte Fluvial Paraguassu, atracado em Cáceres – MT. O Comandante do 6º Distrito Naval, contra-almirante Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, disse na ocasião que a operação é mais uma oportunidade para o Comando do 6º Distrito Naval e suas Organizações Militares buscarem a manutenção do adestramento e a presença da Marinha do Brasil na região.

Operacao Celeiro 2016 - foto via Marinha do Brasil

Já naquele terceiro dia de operação, eram contabilizados os seguintes resultados de cada sub operação:

Operação “Celeiro Sul”: manobra de Operação Ribeirinha com movimentações de tropas iniciadas em 3 de abril, quando navios e aeronaves iniciam seus deslocamentos para a região do exercício (45 Km ao Sul de Cáceres). A sub operação contou com a participação conjunta de tropa do Exército Brasileiro e de 2 lanchas Guardian.

Operacao Celeiro 2016 - foto 2 via Marinha do Brasil

Operação “Celeiro Norte”:  atividades realizadas simultaneamente nas regiões de Alta Floresta, SINOP, Sorriso, Lago do Manso e Cáceres, que já em 3 de abril somavam 148 embarcações foram inspecionadas, sendo 14 notificadas.

Operação ASSHOP “Cáceres” : atividades realizadas pelo navio de Assistência Hospitalar Tenente Maximiano na região de “Porto Carne Seca” e na cidade de Cáceres, totalizando naquele terceiro dia 840 atendimentos médicos/odontológicos, além da distribuição de 6.600 medicamentos.

Operacao Celeiro 2016 - foto 3 via Marinha do Brasil

Operação “Navegação Segura”: conclusão do levantamento de duas Cartas Náuticas no Rio Paraguai pelo aviso hidrográfico Fluvial Caravelas. No dia 3, o aviso navegava pelo Rio Cuiabá, com previsão de atracação no dia 8 de abril em Santo Antônio de Leverger. Na sequência, o planejamento incluía o Levantamento Hidrográfico em 100 Km, no Estado de Mato Grosso (Rio Sareré, Bracinho e região de Descalvados).

Lanchas do EB – No dia 11, aproveitando a visita de autoridades de Mato Grosso ao navio transporte fluvial Almirante Leverger, atracado em Cáceres-MT, o tenente-coronel Ricardo Kleber Lopes Coelho, Comandante do 2º Batalhão de Fronteira de Cáceres, deu informações sobre a participação do Exército Brasileiro (EB) na operação.

O tenente-coronel afirmou afirmou que era uma satisfação apoiar a Marinha nas operações, complementando: ”Nossas lanchas Guardian ajudaram na fiscalização, patrulha e Operação Ribeirinha. Também é uma forma de estreitar os laços operacionais entre a Marinha e o Exército Brasileiro”.

Operacao Celeiro 2016 - EVAM de bebe no dia 11 - foto via 6 Distrito Naval

EVAM – Ainda na segunda-feira, 11 de abril, foi cumprida uma missão de EVAM (Evacuação Aeromédica). Naquela manhã, o Comando do 6° Distrito Naval encaminhou uma aeronave à Aldeia Uberaba, na região de Porto Índio, a 150 quilômetros de Corumbá, para resgatar um bebê de 8 meses. A aeronave estava destacada na Operação Celeiro, que a Marinha do Brasil promovia no Estado de Mato Grosso.

O bebê apresentava, nos últimos quatro dias, quadro de vômito, diarreia e desidratação. Durante o voo, que durou cerca de uma hora, o bebê esteve acompanhado da mãe, Sra. Laura da Silva, de 29 anos, e de um médico da Marinha, que prestou os primeiros socorros. Na chegada ao heliponto do 4° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (HU-4), uma ambulância do Corpo de Bombeiros transportou o bebê para o Hospital Santa Casa de Corumbá.

VEJA TAMBÉM:

4 COMMENTS

  1. Guizmo, precisamos dividir a resposta em duas partes:
    .
    Bacia do Prata – mesmo com navios antigos na Flotilha de Mato Grosso, eu responderia sim, comparando com os meios fluviais que equipam os países vizinhos (mesmo quando combinados). Mas “potência naval” é um certo exagero – isso é algo relativo, considerando sempre a comparação com outras forças na mesma região (no caso fluvial, em que não se projeta o poder pelo oceano).
    .
    Mas alguns navios mais desgastados precisariam ser substituídos no médio prazo (espero que ainda aguentem no curto prazo), sob pena da quantidade de meios ficar abaixo da mínima necessária para operações como esta e outras rotineiras. E não estou falando do monitor Parnaíba, que é robusto, fortemente artilhado, dotado de convoo, e que se mantém em boa forma – mereceria, isso sim, a companhia de outro navio de porte semelhante e convoo, mas não para substituí-lo tão cedo. Entre os meios que merecem muito mais atenção, a meu ver, está a classe “Piratini”, embarcações de pequeno porte que serviram por décadas como navios-patrulha costeiros, com maior desgaste estrutural que os navios que serviram praticamente a vida toda no ambiente fluvial.
    .
    Bacia Amazônica – Aqui eu já vejo uma situação de equiparação ou até inferioridade. Por exemplo, a Colômbia vem se equipando com meios bem mais modernos, e o Peru também, e temos o desafio de precisar cobrir uma área consideravelmente maior que a deles. Precisaríamos de mais quantidade (com qualidade / modernidade) na região, pensando em desafios que vão além dos imaginados na década de 1970, quando se planejou os nossos cinco navios-patrulha fluviais que equipam a Flotilha do Amazonas.

  2. Legal Nunão, obrigado. Interessante saber dos meios colombianos, eles realmente estão fazendo a lição, mas como vc disse, nossa área de patrulha é maior….
    Enfim, valeu!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here