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O Poder Naval traz com exclusividade o planejamento para obtenção de meios navais e aeronavais para o período de 2011/2031

Com o desenvolvimento da Estratégia Nacional de Defesa (END), a Marinha do Brasil (MB) foi encarregada de informar ao Ministério da Defesa os meios necessários para cumprir de maneira satisfatória suas atribuições dentro da END. Além de informar os meios necessários, a MB precisava informar como pretendia obter tais meios e qual seria a articulação com a indústria nacional. Surgiu assim o Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil – PAEMB (antigo PEAMB).

Os números contidos no PAEMB são os desejavéis, contudo, números muito difíceis de serem alcançados nas próximas décadas. Por esta razão, no final de 2010, a Marinha do Brasil estabeleceu um planejamento para obtenção de meios navais e aeronavais para o período de 2011/2031.

No planejamento previsto no PAEMB, a Marinha do Brasil implantará na Região Norte/Nordeste uma Segunda Esquadra, porém, no período compreendido entre 2011 e 2031 isso não deve ocorrer.

Concepção do PA2 proposto para a Marine Nationale francesa. A Marinha do Brasil planeja construir um navio-aérodromo com configuração semelhante para substituir o NAe São Paulo

Dos dois navios-aeródromo previstos no PAEMB, a MB deve iniciar a construção da primeira unidade em 2015, e sua incorporação ocorrerá em 2025, substituindo o NAe São Paulo. Este navio terá deslocamento entre 50.000 e 60.000 toneladas. Terá aparelhos de parada para pouso e duas catapultas para decolagem de aeronaves. Uma segunda unidade poderá ser construída a partir de 2031.

A MB já contratou 8 unidades do C-1 Trader para missões de COD/AAR. Essas unidades deverão ser entregues a partir de 2012. No momento, a MB está finalizando a aquisição de 4 S-2G Tracker que serão transformados em aeronaves AEW. Um segundo lote de 4 S-2G deverá ser contratado ainda nesta década.

Dois anos após a Força Aérea Brasileira (FAB) decidir qual será seu avião de caça/ataque, a MB irá contratar 24 unidades do mesmo modelo para operar no futuro NAe.

Um segundo e um terceiro lote de 4 helicópteros Sea Hawk devem ser contratados até 2031. Dos 16 Super Cougar que serão entregues, 8 serão exclusivos para transporte e 8 serão usados em missões de ataque, armados com mísseis AM-39 Block 2.

A classe “Mistral” francesa é forte candidata para os navios de propósitos múltiplos pretendidos pela Marinha do Brasil

Dos 4 navios de propósitos múltiplos (NPM) previstos no PAEMB, Os dois primeiros começam a ser obtidos a partir de 2012. A primeira unidade será incorporada em 2020 e a segunda em 2024. Esses meios terão deslocamento entre 20.000 e 25.000 toneladas. Serão dotados de doca e substituirão todos os Navios Desembarque Doca (NDD) e Navios de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) em operação atualmente.

Das 30 escoltas previstos no PAEMB, as 5 primeiras, com 6.000 toneladas de deslocamento, devem ser contratadas até 2013. A primeira unidade começará a ser construída um ano após a assinatura do contrato e demorará 6 anos para ser concluída. Esse lote inicial terá capacidade antissubmarino, antissuperfície e antiaérea de ponto, serão designadas como escoltas de emprego geral (EG). No segundo lote de 5 unidades, está previsto que 4 possuam capacidade de defesa de área, com mísseis de médio e longo alcance. As 10 primeiros escoltas devem ser incorporadas até 2031.

Dos 12 Navios-Patrulha Oceânicos (NPaOc) de 1.800 toneladas previstos no PAEMB, os 4 primeiros devem ser anunciados ainda em 2011 e sua construção deve ser iniciada em 2012. A primeira unidade deve ser incorporada em 2015. As demais a cada dois anos. Um segundo lote, também de 4 navios deve ser contratado e incorporado antes de 2031.

Dos 46 navios de patrulha da Classe “Macaé” (500t) previstos no PAEMB, 2 já foram construídos, 4 estão em construção. Um segundo lote de 6 unidades deve ser contratado até 2015. Um terceiro lote, também de 6 unidades deverá ser contratado na década de 20. Totalizando, assim, 18 unidades até 2031.

Dos 15 submarinos de propulsão diesel-elétrica (S-BR) previstos no PAEMB, 4 já foram contratados. O primeiro já está em construção na França. Estes serão incorporados em 2017, 2018, 2020 e 2021. Em 2021, o primeiro submarino da Classe “Tupi” será desincorporado. Um segundo lote de 4 S-BR será contratado para ir substituindo os submarinos da Classe “Tupi” e o “Tikuna”. Desse modo, pode-se concluir que a MB pretende, apartir de 2020, manter sempre 8 submarinos de proculsão diesel-elétrica em operação.

Dos 6 submarinos de propulsão nuclear (SN-BR) previstos no PAEMB. O primeiro SN-BR já foi contratado e deverá ser incorporado em 2025. Dependendo da avaliação deste meio, a partir de 2030 novas unidades poderão ser contratadas, ou então, uma nova classe aperfeiçoada de submarinos de propulsão nuclear poderá ser desenvolvida.

Dos 5 Navios de Apoio Logisticos (NApLog) previstos no PAEMB, o primeiro deve ser contratado até 2012, sendo incorporado em 2015. Mais duas unidades devem ser contratadas até 2031. Estes meios terão deslocamento de 22.000 toneladas e terão capacidade de fornecer no mar combustiveis, inclusive de aviação, lubrificantes, munições, água e generos alimentícios.

Essas são os principais programas que serão desenvolvidos pela MB no período de 2011/2031. A conclusão dos mesmos dependerá dos orçamentos disponibilizados pelos sucessivos governos que virão.

SAIBA MAIS:

BATE-PAPO ONLINE: Converse com outros leitores sobre o PAEMB e outros temas navais, no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

O site WikiLeaks publicou uma lista secreta da diplomacia americana com locais em todo o mundo que os Estados Unidos consideram vitais à sua segurança nacional e desejam proteger de ataques terroristas –e que inclui vários locais no Brasil.

Segundo o documento diplomático vazado pelo site, parte de mais de 250 mil telegramas que estão sendo divulgados, o Departamento de Estado americano considera que um ataque a estes locais “afetaria de maneira significativa” a segurança americana.

O telegrama de fevereiro de 2009 pede às representações diplomáticas americanas um inventário das infraestruturas e empresas no mundo “cuja perda afetaria de maneira significativa a saúde pública, a segurança econômica e/ou a segurança nacional dos Estados Unidos”.

A lista publicada na noite deste domingo, que envolve muitos países, inclui cabos submarinos de telecomunicações, portos, minas e empresas que fabricam, entre outras coisas, produtos farmacêuticos importantes para a saúde pública.

No Brasil, os olhares americanos estão nos cabos submarinos Americas-2 e GlobeNet, em Fortaleza (CE) e no Rio de Janeiro. O documento de quatro páginas cita ainda a mina de manganês e minério de ferro da Rio Tinto e mina de nióbio em Araxá (MG) –que concentra 75% de toda a produção mundial– e Catalão/Ouvidor (GO).

Os EUA listam ainda uma mina de cobalto em Kinshasa, no Congo, e vários locais na Europa onde as empresas farmacêuticas produzem insulina, tratamento para picadas de cobra, além de vacinas.

No Oriente Médio, a lista destaca que Qatar será a maior fonte de gás liquefeito natural (GNL) até 2012. Cita ainda Abqaiq, na Arábia Saudita, a maior fábrica de processamento e estabilização de petróleo cru no mundo. O local foi alvo de um ataque da rede terrorista Al Qaeda em 2006.

O entroncamento de oleodutos de Nadym, no oeste da Sibéria, também aparece, como “a instalação de gás mais importante do mundo”. Os oleodutos levam gás russo exportado para a Europa Ocidental.

Em alguns casos, indústrias farmacêuticas específicas ou fábricas de produtos sanguíneos são especificadas por sua importância crucial para a cadeia global de suprimento.

Além de infraestruturas estratégicas, o inventário compreende também, entre outros, o canal do Panamá, minas na América Latina e em outras regiões e várias empresas que fabricam vacinas em vários países.

CRÍTICAS

O governo britânico foi o primeiro a criticar o vazamento da lista nesta segunda-feira, ao afirmar que é “prejudicial à segurança nacional dos EUA e do Reino Unido”.

A lista inclui vários pontos no Reino Unido, como um cabo transatlântico, uma empresa de engenharia naval na Escócia e três instalações no país de propriedade do grupo de defesa BAE Systems.

“Condenamos claramente a publicação não autorizada de informações secretas”, declarou um porta-voz de Downing Street, residência oficial e gabinete do primeiro-ministro britânico David Cameron.

“Os vazamentos e sua publicação são prejudiciais para a segurança nacional nos EUA, no Reino Unido e em outros lugares. É vital que os governos possam operar com base na confidencialidade da informação”, destacou.

A lista é considerada como uma relação de alvos potenciais para ataques contra interesses americanos no exterior. O jornal britânico “The Times” publicou a notícia sob o título “WikiLeaks lista “alvos para o terror” contra os EUA”.

FONTE: Folha de São Paulo / Agências Internacionais

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A Marinha dos EUA discutiu com os principais membros do Comitê de Defesa e da indústria para a possibilidade de obter autorização do Congresso para comprar 10 navios de cada grupo concorrente ao Programa do Navio de Combate Litorâneo (LCS).

O que estava planejado antes era a Marinha selecionar apenas um dos projetos, mas a construção de navios dos dois modelos pode baratear os custos de construção em bloco e ainda manter a mão de obra empregada nos dois estaleiros concorrentes.

Segundo o Secretário da Marinha Ray Mabus, “esta opção é boa para os contribuintes, pois permite-nos comprar mais navios com o mesmo dinheiro e nos permite lutar por um preço mais baixo para todos os 20 navios”. “É boa para a Marinha, porque faremos mais navios aumentando nossa flexibilidade, e é bom para a indústria, pois mantém e até amplia postos de trabalho em dois estaleiros.”

Ao contrário da solicitação atual, esta opção exige ação do Congresso para autorizar a compra de dois blocos, até meados de Dezembro de 2010.

A US Navy pretende comprar ao todo 55 navios de combate litorâneo.

FONTE/FOTOS: US Navy

Veja e comente o perfil completo dos gastos da União no Blog das Forças Terrestres, clicando aqui.

 

  • HMS Ark Royal R 07 Decomm TBA
  • HMS Illustrious R 08 Decomm TBA
  • HMS Cumberland F 85 Decomm TBA
  • HMS Campbeltown F 86 Decomm TBA
  • HMS Chatham F 87 Decomm TBA
  • HMS Cornwall F 99 Decomm TBA
  • RFA TBA Bay Class L 3… Decomm TBA
  • HMS Liverpool D 92 Decomm TBA
  • HMS Manchester D 95 Decomm TBA
  • HMS Gloucester D 96 Decomm TBA
  • HMS Edinburgh D 97 Decomm TBA
  • HMS York D 98 Decomm TBA
  • HMS TBA MCM M??? Decomm TBA

FONTE: SeaWaves Magazine

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Hoje, no tão esperado lançamento da Strategic Defence Review, o Primeiro Ministro britânico David Cameron disse que os gastos com a Defesa do Reino Unido deverão cair 8% em quatro anos.

A RAF e a Royal Navy perderão 5.000 postos de trabalho cada, o British Army perderá 7.000 e o Ministério da Defesa (MoD) perderá 25.000 postos de trabalho civis.

O porta-aviões HMS Ark Royal terá desativação imediata e os jatos Harrier GR.7 da RAF que são operados a bordo também serão desativados. Isso significa que a Royal Navy ficará sem porta-aviões operacional até o ano 2019.

Os carros de combate serão cortados em 40% e a artilharia em 35%, mas haverá mais 12 helicópteros Chinook e sistemas de comunicação e mais dinheiros para UAVs (VANTs).

O pessoal da Marinha vai cair para 30.000 em 2015 e o número de fragatas e destróieres será reduzido de 23 para 19 em 2020.

Novos navios-aeródromo

O “Strategic Defence Review” diz que a Royal Navy terá muitas capacidades, com a Força Estratégica Trident dos submarinos “Vanguard”, um deles sempre em patrulha.

O porta-aviões da classe “Queen Elizabeth” dará a flexibilidade política e militar que o Reino Unido precisará para dar resposta a crises. Ele levará 12 JSF a bordo, mais helicópteros. O F-35 terá alcance de 700 milhas (1.100km) sobre terra e mar, com capacidade para uma vasta gama de missões.

A Royal Navy será equipada com 19 fragatas e destróieres para proteger os grupos-tarefa, incluindo os Type 45 e as futuras Type 26.

Sete novos submarinos nucleares da classe “Astute” vão contribuir para a proteção da capacidade de nuclear estratégica e dos grupos-tarefa.

O porta-helicópteros HMS Ocean ou o navio-aeródromo HMS Illustrious também deverão ser desativados, após um breve estudo, que identificará qual deles será mais adequado como plataforma de helicópteros. Um dos desativados vai para a reserva (extended readiness)

Quatro fragatas e um navio de apoio da classe “Bay” também serão desativados.

Dois ex-comandantes da Royal Navy alertaram o Governo Britânico sobre o risco de cortar a frota de Harriers GR7, antes da chegada dos jatos F-35 Joint Strike Fighters.

Os Harriers estão entre os cortes prováveis, juntamente com os jatos Tornado e vários navios da Royal Navy.

Os ex-First Sea Lords West e Sir Jonathon Band alertaram que se o Reino Unido ficar sem jatos que possam operar a partir de navio-aeródromo até a chegada dos F-35 em 2018, estará incapaz de empreender missões como a realizada em 1982 na retomada das Malvinas.

O Primeiro Ministro David Cameron interveio pessoalmente para manter os cortes do MoD abaixo de 10% e garantir que a Royal Navy receba seus dois novos navios-aeródromos da classe “Queen Elisabeth”, de 60.000t. Mas a frota de F-35 prevista deverá sofrer cortes, de 138 aeronaves para apenas 40.

Informes dizem que os cortes obrigarão o British Army a perder 7.000 homens, a RAF deverá fechar bases e a Royal Navy terá de reduzir suas escoltas de 24 para 16 navios. Fontes também sugerem que £750 milhões serão cortadas nos próximos 4 anos do orçamento para a substituição da frota estratégica de submarinos com mísseis Trident.

O chanceler George Osborne ordenou que o MoD corte pelo menos 10% do seu orçamento anual de £37 bilhões como parte do esforço para eliminar o déficit estrutural do Reino Unido, até o final do Parlamento. O secreatário da Defesa Liam Fox lutou contra os cortes e fontes do MoD dizem que um acordo foi alcançado e que ele pode funcionar.

FONTE: The Press Association

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Estivemos nos dias 14 e 15 de outubro no Seminário da Amazônia Azul, na Escola Naval, que prossegue até amanhã. O evento  reuniu autoridades civis e militares para debater as responsabilidades em proteger os interesses nacionais nas Águas Jurisdicionais brasileiras. O evento credenciou 793 participantes.

O Brasil pleiteia junto à Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) a extensão dos limites de sua Plataforma Continental, além das 200 milhas náuticas (370km), correspondente a uma área de 963 mil km².

Se aceitas as recomendações da CLPC, o espaço marítimo brasileiro poderá atingir 4,5 milhões de km², uma área maior que a Amazônia Verde.

O propósito deste seminário foi divulgar e fortalecer o conceito Amazônia Azul junto a seguimentos de interesse da Sociedade, identificando as potencialidades científicas, econômicas e energéticas das Águas Jurisdicionais Brasileiras e as consequentes demandas por proteção desses interesses no mar, agora e no futuro.

As palestras abrangeram temas relacionados à segurança, às riquezas existentes e aos aspectos político-estratégicos da Amazônia Azul.

Palestras do dia 14/10

Tivemos o prazer de assistir à palestra do Almirante-de-Esquadra Mauro César Rodrigues Pereira (RM), Ex-Ministro da Marinha, que discorreu sobre os aspectos políticos e estratégicos da Amazônia Azul.

O Almirante Mauro Cesar destacou que o mar não é visto pela população, mesmo para aqueles que moram no litoral, por isso não há a devida percepção de sua importância.

Era preciso criar uma imagem para que a Sociedade percebesse essa questão e isso foi conseguido com a criação do conceito da Amazônia Azul.

Ele destacou ainda que a Marinha antecipou-se à descoberta do Pré-Sal, quando participou da Convenção da Jamaica nos anos de 1973, 1982, 1988 e 1994 e realizou o LEPLAC, que garantiu a Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas e que hoje contém a maior parte dos poços de petróleo descobertos.

Mauro César disse que a liderança do Brasil no Atlântico Sul surge espontaneamente pela nossa competência, daí o Brasil ter sido procurado pela Namíbia para ajudar na formação da Marinha daquele país africano.

Ele também lembrou a integração da Marinha do Brasil com a Armada Argentina, a despeito da rivalidade histórica dos dois países. A operação conjunta de aeronaves das duas Marinhas na Operação ARAEX, realizada com pleno sucesso a bordo do NAeL Minas Gerais (e depois no NAe São Paulo) dependeu apenas de um acordo verbal entre os comandantes das duas Marinhas: “Qualquer dano ao navio é de minha responsabilidade, qualquer dano nas suas aeronaves é seu” – foi o acordado, disse o almirante.

Política Marítima

Mauro Cesar disse que o Brasil ainda carece de Política Marítima, que depende de sentimento e de atitude e isso não tem a ver apenas com papel, com um documento. Ele deu o exemplo da Marinha Mercante nacional, que compreende apenas 3% dos navios que transportam produtos brasileiros.

Estratégia Naval

O palestrante também detalhou a estratégia naval brasileira, que visa principalmente impedir ataques ao Continente, através da tarefas básicas do Poder Naval: Negação do uso do mar, Projeção de Poder e Controle de Área Marítima.

Esssa estratégia também visa:

  • Assegurar a liberdade de exploração do mar
  • Manter abertas as linhas de navegação
  • Assegurar a preservação ambiental
  • Manter abertas as rotas de acesso à Antártica
  • Procurar unidade de ação naval com os países do entorno do Atlântico Sul

O almirante Mauro Cesar destacou que a negação do uso do mar é geralmente violenta, contra um inimigo declarado e é feita pelos submarinos, por isso não serve para os estágios iniciais de um conflito.

Para estes, é preciso ter a capacidade de controlar área marítima, saber o que ocorre em determinada área de interesse e isso é feito primordialmente com um porta-aviões (navio-aeródromo).

Com o navio-aeródromo é possível, por exemplo atacar uma base de submarinos inimigos, limitando sua operação ou atacando uma base inimiga em território africano por exemplo ou uma ilha oceânica que esteja sendo usada para atacar o Brasil.

Por isso a Marinha do Brasil precisa de navio-aeródromo e de uma força de Fuzileiros Navais.

Mauro César disse ainda que o Brasil precisa de navios de guerra em quantidade e de apoio aéreo aproximado, para realizar plenamente as missões de controle de área marítima, para manter abertas as linhas marítimas e o acesso à Antártica.

O Brasil ainda não possui uma Marinha Mercante própria expressiva, mas quando tiver, necessitará de capacidade para protegê-la em locais distantes, como no Golfo de Áden.

O almirante destacou também a unidade de ação naval com outras Marinhas, para o uso político do Poder Naval, a fim de mostrar que o Brasil tem capacidade de se defender e que também tem capacidade de ajudar países mais fracos, se necessário.

Mauro César encerrou dizendo que o Poder Naval é uma ferramenta para ser usada no jogo político internacional e que apesar de estarmos desabituados a ter ações militares no Atlântico Sul, quanto mais capacitados formos, menos problemas nossos diplomatas terão.

O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul

O vice-almirante Elis Treidler Öberg, Diretor de Sistemas de Armas da Marinha, apresentou a palestra “O Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz)”.

Antes de entrar no assunto propriamente dito, ele citou o Ciclo OODA de John Boyd, mostrando a aplicação do mesmo em operações navais. O Ciclo de OODA pode ser aplicado para antecipar-se ao inimigo e tomar decisões mais rápidas, que obriguem o inimigo a ter que tomar outras decisões e atrase sua ação.

Segundo o almirante Öberg, o SisGAAz será um conjunto de diversos sistemas que nós já temos hoje e vai possibilitar um total conhecimento sobre o que se passa na superfície, na subsuperfície e no espaço aéreo das águas jurisdicionais brasileiras e em boa parte do Atlântico Sul.

O SisGAAz visa monitorar a Amazônia Azul e prover dados para o comando e controle na defesa das plataforma de petróleo, portos e ilhas e vias marítimas.

Ele vai ser implementado por fases, sendo a primeira o delineio da arquitetura, que já está sendo feito e que será integrar toda uma série de sistemas que a Marinha já opera e, posteriormente, agregará uma série de sensores e veículos aéreos não tripulados.

O SisGAAz será integrado ao SisFron do EB e ao Sisdacta da FAB e integrará com link de dados navios, aeronaves e submarinos. Mais tarde se prevê a instalação de radares costeiros, radares OTH, satélites e UAS.

Luiz Padilha, VA Elis Treidler Öberg e Alexandre Galante no Seminário da Amazônia Azul

Palestras do dia 15/10

Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais Almirante-de-Esquadra (FN) Alvaro Augusto Dias Monteiro e Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães

A primeira palestra da manhã foi proferida pelo Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães. Ele destacou que se o Brasil não cooperar com os países africanos, sobretudo os da África Ocidental, outros países o farão, como a China, que já está penetrando na África com grande velocidade.

Às 11h30 começou a palestra mais esperada pela equipe do Poder Naval, proferida pelo Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, Almirante-de-Esquadra (FN) Alvaro Augusto Dias Monteiro, intitulada “O Emprego do Poder Naval na Defesa da Amazônia Azul”.

O almirante Alvaro Augusto começou citando os versos de Machado de Assis, do “Hino Patriótico” de 1863, que surgiu na Questão Christie, quando o Brasil rompeu relações diplomáticas com a Grã-Bretanha, depois que esta apresou cinco navios-mercantes brasileiros:

Brasileiros! Haja um brado
Nesta terra do Brasil
Antes a morte de honrado
Do que a vida infame e vil

Alvaro Augusto prosseguiu afirmando que o Brasil historicamente sempre teve dificuldade de manter um Poder Naval adequado às suas necessidades e aspirações.

Deu o exemplo do ambicioso Programa Naval Júlio de Noronha de 1904, que depois foi modificado pelo Almirante Alexandrino, para compra dos encouraçados “Dreadnought”, Minas Gerais e São Paulo.

Apesar da aquisição dos poderosos “Dreadnought”, a Marinha não comprou um navio carvoeiro para reabastecê-los, o que limitava seriamente sua autonomia. (Lembramos imediatamente que a Marinha atual tem o mesmo problema, com um navio-tanque apenas em operação).

O almirante chamou a Amazônia Azul de nosso “Mar Patrimonial”, nosso “Território Imerso” e definiu o conceito de Dissuasão: “Dissuadir é estar preparado para combater”. Ele disse também que o Atlântico Sul é o nosso “Mar Presencial”, que o Brasil precisa exercer a presença do Poder Naval em todo o Atlântico Sul.

Isso é necessário porque os países africanos da Costa Ocidental da África possuem instituições fracas e pequeno poder militar, com exceção da África do Sul, cuja Marinha opera em estreita colaboração com a MB. A China avança sobre a África vorazmente e 6% do petróleo mundial sai de Angola.

Além disso, duas Marinhas da OTAN estão presentes no Atlântico Sul, a Royal Navy com suas ilhas oceânicas e a US Navy, que divide a Ilha de Ascensão com o Reino Unido.

Para isso, o Poder Naval precisa apresentar as seguintes características:

  • Credibilidade
  • Meios adequados
  • Capacidade de operar os meios adequadamente
  • Firme determinação de empregá-los

O almirante citou Geoffrey Till e as hipóteses de conflitos marítimos: os decorrentes de recursos do mar, criminalidade marítima, exaustão de recursos do mar e envolvimento inadvertido.

O almirante Alvaro Augusto mostrou os diferentes empregos do Poder Naval e citou a Guerra das Malvinas, que segundo alguns, poderia ter sido evitada se os ingleses tivessem usado a Diplomacia Naval, para inibir a ação militar argentina.

Ele deu o exemplo também da Diplomacia Naval usada pelo Brasil, quando nossa Marinha resolveu enviar uma Força Tarefa com 2 cruzadores e 3 contratorpedeiros à Angola, para apoiar Portugal, em 1967.

Por problemas de manutenção nos navios, só chegaram a Luanda apenas um cruzador e um contratorpedeiro, o que decepcionou a população local. A presença não foi conforme a propaganda. O almirante frisou: “não se blefa com o Poder Naval!”.

Alvaro Augusto também citou a Guerra da Lagosta, quando o Brasil enviou sua Esquadra para o Nordeste em 1963, após a França resolver enviar um destróier para proteger pesqueiros franceses que pescavam Lagosta na plataforma continental brasileira. A presença da Esquadra Brasileira obrigou os franceses a negociar e retirar seus pesqueiros.

Citando o almirante russo Gorshkov, lembrou: “Esquadras evidenciam o real poder de combate do Estado” (The Sea Power of the State).
O almirante também destacou a importância dos Fuzileiros Navais para o estabelecimento do Controle de Áreas Marítimas, para a condução de operações fora da área que se deseja controlar: conquista de áreas terrestres que controlam áreas de trânsito ou onde estão localizadas bases inimigas; ataques às forças inimigas em suas bases; operações de bloqueio; e destruição dos meios navais inimigos em alto-mar. Em boa parte dessas operações, as Forças Anfíbias estariam aptas a desenvolver um papel de fundamental importância.

Ele deu como exemplo que uma unidade anfíbia dos EUA leva 2.200 Marines, enquanto todos os navios anfíbios brasileiros só podem levar no máximo 1.200 homens (1.500 no máximo). Mas fez a seguinte ressalva: “quem embarca fuzileiro como gado, depois não pode cobrar que o gado se comporte como fuzileiro”. E completou: “Também não se pode dar muito conforto para o fuzileiro, senão ele perde a rusticidade”, brincou.

Segurança Marítima

O almirante lembrou que a Estratégia Nacional de Defesa preconiza a intensificação das parcerias estratégicas com os países de Língua Portuguesa (CPLP).

Disse ainda que a o Golfo da Guiné rivaliza com a Somália em termos de pirataria e que existe um movimento de separação da Nigéria no Delta do Níger.

Por essas razões, é necessária a diplomacia naval brasileira na Costa Ocidental Africana, para fazer parecerias com aqueles países.

Quebra de Paradigma

O almirante Alvaro Augusto destacou que a Marinha do Brasil não possui um Poder Naval insignificante no Atlântico Sul, e que temos uma das poucas marinhas que operam aeronaves de asa-fixa em navio-aeródromo. Porém, não estamos conseguindo manter este Poder Naval.

Ele disse que o modelo de manutenção dos navios de guerra brasileiros está exaurido e que a iniciativa privada precisa assumir algumas funções através de parcerias ou concessões para resolver o problema da manutenção. Em pergunta feita pelo Poder Naval depois da palestra, ele disse que descarta a simples “privatização” do AMRJ.

O almirante Alvaro Augusto encerrou dizendo que “não podemos pensar na Marinha do Futuro, anulando a Marinha do Presente”.

Ministro da Defesa

O Ministro da Defesa Nelson Jobim encerrou o seminário com a palestra “Nova Defesa” na qual destacou as mudanças realizadas na estrutura do Ministério e o Reaparelhamento das Forças Armadas. Para baixar a apresentação da palestra, clique aqui.

Jobim repetiu em linhas gerais o que disse em Lisboa, em palestra no Instituto Nacional de Defesa, que vê com reservas, quaisquer iniciativas que procurem, de alguma forma, associar o Norte do Atlântico ao Atlântico Sul – sendo o sul, área geoestratégica de interesse vital para o Brasil. Segundo ele, as questões de segurança das duas metades desse oceano são distintas.

Para Jobim, depois da Guerra Fria, a Otan passou a servir de instrumento de seu membro exponencial, os EUA, e dos aliados europeus. Por meio do novo conceito da aliança, divulgado em 1999, a força pode intervir em qualquer parte do mundo a pretexto de ações antiterror ou humanitárias, e de contenção às ameaças à democracia ou nas agressões ambientais.

BATE-PAPO ONLINE: Converse com os editores e outros leitores sobre este tema, no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

Manobras militares britânicas, com lançamento de mísseis, iniciam nesta segunda-feira

Um novo conflito diplomático entre a Argentina e a Grã-Bretanha relacionado às Ilhas Malvinas criou clima de tensão entre os dois países na noite desse sábado, quando o governo de Cristina Kirchner repudiou o comunicado de que a marinha inglesa se prepara para iniciar nesta segunda exercícios militares a partir da localidade de Port Harriet. Os exercícios envolvem o lançamento de mísseis Rapier terra-ar (foto) que podem alcançar alvos posicionados entre 400 metros a seis quilômetros.

O comunicado do governo inglês foi enviado ao Serviço Hidrográfico Naval da Marinha Argentina e está de acordo com normas internacionais sobre a realização de exercícios que envolvam a utilização de armas. As manobras militares britânicas nas Ilhas Malvinas prosseguem até o dia 22.

No começo da noite de ontem, durante coletiva à imprensa convocada a pressas, o vice-chanceler argentino Alberto D’alotto informou que o governo exigiu da Grã-Bretanha o imediato cancelamento dos exercícios militares nas Malvinas, considerados “uma nova provocação que marca a persistente falta de respeito da Grã-Bretanha às decisões da comunidade internacional”.

D’alloto disse que a realização dos exercícios será formalmente levada ao conhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). O vice-chanceler argentino também informou que uma carta de protesto foi entregue à embaixadora da Grã-Bretanha, Shan Morgan, que se declarou surpresa com a reação da Casa Rosada.

— Estamos assombrados porque estes exercícios são de rotina e se realizam a cada seis meses, há 28 anos — disse integrante da chancelaria inglesa.

O governo da Grã-Bretanha ainda não se posicionou sobre o novo clima de tensão com a Argentina. O último conflito entre os dois governos aconteceu em fevereiro deste ano, quando a empresa britânica Desire Petroleum iniciou a perfuração de um campo de provas para a extração de petróleo nas Malvinas, chamada pelos britânicos de Falklands. A empresa interrompeu os trabalhos dias depois, afirmando que o petróleo da área era de má qualidade.

Na época, o governo argentino disse que a perfuração do campo de provas violava sua soberania sobre as ilhas e impôs restrições à navegação em torno das Malvinas, que estão sob controle britânico desde 1833. No dia 2 de abril de 1982, a Argentina invadiu as ilhas mas acabou rendida no dia 4 de junho. O episódio ficou conhecido como a Guerra das Malvinas. Desde então, Argentina e Grã-Bretanha não chegaram a um acordo sobre a soberania das ilhas.

O Comitê de Descolonização da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade, em junho deste ano, uma resolução convocando os governos da Grã- Bretanha e da Argentina a recomeçar as negociações em busca de uma solução pacífica sobre a posse e a soberania das Ilhas Malvinas. Esta foi a segunda manifestação da ONU sobre a disputa. A primeira ocorreu em 1965, quando a organização aprovou a resolução 2.065, considerando a pendência um “assunto colonial”. A Grã-Bretanha nega-se a discutir a questão com o governo argentino.

FONTE: Agência Brasil

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Marinha constrói estação científica a 1.167 km da costa do Brasil, para proteger riquezas naturais

Sidney Martins – Enviado especial

A Marinha do Brasil conquistou um forte aliado tecnológico dentro da Estratégia Nacional de Defesa (END). Com a construção, neste ano, da Estação Científica da Ilha da Trindade (ECIT), a Armada estabelece um novo rumo às atividades científicas na ilha. Por sua localização, próxima às principais bacias petrolíferas e à região de maior desenvolvimento econômico do país, Trindade é um posto avançado vital para a defesa nacional.
A nova Estação Científica faz parte do Programa de Pesquisas Científicas da Ilha da Trindade (Protrindade), criado no âmbito da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), com o objetivo de promover e gerenciar o desenvolvimento de pesquisas na área.
De acordo com a Marinha, o Protrindade atende as diretrizes da Política Nacional para os Recursos do Mar, de Defesa Nacional e Nacional de Meio Ambiente. Localizada a 1.167 quilômetros de Vitória (ES) e a 1.416 quilômetros do Rio de Janeiro, Trindade, além de ser estratégica para a defesa nacional, vai propiciar a obtenção de dados essenciais para a previsão meteorológica.
A Armada conta hoje com 30 militares na ilha, operando uma estação meteorológica para o serviço de previsão do tempo da Marinha. É a única ilha oceânica brasileira com água potável. A estação conta com geração de energia, refeitório, frigorífico, telefone, televisão e acesso à Internet.

A cada dois meses são realizadas viagens de reabastecimento, ocasião em que os militares selecionados embarcam para servir durante quatro meses. De acordo com o capitão-de-mar-e-guerra José Marques Gomes Barbosa, do Comando do 1º Distrito Naval (RJ), a seleção do pessoal leva em conta a capacitação específica e a vocação para a situação peculiar de se ficar longo tempo afastado da família.

Para a construção da estação foram superados diversos desafios, entre eles a dificuldade de acesso à ilha. Não há praias que facilitem o desembarque por superfície, em função da existência de um anel de corais. É necessário cuidado também com a arrebentação e com a mudança repentina do tempo.

Conforme levantamento feito pelo capitão-tenente Felipe Picco Paes Leme, 100 toneladas de material foram embarcadas no navio “Mattoso Maia”, em Vitória com destino à ilha. Após quatro dias de viagem, foram necessários 126 deslocamentos de helicóptero entre o navio e a terra, com duração de mais quatro dias. A concepção do projeto da Estação Científica foi feita por uma equipe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com larga experiência em construções em lugares inóspitos.

Assessor da Secretaria da CIRM, o capitão-de-mar-e-guerra Camilo de Lellis de Souza explica que o projeto buscou soluções arquitetônicas para minimizar os impactos ambientai, como ventilação natural e sistema energia solar. O PVC foi usado como material para a construção, por ser mais eficiente para obras em locais de difícil acesso.

A ilha possui uma extensão de 8,2 quilômetros quadrados e é fortemente acidentada, com elevações de até 600 metros. Surgiu há três milhões de anos. Devido a sua origem vulcânica, a presença de lavas, cinzas e areias vulcânicas pode ser constatada, mas a última erupção ocorreu há 50 mil anos.Desde 1700, a ilha foi intermitentemente usada como ponto de apoio marítimo por traficantes escravagistas e piratas ingleses.

Em 1916, foi ocupada pela primeira vez por brasileiros, em função da Primeira Guerra Mundial. Ao término da guerra, foi desguarnecida. Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, foi novamente guarnecida para impedir que submarinos alemães a utilizassem como base de apoio e para garantir a sua posse efetiva pelo Brasil.

FONTE: Hoje em Dia

Roberto Godoy - O Estado de S.Paulo

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse ontem, em Lisboa, em palestra no Instituto Nacional de Defesa, que vê “com reservas, quaisquer iniciativas que procurem, de alguma forma, associar o Norte do Atlântico ao Atlântico Sul – sendo o sul, área geoestratégica de interesse vital para o Brasil”. Segundo ele, “as questões de segurança das duas metades desse oceano são distintas”.

Para Jobim, depois da Guerra Fria, a Otan “passou a servir de instrumento de seu membro exponencial, os EUA, e dos aliados europeus”. Por meio do novo conceito da aliança, divulgado em 1999, a força pode intervir em qualquer parte do mundo a pretexto de ações antiterror ou humanitárias, e de contenção às ameaças à democracia ou nas agressões ambientais.

FONTE:  O Estado de São Paulo

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